AGRONEGÓCIO

Curso Técnico em Florestas do Senar/MS ensina planejar, executar e produzir em todas as fases da cadeia produtiva.

Produção, controle, mecanização e planejamento florestal. Estes são alguns dos conteúdos ensinados no Curso Técnico em Florestas do Senar Mato Grosso do Sul. A capacitação presencial é realizada no município de Três Lagoas e é pioneira na educação formal ofertada pelo Senar no Brasil. Este é o tema da editoria #EducaçãonoCampo desta quarta-feira (25).

As duas primeiras turmas deste curso, período vespertino e noturno, deram início em abril e estão sob a coordenação do Centro de Excelência em Bovinocultura de Corte. Os 40 alunos matriculados devem cumprir a jornada de 1.300 horas em cinco módulos que vai do básico até o desenvolvimento do trabalho de conclusão.

“Ao término da capacitação, o técnico estará habilitado para realizar planejamento, executar e controlar os processos e as atividades florestais, considerando a legislação técnica e segurança do trabalho, do meio ambiente e de responsabilidade social”, explica a analista educacional, Vanuza Matos.

Conforme o Catálogo Nacional dos Cursos Técnicos, os profissionais poderão trabalhar em empresas públicas, privadas que atuam no setor ambiental e florestal, instituições de assistência técnica, extensão rural, pesquisa, análise, experimentação, ensaio e divulgação técnica, além de propriedades rurais, agências de defesa ambiental, cooperativas, associações e parques.

Leia Também:  Brasil fechou acordo de exportação para a China no domingo

Quer saber mais sobre o mercado de produtos florestais? Confira a matéria publicada na segunda-feira (23) e acesse senarms.org.br para saber todos os cursos gratuitos desta cadeia produtiva.

Fonte: CNA Brasil

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGÓCIO

Fim da escala 6×1 acende alerta no agro para alta de custos e impacto nos alimentos

Entidades do agronegócio intensificaram nesta semana a mobilização contra a proposta que altera o modelo de jornada de trabalho no país, incluindo o fim da escala 6×1 e a redução da carga semanal de 44 para 40 horas. O setor avalia que os impactos podem ser superiores à média da economia, com reflexos diretos sobre custos, emprego e preço dos alimentos.

Estimativa preliminar do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) indica que a mudança pode elevar os custos entre 7,8% e 8,6% em atividades como agropecuária, construção e comércio — acima da média nacional de 4,7% sobre a massa de rendimentos.

No campo, o posicionamento mais contundente partiu do Sistema Faep, que reúne a Federação da Agricultura do Estado do Paraná, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Paraná (Senar-PR) e sindicatos rurais. A entidade encaminhou ofício a deputados e senadores solicitando a não aprovação da proposta, sob o argumento de que a medida compromete a eficiência produtiva e a competitividade do setor.

Segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a redução da jornada pode gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano apenas na agropecuária paranaense. A estimativa considera uma base de 645 mil postos de trabalho e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões.

Leia Também:  Ministro Fávaro realiza série de encontros bilaterais durante a Conferência dos Ministros da Agricultura das Américas

O estudo também aponta a necessidade de recomposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, especialmente em atividades contínuas, como produção de proteínas animais e operações industriais ligadas ao agro.

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) também levou o tema à sua Comissão Nacional de Relações do Trabalho e Previdência Social. O debate interno reforçou a necessidade de que eventuais mudanças considerem as especificidades do campo, onde a produção segue ciclos biológicos e climáticos, muitas vezes incompatíveis com jornadas rígidas.

No segmento industrial, a Associação Brasileira da Indústria de Alimentos (ABIA) reconheceu a importância da discussão sobre qualidade de vida no trabalho, mas alertou para os efeitos econômicos de alterações abruptas. Em nota, a entidade destacou que pressões de custo ao longo da cadeia produtiva tendem a impactar diretamente o preço final dos alimentos e o acesso da população, sobretudo de menor renda.

Entre os principais pontos de preocupação do setor está a dificuldade operacional de atividades que não podem ser interrompidas. Cadeias como suinocultura, avicultura e produção de etanol exigem funcionamento contínuo, o que demandaria aumento de quadro de funcionários para manter o mesmo nível produtivo.

Leia Também:  Sobretaxa de 50% dos EUA impõe revés histórico às exportações do agro brasileiro

Na prática, isso significa elevação de custos e possível perda de competitividade, tanto no mercado interno quanto nas exportações. Há também o risco de repasse desses custos ao consumidor, pressionando os preços dos alimentos.

Outro fator destacado é a sazonalidade da produção agropecuária. Etapas como plantio, colheita e manejo animal dependem de condições climáticas e janelas operacionais específicas, o que limita a aplicação de modelos padronizados de jornada.

A proposta em discussão no Congresso — a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019 — ainda está em fase de análise, mas tem mobilizado diferentes setores da economia. No caso do agronegócio, a avaliação predominante é de que mudanças estruturais nas relações de trabalho precisam ser acompanhadas de estudos técnicos aprofundados e regras de transição que evitem desequilíbrios na produção.

O setor defende que o debate avance, mas com base em dados e na realidade operacional do campo, para que eventuais ajustes na legislação não comprometam a oferta de alimentos nem a sustentabilidade econômica das atividades rurais.

Fonte: Pensar Agro

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA