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Virginia Mendes conquista votos nos 142 municípios de MT em primeira disputa eleitoral

Eleita com 102.120 votos, candidata do União Brasil teve maior votação em Cuiabá e Várzea Grande e percorreu diferentes regiões do Estado durante a campanha

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Em sua primeira disputa por um cargo eletivo, Virginia Mendes (União Brasil) recebeu 102.120 votos e teve eleitores nos 142 municípios de Mato Grosso. A campanha combinou atuação nas redes sociais com agendas presenciais, reuniões, caminhadas e encontros com lideranças e comunidades.

Ao longo do período eleitoral, Virginia percorreu municípios e participou de encontros com diferentes segmentos da sociedade. A atuação social desenvolvida anteriormente, especialmente por meio do programa SER Família, também esteve entre os temas explorados durante a campanha.

Na Baixada Cuiabana, a candidata concentrou parte expressiva de sua votação. Em Cuiabá, recebeu 38.193 votos, enquanto em Várzea Grande somou outros 10.709.

A agenda eleitoral também incluiu visitas a aldeias e reuniões com representantes de entidades e associações, entre elas grupos ligados a pessoas com fibromialgia e pacientes com câncer.

Além da mobilização presencial, a campanha utilizou as redes sociais para ampliar a divulgação das propostas e das agendas realizadas pelo Estado. A estratégia buscou combinar comunicação digital com contato direto com eleitores e lideranças locais.

Com os 102.120 votos conquistados, Virginia garantiu uma cadeira na Câmara dos Deputados e encerrou sua primeira eleição com votos registrados em todos os municípios mato-grossenses.

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POLÍTICA MT

Aos 79 anos, Júlio Campos admite aposentadoria após ficar como suplente na ALMT

Ex-governador recebeu 17,7 mil votos e afirma que já cogitava deixar as disputas eleitorais antes mesmo da campanha deste ano

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Aos 79 anos e depois de não conseguir a reeleição para a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), o deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) admitiu, nesta quarta-feira (7), que pode encerrar uma trajetória política de mais de cinco décadas.

Ao comentar o futuro após as eleições, Júlio afirmou que a idade é um dos fatores que pesam na decisão e lembrou os diferentes cargos que já ocupou ao longo da vida pública.

“Olha, a própria idade já até recomenda e eu também já fui tudo, né?”, declarou.

Na disputa por uma cadeira na Assembleia, Júlio recebeu 17.732 votos e terminou como suplente. Em Várzea Grande, principal reduto eleitoral de sua trajetória política, obteve 4.957 votos.

O parlamentar revelou que a possibilidade de deixar as eleições já havia sido considerada antes da campanha de 2026. Segundo ele, a decisão de concorrer novamente ocorreu após o resultado da convenção partidária.

“Já tinha pensado nisso antes. Vocês lembram que não era meu pensamento entrar nessa campanha, mas devido ao resultado da convenção eu fui obrigado a voltar ser candidato para marcar presença. Mas o futuro a Deus pertence”, afirmou.

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O resultado ocorre no mesmo ano em que o irmão de Júlio, o senador Jayme Campos (União Brasil), não conseguiu viabilizar sua candidatura ao Governo de Mato Grosso. Na convenção realizada em julho, o União Brasil decidiu apoiar Otaviano Pivetta (Republicanos), que venceu a eleição para governador.

Com o mandato de Jayme no Senado chegando ao fim, os dois irmãos deverão ficar sem mandato eletivo a partir de 2027, caso não haja mudança no cenário atual.

Júlio Campos iniciou sua trajetória política como prefeito de Várzea Grande, cargo que exerceu entre 1973 e 1977. Posteriormente, foi deputado federal, governador de Mato Grosso entre 1983 e 1986 e senador da República. Também retornou à Câmara dos Deputados e, mais recentemente, à Assembleia Legislativa, onde iniciou novo mandato em 2023.

Após mais de 50 anos de vida pública, Júlio evita cravar definitivamente a aposentadoria, mas reconhece que o encerramento da carreira eleitoral passou a ser uma possibilidade concreta.

“Eu também já fui tudo”, resumiu.

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