ARTICULAÇÃO PARA O 2º TURNO
Mauro Mendes e Cidinho Santos se reúnem com Flávio Bolsonaro em Brasília
Senador eleito por Mato Grosso participou de encontro com o presidenciável e outras lideranças para discutir estratégias e alianças para a segunda etapa da eleição presidencial
O senador eleito por Mato Grosso, Mauro Mendes (União), e seu primeiro suplente, Cidinho Santos (PP), se reuniram nesta terça-feira (6), em Brasília, com o candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL). O encontro teve como objetivo discutir estratégias para o segundo turno e ampliar a articulação política em torno da candidatura do parlamentar.
A reunião contou também com a presença do governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, além do senador Rogério Marinho (PL-RN) e do senador eleito por São Paulo Guilherme Derrite (PP-SP). O senador eleito José Medeiros (PL), também de Mato Grosso, foi convidado para participar das articulações.
Segundo Cidinho, o convite para a reunião partiu do próprio Flávio Bolsonaro. A intenção foi reunir lideranças eleitas para discutir formas de contribuição à campanha durante a segunda etapa da disputa presidencial.
“Vamos pegar firme nesse segundo turno. Pegar firme para a vitória”, afirmou Cidinho em publicação nas redes sociais.
Em Mato Grosso, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 65,15% dos votos válidos, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou 29,18%. A diferença obtida no Estado passou a ser um dos pontos considerados pela campanha na estratégia para o segundo turno.
ARTICULAÇÃO COM OUTROS PARTIDOS
Durante o encontro, Flávio afirmou que pretende ampliar o diálogo com representantes de outras legendas. Segundo o candidato, já existem conversas com integrantes do Republicanos e do Podemos, enquanto representantes eleitos do Novo também devem participar das próximas reuniões.
A estratégia é discutir o posicionamento das bancadas e buscar novas adesões para a segunda etapa da eleição. O candidato também mencionou a intenção de reunir diferentes lideranças em torno de uma agenda de “pacificação” e “unidade” nacional.
Cidinho também aproveitou a agenda para aproximar Flávio do grupo Empreendedores do Brasil, articulação que reúne empresários de diferentes setores. Entre os nomes associados ao movimento estão Luciano Hang, Blairo Maggi e Jean Graciola.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Cidinho aparece ao lado de Flávio e pede apoio ao grupo empresarial. O presidenciável afirmou que pretende ampliar o diálogo com representantes do setor produtivo durante a campanha.
Mauro Mendes também manifestou publicamente apoio a Flávio. Em uma publicação, escreveu: “Bora fortalecer o Flávio Bolsonaro. Que Deus abençoe o Brasil”.
A reunião em Brasília ocorre após uma série de articulações entre lideranças de Mato Grosso para a segunda etapa da eleição presidencial. A campanha de Flávio busca ampliar alianças nacionais e manter a vantagem registrada pelo candidato no Estado no primeiro turno.
POLÍTICA MT
Mauro e Pivetta tiveram campanhas com menor custo por voto entre os principais candidatos
Dados declarados à Justiça Eleitoral mostram que Mauro gastou R$ 2,53 por voto na disputa ao Senado, enquanto Pivetta registrou R$ 5,50 na corrida pelo Governo de Mato Grosso
Os resultados das eleições em Mato Grosso revelam diferenças significativas no custo por voto entre os candidatos que disputaram o Governo e o Senado. Entre os principais nomes das duas corridas, Mauro Mendes (União) e Otaviano Pivetta (Republicanos) apresentaram algumas das menores relações entre despesas declaradas e votos conquistados.
Reeleito governador, Pivetta recebeu 1.128.099 votos e declarou despesas de R$ 6,20 milhões, o equivalente a aproximadamente R$ 5,50 por voto. A campanha arrecadou R$ 7,53 milhões.
O cálculo considera o total de despesas declarado por cada candidatura dividido pela quantidade de votos obtidos. Na prática, a cada R$ 1 milhão desembolsado, a campanha de Pivetta conquistou aproximadamente 181,9 mil votos.
Entre os principais adversários na disputa pelo Palácio Paiaguás, Wellington Fagundes (PL) declarou R$ 6,85 milhões em gastos e recebeu 430.442 votos, alcançando um custo aproximado de R$ 15,93 por voto.
Natasha Slhessarenko (PSD), por sua vez, teve despesas de R$ 4,67 milhões e obteve 281.548 votos, o equivalente a R$ 16,60 por voto.
Rafaell Milas (Missão) gastou R$ 48,4 mil e recebeu 10.300 votos, com relação de R$ 4,70 por voto. Sargento Laudicério (Agir) declarou R$ 65 mil em despesas para 3.210 votos, chegando a R$ 20,26 por voto.
Maurício Coelho (Mobiliza) apresentou uma situação diferente: declarou apenas R$ 657,83 em gastos e recebeu 2.694 votos, resultando matematicamente em R$ 0,24 por voto. A campanha teve arrecadação declarada de R$ 3.550.
Mauro registra R$ 2,53 por voto na disputa ao Senado
Na corrida pelas duas vagas de Mato Grosso no Senado, Mauro Mendes declarou R$ 3 milhões em despesas e recebeu 1.187.352 votos. A relação foi de R$ 2,53 por voto.
José Medeiros (PL), também eleito, gastou R$ 4,26 milhões e conquistou 977.777 votos, com custo aproximado de R$ 4,36 por voto.
Janaina Riva (MDB) declarou R$ 1,75 milhão em despesas e recebeu 519.434 votos, chegando a R$ 3,38 por voto. Carlos Fávaro (PSD) gastou R$ 2,26 milhões e obteve 411.020 votos, com média de R$ 5,52. Já Pedro Taques (PSB) declarou R$ 2,28 milhões para 224.621 votos, o equivalente a R$ 10,18 por voto.
Antônio Galvan (Avante) registrou custo de R$ 5,83 por voto e Coronel Darwin (Democrata), R$ 5,78. Margareth Buzetti (PP) apresentou a maior relação entre os candidatos ao Senado citados no levantamento: foram R$ 2,98 milhões em despesas para 65.559 votos, ou R$ 45,52 por voto.
Beny Godoy (Agir) declarou R$ 47,1 mil em gastos e recebeu 1.854 votos, resultando em R$ 25,44 por voto. Professor Nelson Ferreira (Agir) gastou R$ 1 mil e obteve 5.563 votos, o que representa R$ 0,18 por voto.
Os valores usados na comparação correspondem às despesas informadas nas prestações de contas eleitorais. Por isso, o chamado “custo por voto” funciona como uma relação matemática entre gastos e desempenho nas urnas e não significa que esse valor tenha sido desembolsado diretamente pelo candidato para cada eleitor.
Parte relevante do financiamento das campanhas brasileiras também é formada por recursos públicos. Em 2026, o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (FEFC), conhecido como Fundo Eleitoral, alcançou R$ 4,96 bilhões, distribuídos nacionalmente aos partidos conforme os critérios e regras previstos na legislação eleitoral.
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