AGRONEGÓCIO
CNA discute ações para promover sustentabilidade no setor e implementar metas da COP-26
Muni Lourenço (centro)
Brasília (29/03/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) apresentou, na terça (29), as perspectivas e as principais necessidades do setor privado para descarbonizar o setor agropecuário e implementar os objetivos da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-26).
O tema foi tratado em uma reunião com o presidente da COP-26, Alok Sharma, e o secretário executivo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Marcos Montes.
O vice-presidente da CNA e presidente da Comissão Nacional de Meio Ambiente da entidade, Muni Lourenço, destacou que o agro brasileiro tem clareza do seu papel para garantir a segurança alimentar mundial e contribuir para a redução das emissões de gases de efeito estufa.
Segundo ele, o produtor rural brasileiro tem feito um “esforço grandioso” para colaborar com a sustentabilidade ambiental e o enfrentamento das mudanças climáticas baseado em dois referenciais: o cumprimento do Código Florestal e o Plano Nacional de Agricultura de Baixa Emissão de Carbono – 2030 (ABC+).
Muni lembrou que as boas práticas agropecuárias, como a Integração lavoura-pecuária-floresta, têm sido amplamente adotadas no Brasil – que já tem 11,5 milhões de hectares com essa tecnologia – e que 33% da cobertura vegetal preservada no País está dentro de imóveis privados, reservas legais e florestas privadas.
“Queremos reforçar o firme compromisso do produtor rural brasileiro na sua parcela de responsabilidade no que diz respeito ao cumprimento da meta compactuada de redução de 1,1 bilhão de toneladas de CO² equivalente até 2030 e também a neutralidade climática até 2050”, afirmou.
Na opinião do vice-presidente da CNA, o reconhecimento e as ferramentas de cooperação com o Reino Unido são fundamentais para a ampliação das ações que já vêm sendo realizadas pelos produtores brasileiros.

Alok Sharma disse que o Brasil é um dos maiores produtores agrícolas do mundo e que desenvolve um trabalho inovador na sustentabilidade ambiental. Conforme o presidente da COP-26, o Reino Unido está disposto a firmar um acordo de cooperação para ajudar o Brasil a alcançar os compromissos assumidos em pontos como emissão zero até 2050, combate ao desmatamento ilegal e compromisso global do metano.
“Vejo uma perspectiva muito interessante para continuarmos o trabalho de colaboração com o Governo e o setor privado brasileiros. As ações estão indo na direção da emissão zero e isso é o mais importante. Também vislumbramos uma oportunidade econômica e um cenário onde todos ganham”, disse.
Marcos Montes reforçou o empenho do Mapa no processo de descarbonização das cadeias produtivas. Para o secretário-executivo do Mapa, a agricultura brasileira é moderna e vem desenvolvendo projetos baseados em ciência e tecnologia rumo à neutralidade climática.
O encontro também contou com a participação do secretário de Inovação, Desenvolvimento Rural e Irrigação do Mapa, Fernando Camargo; do presidente da Embrapa, Celso Moretti; do diretor do Departamento de Ciências da Natureza do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, Márcio Rojas; da encarregada de Negócio da Embaixada do Reino Unido no Brasil, Melanie Hopkins; e do coordenador de Sustentabilidade da CNA, Nelson Ananias.

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AGRONEGÓCIO
Brasil e Guatemala fortalecem parceria agropecuária ao celebrarem 50 anos de cooperação
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Ministério da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala (MAGA) assinaram, nesta quarta-feira (3), na Cidade da Guatemala, um Memorando de Entendimento (MoU) para fortalecer a cooperação bilateral em áreas estratégicas para o desenvolvimento agropecuário.
A assinatura do documento marca os 50 anos de cooperação entre Brasil e Guatemala e amplia a atuação conjunta em temas como pesquisa agropecuária, inovação tecnológica, sanidade animal e vegetal, recursos genéticos, bioinsumos, agricultura regenerativa, recuperação de solos, capacitação técnica, promoção de investimentos e facilitação do comércio agropecuário.
A agenda integra a missão oficial do Mapa à América Central, liderada pelo secretário-executivo, Cleber Soares, e também representa a retribuição da visita realizada recentemente pela ministra da Agricultura, Pecuária e Alimentação da Guatemala, María Fernanda Rivera Dávila, ao Brasil. Na ocasião, foram fortalecidos os entendimentos bilaterais e avançadas pautas de interesse comum, incluindo a habilitação de seis plantas frigoríficas brasileiras de carne bovina para exportação ao mercado guatemalteco.
Durante a reunião bilateral, as delegações identificaram oportunidades para ampliar a cooperação entre instituições brasileiras e guatemaltecas, com destaque para o intercâmbio de conhecimentos em manejo sustentável de solos, bioinsumos, agricultura resiliente às mudanças climáticas, monitoramento agroclimático e tecnologias voltadas ao aumento da produtividade agrícola.
O Memorando de Entendimento também prevê a criação de mecanismos permanentes de coordenação entre os ministérios, incluindo grupo de trabalho conjunto, intercâmbio de especialistas, realização de missões técnicas, capacitações e desenvolvimento de projetos de interesse comum.
A Guatemala manifestou interesse em aprofundar a cooperação com o Brasil em áreas como o melhoramento genético de pescado e de bovinos, com o objetivo de promover o desenvolvimento da pecuária e ampliar a transferência de tecnologia. Durante as discussões, o governo guatemalteco reconheceu a experiência brasileira como referência internacional em inovação agropecuária e solicitou apoio para ações voltadas ao aprimoramento genético e ao fortalecimento do rebanho bovino do país.
As delegações também discutiram temas relacionados à ampliação do comércio agropecuário bilateral, incluindo avanços em processos sanitários para produtos de origem animal e oportunidades para fortalecer as relações comerciais entre os dois países.
A programação incluiu ainda uma reunião estratégica no Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA), na Cidade da Guatemala. Durante o encontro, foram discutidas oportunidades de cooperação regional em temas como bioinsumos, cafeicultura, agricultura sustentável, adaptação às mudanças climáticas, genética animal e fortalecimento institucional.
As discussões ampliaram as perspectivas de atuação conjunta entre Brasil, Guatemala e organismos internacionais para o desenvolvimento de iniciativas voltadas à inovação, à sustentabilidade e ao fortalecimento da agricultura na região.
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