DISPUTA PRESIDENCIAL

Pivetta critica populismo após Flávio Bolsonaro defender fim da escala 6×1

Governador de Mato Grosso defende liberdade econômica, negociação direta entre patrões e empregados e qualificação profissional como caminhos para melhorar os salários

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O governador reeleito de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), defendeu a liberdade econômica e a negociação direta entre empregadores e trabalhadores ao comentar o apoio do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, ao fim da escala de trabalho 6×1. A declaração foi feita nesta terça-feira (13), durante coletiva de imprensa no lançamento do comitê pró-Bolsonaro, em Cuiabá.

Questionado sobre o posicionamento do parlamentar, Pivetta afirmou que o Brasil vive uma “temporada do populismo” e destacou a importância da qualificação profissional e da melhoria dos salários como instrumentos para ampliar as condições de vida dos trabalhadores.

“Eu acho que a temporada do populismo tomou conta do país. Então, eu sempre fui favorável à liberdade econômica, sou favorável à negociação entre as partes. Eu valorizo o trabalho, eu sou um trabalhador, eu vim pra cá na boleia de um caminhão, eu sei o que é trabalhar e eu quero o bem para os meus trabalhadores de Mato Grosso”, afirmou o governador.

Pivetta defende qualificação e melhores salários

Durante a entrevista, o chefe do Executivo estadual argumentou que a melhoria das condições de trabalho deve estar associada à formação profissional e ao aumento dos rendimentos. Para ele, a qualificação dos jovens e a valorização do trabalho são fundamentais para ampliar as oportunidades e a renda da população.

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“Eu não vou enriquecer ninguém com salário mínimo. Nós precisamos melhorar a qualidade do trabalho, precisamos qualificar nossos jovens, precisamos de melhores salários. É isso que nós queremos, nós não queremos esmola”, declarou.

Pivetta também criticou políticas que classificou como populistas e direcionou suas declarações ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em referência à disputa presidencial prevista para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

“No país se criou essa tradição de dar esmola, de comprar voto com acenos populistas. Eu quero acreditar que no dia 25 de outubro o povo brasileiro vai dar a resposta. E a resposta vai ser: ‘chega Lula, tchau’”, afirmou.

PEC prevê redução da jornada semanal

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, que trata da redução da jornada de trabalho e do fim da escala 6×1, estava prevista, segundo a reportagem original, para ser analisada pelo Senado Federal nesta quarta-feira (14).

O texto mencionado na publicação prevê a redução da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial, além da garantia de dois dias de descanso remunerado por semana.

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Na terça-feira (13), o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), informou que um requerimento para acelerar a tramitação da proposta já reunia as assinaturas necessárias para ser analisado. Caso um calendário especial fosse aprovado, a PEC poderia ser submetida aos dois turnos de votação no mesmo dia.

Para ser aprovada no Senado, uma proposta de emenda à Constituição precisa receber pelo menos 49 votos favoráveis em cada turno.

A discussão sobre a escala 6×1 ganhou espaço no debate político nacional, reunindo diferentes posicionamentos sobre jornada de trabalho, produtividade, remuneração e qualidade de vida dos trabalhadores.

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POLÍTICA MT

Quaest: Flávio Bolsonaro lidera no Acre e no DF, Lula está à frente no RN e há empate no Amazonas

Levantamento divulgado nesta terça-feira (13) mostra cenários distintos para o segundo turno presidencial nos quatro estados analisados; no Acre, candidato do PL tem vantagem de 32 pontos percentuais sobre o petista.

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Pesquisa Quaest divulgada nesta terça-feira (13) aponta que Flávio Bolsonaro (PL) lidera as intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial no Acre e no Distrito Federal. Já o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente no Rio Grande do Norte, enquanto os dois candidatos estão tecnicamente empatados no Amazonas.

No Acre, Flávio Bolsonaro registra 60% das intenções de voto, contra 28% de Lula, uma diferença de 32 pontos percentuais. Os votos em branco, nulos ou de eleitores que não pretendem votar somam 5%, enquanto 7% não souberam responder.

No Distrito Federal, o candidato do PL aparece com 50%, ante 40% do presidente Lula. Outros 6% afirmaram que votariam em branco, nulo ou em nenhum dos candidatos, e 4% não souberam responder.

No Amazonas, o cenário é mais equilibrado. Lula tem 47% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 43%. Os votos em branco, nulos ou nenhum candidato representam 5%, mesmo percentual dos entrevistados que não souberam responder. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois candidatos estão tecnicamente empatados.

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No Rio Grande do Norte, Lula lidera com 59% das intenções de voto, contra 33% de Flávio Bolsonaro. Branco, nulo ou nenhum somam 5%, e 3% dos entrevistados não souberam responder.

Decisão do voto

A pesquisa também investigou se os eleitores já definiram sua escolha. No Acre, 87% afirmaram que o voto é definitivo, enquanto 11% disseram que ainda podem mudar de opinião. No Amazonas, 92% declararam ter decidido o voto, e 8% admitiram a possibilidade de mudança. No Distrito Federal, 94% disseram estar decididos, ante 6% que ainda podem mudar de candidato.

Metodologia

No Acre, a Quaest ouviu 1.098 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 9 e 12 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, e o registro da pesquisa é BR-05379/2026.

No Amazonas, também foram entrevistadas 1.098 pessoas, de 9 a 12 de outubro, com margem de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%. O registro é AM-09760/2026.

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No Distrito Federal, o levantamento ouviu 1.104 pessoas com 16 anos ou mais entre 8 e 11 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, sob registro BR-06799/2026.

Os resultados indicam diferenças regionais na disputa presidencial, com vantagem expressiva de Flávio Bolsonaro no Acre, liderança de Lula no Rio Grande do Norte e uma disputa mais apertada no Amazonas.

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