AGRONEGÓCIO

Chuvas abundantes rebrotam o pasto e animam pecuaristas do RS

Enquanto na região norte a seca já afeta mais de 600 mil pessoas, no outro extremo as chuvas em excesso têm impulsionado o crescimento exuberante das pastagens de azevém no Rio Grande do Sul, resultando em rebrotes expressivos, e animando os pecuaristas da região. A intensidade desse crescimento varia de acordo com a gestão da adubação e a carga animal nos pastos.

O Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, vinculado à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), ressalta que esse período também tem sido benéfico para o desenvolvimento das áreas de campo nativo, com boa exposição solar e um gradual aumento das temperaturas, após alguns dias mais frios.

O cuidadoso manejo da lotação tem contribuído para um avanço satisfatório nas taxas de crescimento. Em algumas regiões, no entanto, o excesso de chuvas chegou a impactar negativamente o aproveitamento das pastagens, tanto cultivadas quanto nativas.

As chuvas intermitentes e as temperaturas amenas representaram melhorias significativas no estado nutricional do rebanho de corte. Os animais estão recuperando suas condições corporais e desfrutando das áreas de campo nativo, que estão passando por um processo de regeneração.

Leia Também:  BNDES anuncia mais R$ 3 bilhões para crédito pelo Plano Safra

Neste período, destaca-se a fase de parições e o preparo das matrizes para a temporada reprodutiva. No que diz respeito à saúde, é necessário manter a atenção devido ao início das infestações por carrapato.

Em praticamente todas as regiões do Rio Grande do Sul, enfrentaram-se desafios no manejo do gado leiteiro e houve atrasos na implementação das pastagens de verão devido às chuvas abundantes.

Apesar das condições climáticas adversas, a saúde e a condição física dos bovinos se mantiveram estáveis. A desvalorização dos preços do leite tem gerado preocupação e estreitado as margens de lucro para os produtores, especialmente nesta época do ano, quando os preços costumam estar acima da média.

Fonte: Pensar Agro

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Corrida global por terras raras leva Senado a discutir estratégia para minerais críticos

O avanço da disputa internacional por minerais críticos e terras raras mobilizou a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), que participou nesta semana de um debate no Senado sobre os caminhos para ampliar a presença do Brasil nas etapas de maior valor agregado da cadeia mineral.

A discussão ocorre em um cenário de crescente competição global por recursos considerados estratégicos para a produção de baterias, veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, inteligência artificial, sistemas de defesa e geração de energia renovável. Nos últimos anos, Estados Unidos, China e União Europeia intensificaram políticas voltadas à segurança das cadeias de suprimentos e à redução da dependência externa desses insumos.

O Brasil aparece nesse cenário como um dos países com maior potencial geológico do mundo. Além de reservas de nióbio, grafita e lítio, o país possui importantes ocorrências de terras raras, grupo de minerais utilizados em equipamentos de alta tecnologia e considerados estratégicos pelas principais economias globais.

Durante audiência pública realizada pela Comissão de Relações Exteriores do Senado, integrantes da FPA defenderam a construção de uma política nacional voltada não apenas à extração mineral, mas também ao processamento industrial e à agregação de valor dentro do país. A avaliação apresentada durante o debate é que o Brasil corre o risco de repetir o modelo histórico de exportação de matéria-prima caso não avance em tecnologia, industrialização e segurança jurídica.

Leia Também:  BOI/CEPEA: Preços do boi se mantêm firmes, na casa dos R$ 340

INTERESSE MUNDIAL – Para o presidente do Instituto do Agronegócio, engenheiro agrônomo Isan Rezende, os minerais críticos e as terras raras deixaram de ser apenas uma questão mineral para se tornarem um tema de soberania econômica.

“O mundo vive uma corrida por recursos essenciais para a produção de baterias, semicondutores, inteligência artificial, sistemas de defesa e transição energética. O Brasil possui algumas das maiores reservas do planeta e precisa decidir se continuará exportando matéria-prima ou se avançará para ocupar posições mais estratégicas nessa cadeia.”

“O que preocupa é que as principais economias do mundo estão adotando políticas cada vez mais agressivas para garantir acesso a esses minerais. Os Estados Unidos ampliam sua pressão por acordos de fornecimento, a China mantém forte controle sobre etapas de processamento e diversos países passaram a restringir exportações para proteger suas próprias indústrias. O Brasil não pode assistir a esse movimento apenas como fornecedor de recursos naturais. É necessário construir uma política nacional que estimule pesquisa, industrialização, inovação e geração de valor dentro do país.”

“A discussão conduzida pela Frente Parlamentar da Agropecuária vai além da mineração. Estamos falando de desenvolvimento regional, atração de investimentos, geração de empregos qualificados e fortalecimento da competitividade brasileira. O país reúne reservas minerais, conhecimento técnico e capacidade produtiva para se tornar um protagonista global nesse mercado. Mas isso exige segurança jurídica, previsibilidade regulatória e uma estratégia de longo prazo que transforme riqueza geológica em riqueza econômica para os brasileiros.”

Leia Também:  Importação de fertilizantes bate recorde e ultrapassa R$ 36 bilhões

Os Estados Unidos ampliaram programas de incentivo à produção doméstica e à diversificação de fornecedores, enquanto a China mantém posição dominante em etapas estratégicas do processamento de terras raras. Outros países produtores também passaram a restringir exportações de matérias-primas para estimular investimentos industriais locais.

No Senado, a discussão abordou ainda o Projeto de Lei 4.443/2025, que cria a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos. A proposta busca estabelecer diretrizes para pesquisa, exploração, industrialização e atração de investimentos para o setor.

Entre os pontos destacados pelos participantes estão a necessidade de ampliar o conhecimento geológico do território brasileiro, fortalecer a pesquisa científica, estimular o desenvolvimento tecnológico e criar um ambiente regulatório capaz de atrair investimentos de longo prazo.

Para a FPA, o debate ultrapassa a questão mineral e passa a integrar uma agenda estratégica relacionada à competitividade da economia brasileira, à segurança das cadeias produtivas e ao posicionamento do país em um mercado que deve ganhar relevância crescente nas próximas décadas.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA