AGRONEGÓCIO

Brasil reforça presença no setor de reciclagem animal no Business Connection na Costa Rica

Publicados

em

A capital da Costa Rica, San José, sediou mais uma edição do Business Connection, evento promovido pela Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil). Realizado em 4 de maio, com o apoio da Embaixada do Brasil, o encontro contou com a participação do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e teve como objetivo fortalecer as relações comerciais e promover a inserção de empresas brasileiras no mercado internacional de reciclagem animal.

A cerimônia de abertura contou com a presença do embaixador do Brasil na Costa Rica, Antonio Alves Júnior, e do presidente da ABRA, Décio Coutinho. Ambos ressaltaram a relevância da economia circular e da sustentabilidade, em sintonia com as políticas do governo brasileiro voltadas ao aproveitamento de subprodutos da cadeia agroindustrial.

A adida agrícola do Brasil na Costa Rica, Priscila Rech Moser, apresentou atualizações sobre o processo de habilitação de estabelecimentos brasileiros junto ao Serviço Nacional de Sanidade Animal (Senasa), reforçando o compromisso do Brasil com a expansão segura e sustentável do setor.

Leia Também:  Mapa reforça parcerias comerciais com a Turquia em missão focada no café e carne bovina

“A presença brasileira em eventos como o Business Connection é fundamental para posicionar o país como referência internacional em reciclagem animal e fomentar parcerias comerciais sustentáveis”, destacou Priscila. “A Costa Rica é um mercado estratégico, e essa aproximação abre portas para relações mais sólidas na região”, completou.

O evento reuniu representantes de empresas associadas à ABRA, que apresentaram soluções inovadoras a potenciais compradores locais e regionais. A programação favoreceu o intercâmbio tecnológico e comercial no contexto latino-americano.

A ocasião também marcou o lançamento do REAM 2025, apresentado por Fabián Hurtado. O evento internacional será realizado em Guadalajara, no México, de 2 a 4 de setembro, com foco em impulsionar ainda mais o setor de reciclagem animal e a sustentabilidade nas indústrias correlatas.

Com sua participação no Business Connection, o Brasil reforça sua estratégia de ampliar a presença global em um segmento com elevado potencial comercial, promovendo práticas sustentáveis e o fortalecimento da economia circular.

Informação à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

Propaganda

AGRONEGÓCIO

Etanol de milho cresce 50% e leva agroindústria novo patamar

Publicados

em

A produção de etanol de milho deverá superar pela primeira vez a marca de 1 bilhão de litros em Goiás. A estimativa para a safra 2026/27 é de 1,18 bilhão de litros, crescimento de 50,6% em relação aos 782,6 milhões de litros produzidos no ciclo anterior.

Os números constam do segundo levantamento da safra de cana-de-açúcar e biocombustíveis, divulgado em agosto pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Em apenas uma temporada, a indústria goiana deverá acrescentar cerca de 396 milhões de litros à produção de etanol de milho.

A expansão muda o papel do cereal na economia estadual. Além de abastecer granjas, confinamentos, fábricas de ração e o mercado externo, uma parcela crescente da safra passa a ser processada dentro de Goiás. Com isso, o milho deixa de ser comercializado apenas como matéria-prima e passa a gerar combustível, óleo vegetal e produtos destinados à alimentação animal.

Somadas as produções provenientes da cana-de-açúcar e do milho, Goiás poderá fabricar aproximadamente 5,81 bilhões de litros de etanol na safra 2026/27. O volume representa crescimento próximo de 9% em relação ao ciclo anterior.

Quase todo esse aumento virá do milho. A produção de etanol de cana deverá avançar apenas 1,7%, de 4,55 bilhões para 4,63 bilhões de litros. A participação do milho no total do biocombustível produzido no Estado deverá subir de aproximadamente 15% para mais de 20% em apenas um ano.

Para o produtor rural, a ampliação da indústria representa a entrada de um comprador capaz de demandar grandes volumes durante todo o ano. O milho pode ser armazenado e processado continuamente, o que reduz a concentração das vendas no período da colheita e cria novas possibilidades de contratos diretamente com as usinas.

Leia Também:  Decisão judicial reforça regras e mira proteção da fruticultura gaúcha

A demanda local também reduz parte da dependência das exportações e do transporte do grão por longas distâncias. Em determinadas regiões, o custo do frete até os portos compromete uma parcela importante do preço recebido pelo produtor. A presença de unidades industriais mais próximas pode melhorar a concorrência pela produção e fortalecer os preços regionais.

O avanço ocorre em um Estado que deverá colher perto de 12 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Goiás ocupa a terceira posição nacional na produção do cereal, segundo a Conab, e conta com uma oferta suficiente para atender simultaneamente às cadeias de proteína animal, à indústria de biocombustíveis e a outros compradores.

Considerando um rendimento industrial entre 420 e 460 litros por tonelada, a produção projetada de etanol poderá consumir aproximadamente 2,6 milhões a 2,8 milhões de toneladas de milho. O volume corresponderia a mais de um quinto da atual safra estadual, embora o consumo efetivo dependa da tecnologia utilizada pelas usinas e do período de operação das unidades.

A transformação do grão não termina no combustível. O processamento gera grãos secos de destilaria, conhecidos pela sigla em inglês DDGS, um ingrediente rico em proteína utilizado na fabricação de rações. O produto pode substituir parte do milho e do farelo de soja na alimentação de bovinos, aves e suínos.

Leia Também:  Semana da Pecuária reforça protagonismo global do Brasil

Essa integração é particularmente importante para Goiás, que possui cadeias consolidadas de produção de carnes e leite. A indústria retira o amido do milho para produzir etanol, mas preserva e concentra nutrientes que retornam ao campo na forma de alimento para os animais.

A produção de etanol de milho no Estado era de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19. Com a projeção atual, o volume terá crescido mais de seis vezes em oito safras. O avanço coloca Goiás entre os principais polos nacionais do segmento, ao lado de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

No país, a Conab estima produção recorde de 11,91 bilhões de litros de etanol de milho em 2026/27, alta de 17%. Goiás deverá responder por aproximadamente 10% desse total e crescer em ritmo quase três vezes superior ao da média nacional.

A expansão cria oportunidades, mas também exige atenção do produtor. O aumento da capacidade industrial não garante, sozinho, preços elevados para o cereal. O resultado dependerá da distância entre as fazendas e as usinas, dos custos de transporte, da oferta regional e das condições previstas nos contratos.

Ainda assim, a entrada de uma demanda permanente fortalece o mercado goiano de milho e amplia a agregação de valor dentro do Estado. Em vez de transportar apenas o grão, Goiás passa a vender combustível, óleo e nutrição animal, multiplicando os efeitos da produção agrícola sobre a indústria, os serviços e a geração de renda.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA