AGRONEGÓCIO
CNA debate relação entre comércio internacional e sustentabilidade
Brasília (06/05/2022) – A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) participou do webinar “Comércio internacional e sustentabilidade: problema ou oportunidade”, promovido pelo Observatório de Bioeconomia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), na quinta (5).
O debate contou com a participação da diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori; do diretor do Departamento de Energia e Agronegócio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), Alexandre Ghisleni; da professora da FGV-EESP, Vera Thorstensen; da secretária executiva da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Ana Repezza; do diretor do Agroicone, Rodrigo Lima; e do professor e coordenador do Observatório de Bioeconomia da FGV, Daniel Vargas.
O webinar faz parte de uma série de eventos que discutem desafios-chave da transição brasileira para uma economia de baixo carbono, analisando a relação entre comércio internacional e meio ambiente.
Na opinião de Sueme, o agro é o setor que mais depende do meio ambiente e, por isso, defende a preservação e apoia políticas para o enfrentamento das mudanças climáticas.
“Somos favoráveis em avanços na preservação e no combate ao desmatamento ilegal, mas as discussões atuais colocam todos os países como iguais. Precisamos diferenciar o nível de desenvolvimento, de produção e o clima de cada um, assim como ter um diálogo bilateral”, disse.
Sueme também ressaltou que a Confederação apoia o sistema multilateral do comércio e o fortalecimento da Organização Mundial do Comércio (OMC), que precisa ser mais atuante para garantir compatibilidade entre as regras e relações comerciais justas.
“Precisamos de um debate para que o mundo inteiro se desenvolva e não criar normas que excluem, que geram pobreza e diminuem o poder econômico de determinados grupos da sociedade”, declarou ela.
Assessoria de Comunicação CNA
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AGRONEGÓCIO
Queijo catarinense aderido ao Sisbi-POA é eleito o melhor do mundo
O Queijo Reserva do Vale, da empresa Queijos Possamai, foi eleito o melhor queijo do mundo no 4º Mundial do Queijo do Brasil 2026, competição realizada em São Paulo entre os dias 16 e 19 de abril.
Produzido em Pouso Redondo (SC) por estabelecimento integrado ao Sistema Brasileiro de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Sisbi-POA), o queijo brasileiro superou concorrentes de 30 países. O resultado destaca a qualidade da produção nacional e a importância da certificação sanitária, coordenada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), para a ampliação do acesso a mercados e a garantia de elevados padrões produtivos.
Além do prêmio principal, a empresa recebeu outras nove medalhas na competição.
A diretora do Departamento de Planejamento e Estratégia do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e jurada oficial do concurso, Judi Nóbrega, destacou a relevância do Sisbi-POA para a competitividade das agroindústrias brasileiras.
“Resultados como esse demonstram, de forma concreta, que a adesão ao Sisbi-POA não é apenas um requisito regulatório, mas um diferencial competitivo. O sistema permite que agroindústrias alcancem novos mercados com segurança sanitária e qualificação dos processos produtivos, ampliando oportunidades sem abrir mão da qualidade. Ver um produto brasileiro, de uma agroindústria de pequeno porte, ser reconhecido como o melhor do mundo reforça a efetividade da política pública e o potencial do nosso sistema de inspeção”, afirmou.
Fundada em 1984, a Queijos Possamai mantém tradição familiar no município de Pouso Redondo, a cerca de 264 quilômetros de Florianópolis. Antes da adesão ao sistema, a empresa processava cerca de 3,5 mil litros de leite por dia. Atualmente, conta com rebanho de aproximadamente 600 animais e capacidade superior a 7 mil litros diários, crescimento acompanhado por investimentos em boas práticas produtivas e rigoroso controle sanitário.
A conquista projeta Santa Catarina no cenário internacional e reforça o potencial dos produtos de origem animal brasileiros.
SISBI-POA
O Sisbi-POA foi criado em 2006 com o objetivo de integrar os serviços de inspeção de produtos de origem animal no país e ampliar as oportunidades de comercialização para as agroindústrias brasileiras.
Na prática, significa que o serviço de inspeção municipal ou estadual passa a ter seus procedimentos de fiscalização e controle reconhecidos como equivalentes aos adotados em nível federal. Isso garante padronização e harmonização das ações de inspeção, em conformidade com as normas técnicas estabelecidas pelo Mapa, além de ampliar significativamente as oportunidades de mercado com a comercialização em todo o território nacional.
Durante os primeiros 16 anos do sistema, entre 2006 e 2022, foram integrados 331 municípios em todo o Brasil. Entre 2023 e março de 2026, esse processo ganhou novo ritmo, com a integração de 1.184 novos municípios, elevando o total nacional para 1.515 municípios.
Grande parte desse crescimento tem sido impulsionada pelo fortalecimento dos consórcios públicos municipais, modelo que permite compartilhar estrutura técnica, otimizar recursos e estruturar serviços de inspeção mais robustos e eficientes.
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