AGRONEGÓCIO

Governo do Tocantins e Embrapa reinauguram estação meteorológica para auxiliar produtores no campo

O titular da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro), Jaime Café; e a chefe-geral da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Danielle de Bem Luiz, reinauguraram, na manhã desta terça-feira, 22, a estação meteorológica (automática e convencional) na sede da Embrapa, região norte de Palmas. Antes, a estação estava localizada na Quadra 112 Sul, setor industrial.

Para o secretário da Seagro, Jaime Café, a reinauguração desta estação é mais um reforço para o banco de dados agrometeorológicos, que podem auxiliar as tomadas de decisões no campo. “As estações do Estado estão interligadas ao Inmet [Instituto Nacional de Meteorologia] e a Embrapa contribui para a coleta desses dados que são muito importantes ao produtor rural, sendo fundamentais também para a previsão das condições climáticas no Tocantins”, destacou.

De acordo com o engenheiro agrônomo e observador climatológico da Seagro, Márcio Paes Landim, a instalação da estação meteorológica traz muitos benefícios ao produtor e muitas atividades agrícolas estão ligadas às condições climáticas. “É um subsídio que temos para tomada de decisões, no plantio, na colheita e na aplicação de defensivos nas lavouras”, detalhou.

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O pesquisador da área de agrometeorologia da Embrapa, Jones Simon, explicou que os dados das estações meteorológicas são muitos úteis aos produtores, pois permitem repassar informações sobre a previsão de tempo e a indicação de chuvas. “Além disso, fornecem dados para o zoneamento agrícola, indicando a data de plantio para cada cultura, facilitam nos investimentos de financiamentos e no seguro rural e possibilitam o plantar com a máxima precisão”, enfatizou.

Peixe

Para reforçar ainda mais os dados meteorológicos do Estado, está prevista, para até final deste ano, a reinauguração da estação meteorológica de Peixe, na região sudeste do Estado.

Estação meteorológica

A estação é um equipamento que possui sensores capazes de medir as variáveis meteorológicas. Por meio desses sensores, as estações informam, aos usuários, as variáveis do tempo de cada localidade onde a estação está presente. Sendo úteis às atividades agrícolas, os dados das estações permitem fazer um planejamento agrícola mais assertivo, pois são capazes de levantar informações do clima, e assim, analisar seu histórico.

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Dados

Atualmente, existem 22 estações meteorológicas instaladas no Estado.

Fonte: AgroPlus

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AGRONEGÓCIO

Inverno começa com instabilidade e exige cautela redobrada do agronegócio

O inverno brasileiro começou oficialmente neste domingo, 21, às 5h24 (horário de Brasília), e deve ter um padrão climático atípico. Com a confirmação da atuação de um forte episódio de El Niño, as projeções do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) indicam uma estação marcada por extremos, que exigirá do produtor rural um manejo cirúrgico para mitigar riscos fitossanitários e garantir a produtividade da safra.

A presença do fenômeno no Pacífico Equatorial, com probabilidade superior a 99% de se consolidar em patamares “fortes” até setembro, redefine o mapa de risco no campo. Ao contrário de anos de neutralidade, o cenário para 2026 aponta para uma disparidade hídrica acentuada entre as regiões produtoras.

Sul: Excesso de umidade e alerta fitossanitário

A região Sul, historicamente impactada por frentes frias, enfrentará um inverno com volumes de chuva acima da média histórica. De acordo com boletins agrometeorológicos recentes, o encharcamento recorrente do solo deve dificultar a entrada de maquinário em áreas de colheita tardia.

O risco operacional é elevado: a alta umidade favorece a proliferação de doenças fúngicas em culturas de inverno, como o trigo. Por outro lado, o aumento da nebulosidade, embora traga desafios ao desenvolvimento das plantas, deve atuar como um “escudo” parcial contra geadas severas, reduzindo o risco de queima em lavouras perenes.

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Centro-Oeste e Matopiba: Ameaça de déficit hídrico

No coração do agronegócio, o padrão é de seca. O Centro-Oeste, o Matopiba e o Norte conviverão com uma irregularidade consistente na distribuição de chuvas. Com a umidade retida no Sul, o Centro-Oeste enfrenta o risco de uma queda acelerada da umidade do solo imediatamente após a colheita do milho segunda safra.

“A janela de plantio e a recuperação das pastagens dependem diretamente da regularidade dessas chuvas escassas”, apontam especialistas. Para o algodão e o milho tardio, o estresse hídrico é a principal ameaça, exigindo ajustes imediatos no manejo de palhada e no planejamento da safra subsequente.

Sudeste: O risco da oscilação térmica

No Sudeste, o inverno de 2026 será definido pela imprevisibilidade. Períodos de frio pontual serão interrompidos por ondas de calor atípicas. Essa alternância térmica impõe um desafio de gestão: o estresse das plantas em resposta às mudanças bruscas de temperatura aumenta a vulnerabilidade a pragas, demandando monitoramento constante nas lavouras de café e hortifrúti.

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Reflexos na cadeia produtiva

A instabilidade não se restringe ao campo. Analistas do setor agroindustrial alertam que a quebra de expectativa de recordes produtivos, somada às dificuldades logísticas impostas pelo clima, pode pressionar os custos de produção e, consequentemente, os preços ao consumidor final.

“O produtor que não se antecipar na reserva de forragem e na proteção sanitária estará mais exposto aos efeitos deste ‘super El Niño’”, destaca o relatório do INMET. A recomendação técnica é de monitoramento diário dos boletins de curto prazo, dada a volatilidade que ditará o ritmo da colheita e o início da próxima safra.

O rigor do inverno de 2026, portanto, não será medido pelo termômetro, mas pela eficiência na resposta do agronegócio a um sistema climático que, cada vez mais, opera fora das médias históricas.

Fonte: Pensar Agro

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