AGRONEGÓCIO

CITROS/CEPEA: Procura por cítricos recua novamente em SP


Cepea, 18/3/2022 – Apesar das altas temperaturas no estado de São Paulo, a demanda por cítricos se desaqueceu nesta semana. Colaboradores do Cepea relatam diminuição no ritmo de escoamento, tanto de laranjas quanto de lima ácida tahiti. Vale lembrar que a segunda quinzena do mês é um período em que normalmente as vendas diminuem. No caso da laranja, os preços em altos patamares também justificam o menor volume de vendas, mas, como a fruta está com a oferta menor, as cotações ainda se sustentam. Na parcial da semana (de segunda a quinta-feira), a laranja pera foi negociada na média de R$ 43,31/cx de 40,8 kg, na árvore, avanço de 2,0% em relação à da semana anterior. A variedade natal, predominante no momento, foi comercializada à média de R$ 37,36/cx, leve valorização de 0,3% frente ao período anterior. Já para a lima ácida tahiti, a comercialização esteve em ritmo lento, mesmo com preços baixos. Segundo colaboradores do Cepea, a oferta segue um pouco elevada, e as exportações estão desaceleradas, já que a disponibilidade de navios está limitada. Na parcial desta semana, a variedade no mercado doméstico foi comercializada à média de R$ 17,79/cx de 27 kg, colhida, alta de 2,5% em relação à semana passada. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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AGRONEGÓCIO

Colheita do café chega a 84% apesar do atraso provocado pelo clima

A colheita da safra brasileira de café chegou a 84% da produção estimada, mas está atrasada em relação aos anos anteriores. Em igual período de 2025, 94% do volume já havia sido retirado das lavouras. A média dos últimos cinco anos para esta época é de 90%. O avanço foi de seis pontos porcentuais em uma semana, favorecido pelo retorno do tempo seco às principais regiões produtoras.

O atraso está concentrado no café arábica, que representa a maior parte da produção de Minas Gerais. A colheita da variedade alcançou 77%, ante 91% no mesmo período do ano passado e média histórica de 85%.

No caso do canéfora, grupo que reúne conilon e robusta, os trabalhos estão praticamente concluídos. A colheita atingiu 99%, resultado semelhante ao de 2025 e ligeiramente superior à média de 98% dos últimos cinco anos.

Minas Gerais concentra a maior parte da produção brasileira de arábica e deverá colher 33,4 milhões de sacas de 60 quilos em 2026, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O volume representa praticamente metade das 66,7 milhões de sacas previstas para o País.

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A estimativa mineira é 29,8% superior à da temporada anterior. O aumento foi favorecido pelo ciclo de bienalidade positiva dos cafezais e pelas condições climáticas registradas antes da floração e durante a formação dos grãos.

As chuvas fora de época, porém, prejudicaram a retirada do café das lavouras e a secagem nos terreiros. O excesso de umidade também aumentou a queda de frutos no solo, o que pode comprometer a qualidade de parte dos lotes e reduzir a disponibilidade de cafés de melhor bebida.

O problema atingiu principalmente áreas do Sul de Minas, maior região produtora de arábica do País. O tempo seco dos últimos dias permitiu a retomada dos trabalhos, mas não eliminou o atraso acumulado.

A entrada mais lenta do café novo mantém o mercado atento à oferta brasileira. Os estoques certificados na Bolsa de Nova York permanecem baixos, o que aumenta a reação das cotações a qualquer problema climático ou sinal de perda de qualidade.

A Conab estima que o Brasil produza 45,8 milhões de sacas de arábica em 2026, crescimento de 28% sobre o ano anterior. Para o canéfora, a previsão é de 20,9 milhões de sacas, alta de 0,8%.

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Nas próximas semanas, o produtor deverá concentrar esforços na conclusão da colheita e na secagem dos grãos. Em Minas Gerais, a qualidade dos lotes será decisiva para determinar quanto da safra maior conseguirá alcançar os mercados que pagam mais pelo café.

Fonte: Pensar Agro

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