NOVA ALMT

Samantha e Lúdio chegam à Assembleia após eleição marcada por força de PL e PT

Esposa do prefeito Abilio Brunini conquista mandato com 57,8 mil votos, enquanto petista é reeleito com 86 mil e fica entre os mais votados de Mato Grosso

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A nova composição da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) terá entre seus integrantes Samantha do Abilio (PL) e Lúdio Cabral (PT), dois nomes ligados a grupos que protagonizaram uma das principais disputas políticas de Cuiabá nos últimos anos.

Samantha, esposa do prefeito da Capital, Abilio Brunini (PL), foi eleita deputada estadual com 57.892 votos. A vitória amplia a presença política do grupo ligado ao prefeito dentro do Legislativo estadual.

Lúdio Cabral, por sua vez, garantiu a reeleição com 86.098 votos e terminou como o segundo deputado estadual mais votado de Mato Grosso. Ele ficou atrás apenas de Max Russi (Podemos), que alcançou 86.909 votos.

A chegada de Samantha à Assembleia coloca os dois parlamentares em lados opostos dentro da Casa. Lúdio permanece como uma das principais lideranças do PT no Estado, enquanto Samantha passa a integrar a bancada do PL.

A rivalidade entre os grupos ganhou maior projeção na eleição municipal de 2024, quando Abilio e Lúdio disputaram o segundo turno pela Prefeitura de Cuiabá. Na ocasião, Abilio venceu com 171.324 votos, equivalentes a 53,8% dos votos válidos. Lúdio recebeu 147.127 votos, ou 46,2%.

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Com o resultado deste ano, Samantha estreia na Assembleia, enquanto Lúdio inicia um novo mandato respaldado por uma das maiores votações do Estado.

Além deles, foram eleitos Max Russi (Podemos), com 86.909 votos; Gilberto Cattani (PL), com 69.668; Dilmar Dal Bosco (União Brasil), com 56.277; Ulysses Moraes (Podemos), com 56.204; Beto Dois a Um (Podemos), com 56.124; Dr. João (MDB), com 55.951; Léo Bortolin (MDB), com 50.998; Alessandra Ferreira (Podemos), com 50.800; Faissal (PL), com 41.032; Thiago Silva (MDB), com 40.832; Diego Guimarães (Republicanos), com 40.399; Valmir Moretto (Republicanos), com 37.625; Dr. Eugênio (Republicanos), com 36.636; Fabinho Tardin (Podemos), com 36.061; Nininho (Republicanos), com 33.383; Sebastião Rezende (União Brasil), com 32.095; Valdir Barranco (PT), com 32.077; Carlos Avallone (PSDB), com 31.017; Alcino Barcelos (PL), com 22.624; Adelcino Lopo (Podemos), com 21.144; Wilson Santos (PSD), com 19.907; e Chico Guarnieri (PSDB), com 18.842 votos.

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POLÍTICA MT

PT reúne militância em MT e traça estratégia para tentar reduzir vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula

Presidente estadual do partido, Rosa Neide, convocou reunião para discutir ações no segundo turno; em Mato Grosso, Lula terminou a primeira etapa da disputa com 29,18% dos votos, contra 65,15% de Flávio Bolsonaro

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O Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso reuniu sua militância nesta segunda-feira (5) para discutir os primeiros passos da estratégia de campanha para o segundo turno da eleição presidencial. A reunião foi convocada pela presidente estadual da sigla e deputada federal eleita, Rosa Neide, com o objetivo de organizar ações para ampliar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.

Embora Mato Grosso não seja considerado um dos principais colégios eleitorais do país pelo número de votos, o desempenho de Lula no primeiro turno acendeu um sinal de alerta para a legenda. O presidente ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) no estado, com uma diferença expressiva.

No resultado nacional, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, enquanto Lula alcançou 45,16%. Em Mato Grosso, entretanto, a distância foi maior: Flávio obteve 65,15%, contra 29,18% de Lula.

Além da diferença percentual, outro dado preocupa a militância petista. Lula registrou 52.067 votos a menos em Mato Grosso na comparação com o primeiro turno de 2022, uma redução de aproximadamente 8,2%.

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Abstenção entra no radar do PT

Uma das estratégias discutidas pela legenda deverá ser a tentativa de mobilizar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Em Mato Grosso, a abstenção chegou a 22,20%, o equivalente a 585.668 eleitores. Para o PT, parte desse eleitorado pode representar uma oportunidade de ampliar a votação de Lula no segundo turno.

A avaliação é que, caso a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, consiga mobilizar uma parcela desses eleitores, Lula poderá melhorar seu desempenho entre os mato-grossenses.

O partido também deverá contar com o trabalho direto da militância, principalmente diante da composição política do estado após o primeiro turno.

PT terá desafio de ampliar presença nas ruas

Com a eleição para o governo estadual definida já no primeiro turno, a disputa presidencial passa a concentrar parte das atenções da militância petista em Mato Grosso.

A legenda terá, porém, uma estrutura considerada mais limitada para a reta final da campanha. O PT não elegeu senador no estado e ficou com bancadas minoritárias na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e na Câmara dos Deputados.

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Outro desafio apontado é a necessidade de organizar a mobilização sem depender de grandes deslocamentos ou de uma estrutura ampla de viagens. A estratégia, portanto, deverá envolver ações locais e articulação direta com os eleitores.

Rosa Neide convoca reunião

Diante do resultado considerado negativo para Lula em Mato Grosso, Rosa Neide convocou dirigentes e militantes para uma reunião no diretório estadual do PT, em Cuiabá.

O encontro deve servir para definir as primeiras ações do partido no segundo turno e estabelecer como a militância pretende atuar nas ruas para tentar diminuir a vantagem de Flávio Bolsonaro.

A presidente estadual da sigla terá cerca de 20 dias para coordenar a reação do partido e buscar uma recuperação no desempenho de Lula no estado.

O segundo turno será uma nova oportunidade para o PT reorganizar sua estratégia e tentar transformar parte da abstenção e dos votos de outros candidatos em apoio ao atual presidente.

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