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Conferência Regional LARC39 em Brasília: a FAO estabelecerá suas prioridades de trabalho para os próximos dois anos na América Latina e no Caribe

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Entre 2 e 6 de março de 2026, será realizada em Brasília, Brasil, a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura para a América Latina e o Caribe (LARC39).  

Ministros e representantes dos países membros participarão da reunião, que se estenderá por cinco dias. O evento tem como objetivo discutir as prioridades que orientarão o trabalho da Organização nos próximos dois anos, para alcançar uma melhor produção, uma melhor nutrição, um melhor meio ambiente e uma vida melhor, sem deixar ninguém para trás. 

A abertura oficial do evento ministerial, que será realizado no dia 4 de março,  contará com a participação do Diretor-Geral da FAO, QU Dongyu, e altas autoridades do Brasil.

A Conferência será liderada pelos ministros do país anfitrião Paulo Teixeira (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar – MDA) e Carlos Fávaro (Ministério da Agricultura e Pecuária – MAPA). Na segunda-feira (2), Fávaro e Teixeira participarão da abertura da LARC39. Na quinta (5), o secretário-executivo adjunto do MAPA, Cléber Soares, representará o ministro na mesa-redonda “Impulsionando a transformação dos sistemas agroalimentares: principais fatores e estratégias para a transformação dos sistemas agroalimentares na América Latina e no Caribe”. Ainda no âmbito da LARC39, a Embrapa Cerrados abre as portas para uma visita de campo para apresentação de tecnologias aplicadas em estações experimentais, na sexta-feira (6). Também na sexta, às 9h, o ministro do MDA participa da mesa-redonda “Vias no âmbito das políticas para uma gestão agrícola e florestal sustentável em prol do desenvolvimento resiliente ao clima na América Latina e no Caribe”.   

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Participarão ainda de painéis na Conferência os ministros do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Wellington Dias, e de Relações Exteriores (MRE), Mauro Vieira. Dias participará do Painel “Políticas e programas eficazes na região para erradicar a fome e a pobreza e reduzir a desigualdade”, na quarta-feira (4) às 15h. Vieira e a secretária-executiva do MDA, Fernanda Machiaveli, estarão presentes na cerimônia de lançamento do Ano Internacional da Agricultora 2026 na quinta-feira (5), às 17h30. 

A 39ª Conferência Regional é um espaço de diálogo e discussão técnica e política, no mais alto nível, sobre os avanços e desafios da América Latina e do Caribe no combate à fome e à má nutrição. 

O QUE / QUANDO / ONDE 

– 39º Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe 

– 2 a 6 de março   

– Palácio do Itamaraty, Brasília 

OS JORNALISTAS QUE DESEJAREM PARTICIPAR DO EVENTO DEVERÃO SE CREDENCIAR POR MEIO DO SEGUINTE FORMULÁRIO

O evento também poderá ser acompanhado on-line, em espanhol, inglês, português e francês, na seguinte página: 39ª Conferência Regional da FAO para a América Latina e o Caribe.

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PROGRAMAÇÃO – Conheça a agenda temática que será discutida (em espanhol).

CONTATO DE IMPRENSA

FAO BRASIL
Barbara Semerene
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FAO REGIONAL
María Elena Álvarez
[email protected]
Oficial de imprensa e conteúdos
FAO Americas

Informação à imprensa
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Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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Cerrado Mineiro tem um dos melhores rendimentos dos últimos anos

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A colheita do café arábica chegou a 99% nas propriedades acompanhadas pela Cooperativa dos Cafeicultores do Cerrado (Expocacer), no Cerrado Mineiro. Além do avanço dos trabalhos, o beneficiamento apresenta rendimento médio de 455 litros de café colhido para a formação de uma saca de 60 quilos, um dos melhores resultados registrados nos últimos anos.

O levantamento considera a situação das lavouras até 11 de setembro. Aproximadamente 90% da produção já passou pelo beneficiamento, etapa em que são retiradas a casca, a palha e as impurezas para obtenção dos grãos que serão classificados e comercializados.

O resultado de 455 litros por saca indica uma relação favorável entre o volume retirado da lavoura e a quantidade de café beneficiado. Quanto menor o volume de frutos necessário para formar uma saca de 60 quilos, melhor tende a ser o aproveitamento industrial da produção.

Esse rendimento ajuda a compensar parte dos custos da colheita, da secagem e do beneficiamento. Para o produtor, significa obter mais sacas comerciais a partir do mesmo volume colhido, embora o resultado financeiro também dependa da qualidade da bebida, da classificação dos grãos e dos preços negociados.

O Cerrado Mineiro reúne cerca de 4,5 mil produtores em 55 municípios e possui aproximadamente 255 mil hectares cultivados. A região produz, em média, 6 milhões de sacas por ano, equivalentes a 12,7% da produção brasileira, e comercializa café com mais de 30 países.

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A cafeicultura regional também se diferencia pela Denominação de Origem Cerrado Mineiro, a primeira reconhecida para cafés no Brasil. O selo identifica produtos cultivados dentro da área delimitada e que atendem aos critérios de origem, rastreabilidade e qualidade.

A etapa final da colheita está concentrada principalmente no recolhimento dos frutos que caíram no chão. A Expocacer estima que esse café represente cerca de 30% do volume da safra. Aproximadamente 80% dessa parcela já foi recuperada.

O índice médio de catação, que representa a retirada de grãos defeituosos durante o beneficiamento, está próximo de 21%. O percentual foi influenciado justamente pela maior participação do café recolhido do chão, normalmente mais sujeito à umidade, fermentação e contato com impurezas.

As chuvas registradas entre os dias 5 e 9 de setembro impediram o encerramento completo da colheita. A umidade elevada do solo dificultou o tráfego das máquinas e interrompeu temporariamente o recolhimento em algumas propriedades. Como a maioria das áreas já concluiu o trabalho, o avanço do percentual restante ocorre de forma mais lenta.

As precipitações, por outro lado, estimularam a abertura das primeiras flores da próxima safra. A florada observada corresponde, em média, a 33% do potencial estimado para as lavouras acompanhadas pela cooperativa.

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Nas áreas que produziram menos nesta temporada, a abertura das flores foi mais intensa e uniforme. Nas lavouras que sustentaram cargas elevadas, a florada apresentou menor intensidade, comportamento relacionado ao esforço realizado pelas plantas durante a formação da safra atual.

A continuidade das chuvas poderá favorecer uma segunda florada de proporção semelhante. O restante do potencial deve se distribuir entre outubro e novembro, conforme a disponibilidade de umidade e as condições de temperatura.

A abertura das flores é uma sinalização positiva, mas ainda não garante o tamanho da próxima produção. Para que se transformem em frutos, as lavouras precisarão de umidade suficiente durante o pegamento, a formação dos chumbinhos e o início da granação.

Com a safra atual praticamente recolhida, rendimento de beneficiamento favorável e as primeiras flores abertas, o Cerrado Mineiro encerra um ciclo e inicia outro. O acompanhamento das chuvas e o manejo nutricional e fitossanitário das lavouras serão decisivos para transformar o potencial observado agora em produção na próxima colheita.

Fonte: Pensar Agro

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