AGRONEGÓCIO

Famato e entidades do agro assinam protocolo de intenções para expansão de 4G e 5G em Mato Grosso


A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), representada pelo segundo vice-presidente Marcos da Rosa, assinou na terça-feira (18) um protocolo de intenções com o governo de Mato Grosso para a expansão do acesso à telefonia móvel em 4G, preparada para 5G, em todo o território do estado.

A iniciativa, denominada Mato Grosso Conectado, será uma Sociedade de Propósito Específico (SPE). A parceria foi firmada pela MT PAR junto com mais quatro entidades representativas do agronegócio mato-grossense: Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), Associação dos Produtores de Soja de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Associação dos Produtores de Algodão de Mato Grosso (Ampa) e Federação das Indústrias de Mato Grosso (Fiemt).

Para a execução do projeto estão previstos R$ 250 milhões de investimentos público e privado em uma área de 10 milhões de hectares distribuída em oito regiões que serão subdivididas em microrregiões para contemplar todo o estado.

Entre os objetivos estão: aumentar a produtividade do agro com o uso de tecnologias mais avançadas, apoiar o comércio e setores como a educação, serviços, segurança, indústria, transporte e saúde.

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“É uma iniciativa muito importante para o desenvolvimento de Mato Grosso. Além do agro, contribuirá para toda a sociedade, pois irá democratizar o acesso à internet e a inclusão digital de quem vive no interior do estado”, afirmou Marcos da Rosa.

O Instituto AgriHub, que faz parte do Sistema Famato, fomenta iniciativas de conectividade e apoia empresas que buscam soluções inovadoras para o agro. Segundo o diretor executivo, Otávio Celidonio, o instituto participou ativamente das discussões junto com o governo e permanecerá colaborando intensamente para dar continuidade aos trabalhos de conectividade do estado.

Fonte: CNA Brasil

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AGRONEGÓCIO

Setor produtivo e bancos vão travar batalha de R$ 130 bilhões semana que vem no Senado

A votação do projeto de lei que autoriza a renegociação de dívidas rurais, prevista para a próxima quarta-feira (10.06), tornou-se o ponto central das articulações do setor produtivo em Brasília. Enquanto entidades que representam o campo — como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) e associações de produtores como a Aprosoja — intensificam o trabalho junto ao parlamento para assegurar a aprovação do texto com condições viáveis de pagamento, o sistema bancário iniciou uma ofensiva para limitar o alcance da medida.

O setor produtivo argumenta que a renegociação é uma necessidade estratégica para a manutenção da atividade agropecuária no País, diante de um cenário de custos elevados e margens apertadas. A proposta defendida pelos produtores busca um fôlego financeiro essencial para o setor, com prazos de pagamento mais longos e taxas de juros controladas, garantindo que o ciclo produtivo não seja interrompido por desequilíbrios financeiros conjunturais. A mobilização, organizada pelas redes sociais, reflete o peso do setor na economia nacional e o temor de que o crédito rural sofra uma contração ainda maior sem a reestruturação dos passivos.

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Do outro lado, as instituições financeiras, representadas pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) e pela Confederação Nacional das Instituições Financeiras (Fin), buscam apresentar um substitutivo. O sistema bancário argumenta que a amplitude do projeto original, aprovado em comissão na semana passada, poderia gerar riscos à segurança jurídica e à previsibilidade do crédito. A proposta dos bancos para “calibrar” o projeto inclui travar o benefício a um teto de R$ 10 milhões por CPF, restringir o escopo a dívidas de 2024 em diante e reduzir drasticamente o período de suspensão de vencimentos.

A disputa técnica centra-se no impacto financeiro e na governança dos contratos. Enquanto os bancos alegam complexidade operacional e riscos de “estímulos indevidos à inadimplência” com os prazos de até 13 anos e juros de 7,5%, os representantes do campo defendem que as regras de enquadramento devem ser amplas o suficiente para atender quem realmente precisa, excluindo apenas situações sem relação direta com a atividade econômica financiada.

A articulação política no Senado segue intensa. O setor produtivo aguarda a definição da pauta para esta semana, ciente de que o texto final poderá sofrer ajustes para acomodar as pressões do sistema bancário, mas mantendo a defesa de que a funcionalidade do sistema de crédito rural não deve ser usada como pretexto para impedir o socorro necessário ao produtor que movimenta a economia brasileira.

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Fonte: Pensar Agro

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