AGRONEGÓCIO

Crédito ao agro desacelera, mas Banco do Brasil mantém oferta de R$ 230 bilhões na safra

Desde o início da safra 2025/26, em 1º de julho, até o fim de novembro, o Banco do Brasil liberou cerca de R$ 85 bilhões em financiamentos ao agronegócio, considerando crédito rural, títulos como Cédulas de Produto Rural (CPRs), crédito agroindustrial, capital de giro da cadeia de valor e renegociação de dívidas. O montante fica abaixo dos R$ 105 bilhões verificados no mesmo intervalo da temporada anterior, refletindo menor demanda e maior cautela na tomada de crédito pelos produtores.​

Nas operações exclusivamente de crédito rural, os desembolsos somaram R$ 78,3 bilhões no acumulado da safra, contra R$ 96 bilhões em igual período de 2024/25, o que reforça o movimento de retração. Apesar do recuo parcial, a instituição financeira projeta avanço na liberação de recursos até junho de 2026, com uso mais intenso de diferentes linhas ao longo do ciclo.​

Para a safra 2025/26, o banco reservou um bolo de R$ 230 bilhões para financiar o agronegócio, valor 2% superior ao desembolsado na temporada anterior. Desse total, R$ 106 bilhões são destinados à chamada agricultura empresarial, que reúne grandes produtores, cooperativas e agroindústrias, enquanto R$ 54 bilhões se voltam à agricultura familiar e a médios produtores, contemplando, entre outros, programas oficiais de crédito rural.​

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Os demais R$ 70 bilhões deverão ser alocados em negócios da cadeia de valor do agro, como emissão de títulos privados, CPRs, operações de giro e financiamento a empresas que prestam serviços ou fornecem insumos para o campo. Segundo o banco, o volume de propostas em análise indica que várias linhas de crédito rural devem atingir o limite de recursos ao longo de dezembro, com possibilidade de remanejamentos internos entre modalidades para atender à demanda.

Fonte: Pensar Agro

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AGRONEGÓCIO

Levantamento indica que a produção deve somar 332,7 milhões de toneladas

O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), indica que a produção nacional de grãos, cereais e leguminosas deve somar 332,7 milhões de toneladas, queda de 3,7% em relação à safra de 2025, que alcançou 345,6 milhões de toneladas.

A retração prevista está concentrada em culturas com forte impacto sobre a logística agrícola, como milho, trigo, arroz, sorgo e algodão. A soja, principal commodity do país, aparece como exceção, com projeção de crescimento de 1,1%, o que ajuda a atenuar os efeitos da redução total sobre o escoamento da produção.

Mesmo com o recuo, o volume projetado mantém o Brasil em um patamar historicamente elevado de produção, o que preserva a relevância do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) no escoamento da safra. A avaliação do setor é que a comparação com 2025, um ano atípico, distorce a leitura isolada dos números e exige análise mais estrutural do comportamento logístico.

Além do volume transportado, o impacto da safra sobre o TRC está relacionado à dinâmica de armazenagem, redistribuição de estoques e exportação. Em alguns casos, uma produção menor pode exigir maior eficiência operacional, com reorganização de rotas, melhor uso da frota e integração mais intensa entre produtores, cooperativas e transportadoras.

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No Norte do Paraná, região estratégica para o fluxo de grãos, a expectativa é de adaptação, e não de retração logística. A área, que tem Londrina como um de seus principais polos, conecta zonas produtoras a corredores rodoviários relevantes e aos principais mercados consumidores e portos do país. Essa posição geográfica tende a amortecer oscilações pontuais da produção.

A logística regional já opera com planejamento sazonal, o que permite ajustes de frota e redistribuição de cargas conforme a variação da safra. Além disso, a diversificação da matriz transportada reduz a dependência exclusiva dos grãos, contribuindo para maior estabilidade do setor ao longo do ano.

A avaliação do setor é que o desempenho logístico em 2026 dependerá menos do volume absoluto da safra e mais da capacidade de antecipação e coordenação entre os agentes da cadeia. Planejamento, troca de informações e investimentos em infraestrutura seguem como fatores determinantes para manter a eficiência do escoamento agrícola, mesmo em um cenário de leve retração produtiva.

Fonte: Pensar Agro

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