AGRONEGÓCIO

CITROS/CEPEA: Oferta recua e eleva preço da tahiti em SP; laranja também se valoriza

Cepea, 22/7/2022 – Os preços da lima ácida tahiti subiram nesta semana, trazendo algum alento aos produtores, visto que a fruta esteve bastante desvalorizada ao longo de todo o primeiro semestre. Segundo colaboradores do Cepea, a oferta está diminuindo gradualmente neste mês, e deve ser ainda menor em agosto, o que pode sustentar o movimento de alta das cotações. Na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a caixa de 27 kg (colhida) da tahiti é negociada à média de R$ 15,64, aumento de 14,9% em relação à anterior. Vale lembrar que a elevada oferta verificada no primeiro semestre é um comportamento típico da produção paulista, mas a disponibilidade vem crescendo, devido ao aumento recente na área plantada de lima ácida tahiti no estado de São Paulo. Para a laranja, os preços também subiram nesta semana. Colaboradores do Cepea indicam que, ainda que a demanda não tenha reagido, a oferta da fruta também está se reduzindo. Este cenário era esperado, diante do aquecimento do processamento industrial e da consequente maior absorção da fruta. Assim, na parcial desta semana (de segunda a quinta-feira), a laranja pera tem média de R$ 34,65/cx de 40,8 kg, na árvore, alta de 1,7% em comparação com a semana anterior. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)

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Fonte: CEPEA

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AGRONEGÓCIO

Agro dobra empregos em 20 anos e sustenta mais de 50% da economia

O avanço do agronegócio em Mato Grosso redesenhou o mercado de trabalho e consolidou o setor como base da economia estadual. Em duas décadas, o número de trabalhadores ligados ao agro saltou de cerca de 173 mil em 2006 para 449 mil em 2026, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea) — crescimento de quase 160%.

O movimento acompanha a expansão da produção e da área cultivada. Mato Grosso lidera a produção nacional de grãos, com safras que superam 100 milhões de toneladas somando soja, milho e algodão. A área agrícola do Estado ultrapassa 20 milhões de hectares cultivados, dentro de um território de cerca de 90 milhões de hectares, o que evidencia o espaço ainda disponível para intensificação produtiva.

Esse crescimento dentro da porteira puxou a geração de empregos fora dela. A cadeia do agro — que inclui transporte, armazenagem, processamento e serviços — passou a absorver mão de obra em ritmo mais acelerado, especialmente a partir de 2021, com o avanço da agroindustrialização e o aumento do volume produzido.

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O peso econômico é direto. O agronegócio responde por cerca de 50% a 55% do Produto Interno Bruto (PIB) de Mato Grosso, de acordo com estimativas do próprio Imea e de órgãos estaduais. Na prática, isso significa que mais da metade de toda a riqueza gerada no Estado está ligada ao campo.

Esse protagonismo se reflete na dinâmica regional. Municípios com forte presença agrícola concentram maior circulação de renda, impulsionando comércio, serviços e construção civil. O efeito multiplicador do agro faz com que cada safra movimente não apenas a produção, mas toda a economia local.

Ao mesmo tempo, o perfil da mão de obra vem mudando. A incorporação de tecnologia no campo e na indústria exige trabalhadores mais qualificados, enquanto a expansão logística amplia a demanda por serviços especializados. O resultado é um mercado de trabalho mais diversificado, que vai além das atividades tradicionais da agricultura.

Fonte: Pensar Agro

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