INCLUSÃO E ACESSIBILIDADE
Projeto de Max Russi prevê Libras como critério de desempate em concursos públicos em MT
Proposta foi aprovada em primeira votação na Assembleia Legislativa e busca incentivar a capacitação em Língua Brasileira de Sinais e ampliar a acessibilidade no atendimento público às pessoas surdas.
A capacitação em Língua Brasileira de Sinais (Libras) poderá ser utilizada como critério de desempate em concursos públicos e processos seletivos em Mato Grosso. A medida está prevista no Projeto de Lei nº 1.411/2025, de autoria do deputado estadual Max Russi (Podemos), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), aprovado em primeira votação na quarta-feira (7).
A proposta tem como objetivo estimular a formação em Libras e ampliar a acessibilidade nos serviços públicos estaduais. A iniciativa busca incentivar a presença de profissionais capacitados para atender pessoas surdas em diferentes áreas da administração pública, contribuindo para um serviço mais inclusivo e humanizado.
Na justificativa do projeto, Max Russi destaca a importância de preparar o funcionalismo público para atender às necessidades da população. “Precisamos de um serviço público cada vez mais preparado para acolher e atender todas as pessoas. Com essa proposta, queremos incentivar a capacitação em Libras e contribuir para que a população surda tenha um atendimento mais humanizado”, afirmou o parlamentar.
Para utilizar a formação como critério de desempate, o candidato deverá apresentar certificado de proficiência em Libras, conforme a legislação federal, até o último dia do período de inscrições. O texto também permite que as comissões organizadoras estabeleçam outros critérios de desempate.
A proposta reforça o reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais como meio legal de comunicação e expressão, estabelecido pela Lei Federal nº 10.436/2002.
Apesar da aprovação em primeira votação, o projeto ainda precisa concluir a tramitação legislativa e receber a sanção do Poder Executivo para entrar em vigor. Caso seja aprovado em todas as etapas, poderá representar mais um incentivo à qualificação profissional e à ampliação da acessibilidade no serviço público mato-grossense.
POLÍTICA MT
Orçamento de Mato Grosso para 2027 prevê R$ 46,1 bilhões e crescimento de 13%
Projeto começou a tramitar na Assembleia Legislativa e deve ser votado ainda neste ano; proposta prevê R$ 15,3 bilhões em renúncia fiscal
O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) de Mato Grosso para 2027 começou a tramitar na Assembleia Legislativa e prevê receitas e despesas de R$ 46,125 bilhões. O valor representa um crescimento de aproximadamente 13% em relação ao orçamento vigente, estimado em R$ 40,7 bilhões.
A proposta, encaminhada pelo governo estadual, também prevê renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões. O texto foi apresentado durante sessão ordinária realizada na quarta-feira (9) e deverá passar por análise dos deputados antes da votação.
O presidente da Comissão de Fiscalização e Acompanhamento da Execução Orçamentária, deputado estadual Carlos Avallone (PSDB), defende acelerar a tramitação do Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), etapa necessária para viabilizar a votação do orçamento do próximo exercício.
Segundo o parlamentar, apesar de os deputados já poderem analisar a proposta orçamentária, a votação depende da aprovação do PLDO. Com as audiências públicas do PLOA agendadas, Avallone afirmou que pretende agilizar as discussões, mesmo diante do calendário legislativo apertado. O cronograma ainda será confirmado com a Mesa Diretora da Assembleia.
Executivo concentra maior parcela dos recursos
De acordo com a proposta, o Poder Executivo deverá concentrar a maior parte dos recursos previstos para 2027, com R$ 38,7 bilhões. Os demais órgãos e poderes terão as seguintes dotações:

Os valores ainda poderão ser discutidos e ajustados durante a tramitação legislativa.
Votação deve ocorrer ainda em 2026
Avallone explicou que chegou a existir a possibilidade de deixar a votação do orçamento para o início de 2027, caso houvesse mudança no comando do governo estadual. Com a perspectiva de continuidade da atual gestão à frente do Executivo, essa alternativa deixou de ser necessária.
O deputado também chamou a atenção para a diferença entre os valores orçados e a arrecadação efetivamente estimada. Segundo ele, o orçamento de Mato Grosso para 2026 foi fixado em quase R$ 41 bilhões, mas a previsão é de que a execução alcance R$ 48 bilhões.
Para 2027, a proposta encaminhada pelo governo prevê aproximadamente R$ 46 bilhões. Na avaliação do parlamentar, a diferença reforça a necessidade de analisar as estimativas de receitas e despesas e discutir possíveis ajustes ao longo da tramitação.
“Mas é isso que é a função nossa. Discutir isso até que a gente chegue em valores que sejam adequados e que a gente possa garantir o orçamento. Nós podemos mudar uma série de coisas. Nós temos essa função”, afirmou Avallone, ao destacar o papel do Legislativo na avaliação das contas públicas.
Renúncia fiscal chega a R$ 15,3 bilhões
A proposta orçamentária também estima renúncia fiscal líquida de R$ 15,3 bilhões em 2027. A maior parcela está relacionada ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).
Confira os valores apresentados:

A análise do orçamento deverá permitir aos deputados avaliar as projeções de arrecadação, as despesas previstas e eventuais alterações na distribuição dos recursos estaduais para o próximo ano.
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