AGRONEGÓCIO

Isan Rezende, presidente da Feagro-MT participa de debate na TV Pantanal

O presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), Isan Rezende, participou de um debate ao vivo no programa Opinião da TV Pantanal. Ao lado dos renomados jornalistas mato-grossenses Paulo Coelho e Professor Louremberg, Rezende discutiu questões cruciais sobre a importação de arroz no Brasil e outros temas de grande importância para o agronegócio.

Durante a discussão, Rezende enfatizou a necessidade de um planejamento estratégico governamental a longo prazo para o setor do agronegócio. “Os segmentos importantes da economia nacional não podem continuar a serem tratados domesticamente como se fosse um assunto de fundo de quintal a bel prazer de cada governo. Precisamos de um planejamento governamental estratégico de 50, 100 anos, construído em parceria com todos os agentes da cadeia do agronegócio”, destacou.

O presidente da Feagro ressaltou que essa estratégia deve visar a estruturação do setor produtivo brasileiro, especialmente diante dos desafios impostos pela geopolítica mundial. A visão de longo prazo, segundo ele, é essencial para garantir a sustentabilidade e a competitividade do agronegócio brasileiro no cenário global.

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Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Safra de cana no Centro-Sul atinge 9,17 milhões de hectares

A área de cana-de-açúcar disponível para colheita no Centro-Sul do Brasil atingiu 9,17 milhões de hectares na safra 2026/27. O número representa uma expansão de 3,1% em comparação aos 8,9 milhões de hectares do ciclo anterior, consolidando um movimento de crescimento monitorado por imagens de satélite e geotecnologia. O dado é acompanhado por uma reconfiguração na lista dos principais polos produtores, influenciada diretamente pelo cronograma de renovação dos canaviais.

A mudança no ranking dos municípios que mais ofertam cana para colheita é reflexo direto do manejo das lavouras. Áreas que passam por reforma ficam temporariamente indisponíveis para o corte e retornam ao sistema após ganharem novo potencial produtivo. Esse ciclo de rotatividade explica a ascensão de Nova Alvorada do Sul (MS) à primeira colocação nacional e a entrada de Nova Andradina (MS) no grupo dos 12 maiores produtores da região, deslocando Guaíra (SP).

Apesar dessas variações locais, a concentração da atividade agrícola permanece estável. O bloco dos 12 municípios com maior extensão de cana disponível responde por cerca de 10,4% de toda a área mapeada no Centro-Sul, um patamar praticamente idêntico ao observado na temporada passada.

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Geografia da produção

A estrutura produtiva mantém uma forte centralização em quatro estados, que juntos somam 91% da área total:

  • São Paulo: 57,1% (5,24 milhões de hectares).

  • Goiás: 12,4%.

  • Minas Gerais: 12,2%.

  • Mato Grosso do Sul: 9,3%.

Embora São Paulo sustente a dominância no setor, Mato Grosso do Sul foi o estado com o maior incremento proporcional na área cultivada entre os dois ciclos, com alta de 0,3%. O desempenho reflete a força de polos como Rio Brilhante, Costa Rica e Ivinhema.

O monitoramento contínuo das áreas, segundo analistas do agronegócio, é essencial para compreender não apenas o volume disponível, mas as tendências de longo prazo na oferta de matéria-prima para o setor de biocombustíveis. A precisão na identificação de áreas em reforma versus áreas prontas para colheita permite antecipar oscilações de produtividade que impactam diretamente a cadeia de etanol e açúcar no país.

Fonte: Pensar Agro

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