AGRONEGÓCIO
Fertilizantes entregues ao mercado registram queda de 8,7% de janeiro a julho deste ano
Conforme o relatório da Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), as entregas de fertilizantes ao mercado encerraram o mês de julho deste ano apresentando uma redução de 29,4% frente ao mesmo período do ano passado. Além disso no acumulado de janeiro a julho de 2022, as entregas de fertilizantes também registraram redução, com queda de 8,7% em comparação com o ano de 2021.
A produção nacional de fertilizantes intermediários também encerrou o mês de julho com queda de 10,9%, com total de 607 mil toneladas. Já no acumulado de janeiro a julho deste ano, a produção apresentou crescimento de 12,5%, com total de 4.419 mil toneladas frente às 3.929 mil toneladas produzidas no mesmo período do ano passado.
As importações de fertilizantes intermediários também registraram queda no mês de julho, com redução de 11,9%. No acumulado de Janeiro a Julho/2022, o total importado (21.329mil toneladas) apresentou aumento de 6,2% em relação ao obtido no mesmo período de 2021, quando foram importadas 20.078 mil toneladas.
Fonte: AgroPlus
AGRONEGÓCIO
Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado
A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.
O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.
Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.
A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.
A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.
Fonte: Pensar Agro
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