AGRONEGÓCIO

Governo vai investir R$ 7 milhões no combate a incêndios no pantanal

R$ 7 milhões é quanto o governo de Mato Grosso do Sul anunciou, nesta segunda-feira (05.05), que vai investir em projetos de combate e prevenção a incêndios florestais no Pantanal. A verba será destinada a entidades privadas sem fins lucrativos, que terão a responsabilidade de executar as ações. O edital faz parte do Programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) Bioma Pantanal, dentro do subprograma PSA Brigadas.

Apesar do investimento, o valor se mostra limitado diante da imensa área a ser protegida e da gravidade da crise ambiental que assola o bioma. A medida repassa ao setor privado parte da responsabilidade de combater os incêndios que têm devastado o Pantanal, comprometendo sua biodiversidade e o modo de vida das comunidades locais. Organizações poderão submeter projetos com valores entre R$ 75 mil e R$ 500 mil, e as ações terão que ser executadas em até 18 meses.

Os projetos selecionados serão divididos em dois lotes: o Lote 1 para povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares e o Lote 2 para outras organizações que atuam na região pantaneira. As inscrições estarão abertas entre 12 de maio e 13 de junho de 2025, e o resultado preliminar será divulgado até 1º de julho.

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As iniciativas podem incluir capacitação de brigadas voluntárias, manutenção de aceiros, monitoramento de incêndios, resgate de fauna e até a implantação de sistemas de alerta. O edital também valoriza o conhecimento tradicional das comunidades locais no manejo do fogo, promovendo a integração entre saberes técnicos e culturais.

SERVIÇO:
As inscrições estarão abertas de 12 de maio a 13 de junho

Para se inscrever acesse a plataforma Editais Prosas

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

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O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

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Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

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