PODER LEGISLATIVO
ALMT rejeita mudança e mantém veto a reajuste de 6,8% para servidores do Judiciário
Maioria dos deputados decidiu preservar o veto do Executivo; votação ocorreu de forma nominal após determinação da Justiça
Os deputados estaduais de Mato Grosso decidiram, nesta quarta-feira (7), manter o veto do Governo do Estado ao projeto que previa reajuste linear de 6,8% para os servidores efetivos do Poder Judiciário. A votação ocorreu de forma nominal no plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT).
Ao todo, 12 parlamentares votaram pela manutenção do veto, enquanto seis defenderam a derrubada da decisão do Executivo. Outros seis deputados não participaram da votação.
Com o resultado, o reajuste previsto no projeto não será aplicado nos moldes aprovados anteriormente pela Assembleia. A proposta, de autoria do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), também previa alterações no Sistema de Desenvolvimento de Carreiras e Remuneração (SDCR) dos servidores.
Quem votou contra e a favor do veto
Votaram pela derrubada do veto os deputados Janaina Riva (MDB), Gilberto Cattani (PL), Faissal Calil (PL), Lúdio Cabral (PT), Valdir Barranco (PT) e Carlos Avallone (PSDB).
Já pela manutenção da decisão do Executivo votaram Dilmar Dal Bosco (União), Elizeu Nascimento (PL), Juca do Guaraná (PSDB), Dr. Eugênio (Republicanos), Valmir Moretto (Republicanos), Fabio Tardin (Podemos), Nininho (Republicanos), Chico Guarnieri (PSDB), Eduardo Botelho (MDB), Dr. João (MDB), Beto Dois a Um (Podemos) e Diego Guimarães (Republicanos).
Ficaram fora da votação Paulo Araújo (Republicanos), Sebastião Rezende (União), Thiago Silva (MDB), Max Russi (Podemos), Wilson Santos (PSD) e Júlio Campos (União).
Votação foi refeita após decisão judicial
A análise realizada nesta quarta-feira ocorreu de maneira aberta e nominal. A medida aconteceu depois que a Justiça anulou uma votação anterior, que havia sido realizada de forma secreta.
Em dezembro de 2025, os deputados haviam mantido o veto por 12 votos a 10. Posteriormente, o Tribunal de Justiça determinou que uma nova apreciação fosse realizada para que a posição individual de cada parlamentar fosse conhecida publicamente.
Com isso, os deputados retornaram ao plenário para deliberar novamente sobre a matéria.
Projeto havia sido aprovado pela Assembleia
A proposta que estabelecia o reajuste de 6,8% havia passado pela Assembleia Legislativa antes de ser integralmente vetada pelo então governador Mauro Mendes (União).
Entre as justificativas apresentadas pelo Executivo estavam o impacto financeiro da medida e a necessidade de preservar a sustentabilidade das contas públicas.
Antes da votação desta quarta-feira, a Comissão de Constituição, Justiça e Redação (CCJR) havia emitido parecer favorável à derrubada do veto. Apesar disso, a maioria do plenário decidiu manter a decisão do Executivo.
Com a votação, permanece válido o veto ao reajuste previsto no projeto, encerrando a análise da matéria pela Assembleia Legislativa nos termos deliberados nesta quarta-feira.
POLÍTICA MT
Deputados avaliam resultados das eleições e projetam trabalhos
Entre vencedores e derrotados nas urnas, deputados estaduais analisaram o desempenho eleitoral e também falaram sobre os trabalhos previstos para os últimos meses da atual legislatura. O balanço foi feito nesta quarta-feira (07), dia de sessão plenária na Assembleia Legislativa.
Um dos parlamentares que não conseguiu renovar o mandato foi Júlio Campos. Ele já ocupou cargos de senador, governador, deputado federal, conselheiro do Tribunal de Contas e atribuiu o resultado, entre outros fatores, à organização partidária durante a disputa.
Em situação diferente, o deputado Diego Guimarães garantiu mais quatro anos na Assembleia Legislativa. Com 40.482 votos, ele conseguiu a reeleição e terminou a disputa como o candidato mais votado do Republicanos para deputado estadual.
Também reeleito, o deputado Carlos Avallone (PSDB) retornou ao plenário destacando que, apesar do encerramento das eleições, a atual legislatura ainda tem uma agenda importante pela frente.
Entre as prioridades apontadas pelo parlamentar estão as discussões da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2027. Segundo Avallone, as peças orçamentárias precisarão ser analisadas detalhadamente pelos deputados, especialmente diante da previsão de redução de recursos destinados a áreas consideradas essenciais.
Autor: Adão de Oliveira
Ouça matéria completa no áudio abaixo.
Fonte: ALMT – MT
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