AGRONEGÓCIO
Em Lucas do Rio Verde, ministro Carlos Fávaro destaca avanço da habitação com o Minha Casa, Minha Vida e ampliação do acesso à moradia com dignidade
Representando o Governo Federal, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, realizou a entrega de 192 moradias do Condomínio Águas do Cerrado – Cond. 1 – Módulo 2, em Lucas do Rio Verde (MT). As unidades habitacionais fazem parte do programa Minha Casa, Minha Vida. O investimento supera R$ 35 milhões, e as famílias contempladas foram atendidas na modalidade FGTS.
Durante a entrega das chaves, o ministro destacou o impacto social do programa. “Aqui em Mato Grosso, em especial por meio do Minha Casa, Minha Vida, estamos transformando o sonho das famílias em realidade. Foi com o retorno do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o programa ganhou uma nova dimensão. Já são cerca de 40 mil residências no estado e 2,3 milhões em todo o Brasil, além do compromisso de mais 60 mil unidades em Mato Grosso. Esse avanço é resultado da parceria entre o poder público municipal, que viabiliza terreno e infraestrutura, a subvenção do governo estadual e o apoio do governo federal, com subsídios que podem chegar a R$ 55 mil. Somam-se a isso a redução das taxas de juros, ampliando o acesso das famílias à casa própria”, destacou.
Após 15 anos morando de aluguel em Lucas do Rio Verde, Luzinei Rodrigues comemorou a conquista da casa própria. “É uma emoção muito grande, muito satisfatória, poder receber a casa própria e sair do aluguel. Eu não tenho palavras para expressar, só agradecer”.
Durante o evento, também foi formalizada parceria entre o Governo Federal e o Governo de Mato Grosso para ampliar o acesso à moradia no estado. A iniciativa prevê o atendimento de 3.323 famílias, que poderão adquirir a casa própria nos residenciais Moradas Jardins Vicente Bissoni, Parque Ville e Padre Miguel, com investimento total de R$ 79,5 milhões.

- Em Lucas do Rio Verde, ministro Carlos Fávaro destaca avanço da habitação com o Minha Casa, Minha Vida e ampliação do acesso à moradia com dignidade. Foto: Caroline De Vita
MCMV
Em Mato Grosso, o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, já autorizou a contratação de 3.701 unidades, que representam investimento da ordem de R$ 511 milhões. No estado, o Minha Casa, Minha Vida já atingiu a marca de 40 mil moradias.
Somente em Lucas do Rio Verde, desde 2023, já foram financiadas 2.845 moradias, somando um valor financiado de R$ 436,81 milhões.
O programa Minha Casa, Minha Vida foi retomado por meio da Medida Provisória nº 1.162, de 14 de fevereiro de 2023, convertida na Lei nº 14.620, de 13 de julho de 2023, com a adoção de novas práticas e formas de atendimento destinadas a ampliar a oferta de moradias. Isso ocorre por meio da produção de novas unidades, da requalificação de imóveis para uso habitacional, do financiamento para aquisição de imóveis novos e usados e do tratamento do estoque existente, com linhas voltadas à melhoria habitacional.
Em todo o Brasil, o programa já alcançou mais de 2 milhões de moradias contratadas. A meta é chegar a 3 milhões de contratações, entre unidades subsidiadas e financiadas, até o final de 2026.
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AGRONEGÓCIO
Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos
O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.
A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.
O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.
Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.
INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.
“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”
“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”
“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”
Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.
No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.
Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.
Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.
Fonte: Pensar Agro
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