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Três novatos conquistam vaga na Câmara Federal e renovam bancada de Mato Grosso

Virginia Mendes, Thiago Boava e Coronel César Roveri foram eleitos pela primeira vez para representar o Estado em Brasília

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A bancada de Mato Grosso na Câmara dos Deputados terá três novos nomes a partir de fevereiro de 2027. Virginia Mendes (União), Thiago Boava (PL) e Coronel César Roveri (Podemos) conquistaram, neste domingo (4), o primeiro mandato eletivo para deputado federal.

Dos oito deputados federais eleitos pelo Estado, quatro conseguiram a reeleição, enquanto a professora Rosa Neide (PT) retorna à Câmara, onde já exerceu mandato. Com as três novidades, metade das cadeiras destinadas a Mato Grosso será renovada.

Entre os novatos, Virginia Mendes foi a mais votada. A empresária e ex-primeira-dama de Mato Grosso recebeu 102.120 votos, alcançando a quinta colocação geral na disputa.

Aos 55 anos, Virginia é cuiabana e ganhou projeção pública principalmente durante os dois mandatos do marido, Mauro Mendes (União), no Governo de Mato Grosso. Durante o período, esteve envolvida em projetos e ações sociais.

O segundo estreante eleito foi Thiago Boava (PL), que recebeu 72.375 votos. Pecuarista de 44 anos, ele é viúvo da ex-deputada federal Amália Barros, que morreu em 2024.

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Boava também ganhou notoriedade nas redes sociais, onde ficou conhecido pelo bordão “Hey, Roy”. Durante a campanha, construiu sua candidatura com pautas identificadas com a direita.

Completando o grupo dos novatos está o coronel César Roveri (Podemos), eleito com 47.195 votos. Coronel da Polícia Militar, Roveri comandou a Secretaria de Estado de Segurança Pública entre janeiro de 2023 e abril de 2026. Antes disso, também ocupou o cargo de chefe do Gabinete Militar.

Esta foi a primeira disputa eleitoral de Roveri por um cargo eletivo.

Renovação de metade da bancada

Com os três novos deputados e o retorno de Rosa Neide, a bancada mato-grossense terá renovação de quatro das oito cadeiras na Câmara Federal.

Foram reeleitos Coronel Fernanda (PL), Fábio Garcia (União), Coronel Assis (PL) e Juarez Costa (Republicanos).

Na composição partidária, o PL terá a maior bancada de Mato Grosso, com três deputados, seguido pelo União Brasil, com dois. PT, Republicanos e Podemos terão uma cadeira cada.

A nova composição da bancada mato-grossense passará a atuar em Brasília a partir de fevereiro de 2027, marcando uma mudança significativa no perfil dos representantes do Estado na Câmara dos Deputados.

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POLÍTICA MT

PT reúne militância em MT e traça estratégia para tentar reduzir vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula

Presidente estadual do partido, Rosa Neide, convocou reunião para discutir ações no segundo turno; em Mato Grosso, Lula terminou a primeira etapa da disputa com 29,18% dos votos, contra 65,15% de Flávio Bolsonaro

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O Partido dos Trabalhadores (PT) em Mato Grosso reuniu sua militância nesta segunda-feira (5) para discutir os primeiros passos da estratégia de campanha para o segundo turno da eleição presidencial. A reunião foi convocada pela presidente estadual da sigla e deputada federal eleita, Rosa Neide, com o objetivo de organizar ações para ampliar a votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no estado.

Embora Mato Grosso não seja considerado um dos principais colégios eleitorais do país pelo número de votos, o desempenho de Lula no primeiro turno acendeu um sinal de alerta para a legenda. O presidente ficou atrás do senador Flávio Bolsonaro (PL) no estado, com uma diferença expressiva.

No resultado nacional, Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos, enquanto Lula alcançou 45,16%. Em Mato Grosso, entretanto, a distância foi maior: Flávio obteve 65,15%, contra 29,18% de Lula.

Além da diferença percentual, outro dado preocupa a militância petista. Lula registrou 52.067 votos a menos em Mato Grosso na comparação com o primeiro turno de 2022, uma redução de aproximadamente 8,2%.

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Abstenção entra no radar do PT

Uma das estratégias discutidas pela legenda deverá ser a tentativa de mobilizar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno.

Em Mato Grosso, a abstenção chegou a 22,20%, o equivalente a 585.668 eleitores. Para o PT, parte desse eleitorado pode representar uma oportunidade de ampliar a votação de Lula no segundo turno.

A avaliação é que, caso a Federação Brasil da Esperança, formada por PT, PV e PCdoB, consiga mobilizar uma parcela desses eleitores, Lula poderá melhorar seu desempenho entre os mato-grossenses.

O partido também deverá contar com o trabalho direto da militância, principalmente diante da composição política do estado após o primeiro turno.

PT terá desafio de ampliar presença nas ruas

Com a eleição para o governo estadual definida já no primeiro turno, a disputa presidencial passa a concentrar parte das atenções da militância petista em Mato Grosso.

A legenda terá, porém, uma estrutura considerada mais limitada para a reta final da campanha. O PT não elegeu senador no estado e ficou com bancadas minoritárias na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) e na Câmara dos Deputados.

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Outro desafio apontado é a necessidade de organizar a mobilização sem depender de grandes deslocamentos ou de uma estrutura ampla de viagens. A estratégia, portanto, deverá envolver ações locais e articulação direta com os eleitores.

Rosa Neide convoca reunião

Diante do resultado considerado negativo para Lula em Mato Grosso, Rosa Neide convocou dirigentes e militantes para uma reunião no diretório estadual do PT, em Cuiabá.

O encontro deve servir para definir as primeiras ações do partido no segundo turno e estabelecer como a militância pretende atuar nas ruas para tentar diminuir a vantagem de Flávio Bolsonaro.

A presidente estadual da sigla terá cerca de 20 dias para coordenar a reação do partido e buscar uma recuperação no desempenho de Lula no estado.

O segundo turno será uma nova oportunidade para o PT reorganizar sua estratégia e tentar transformar parte da abstenção e dos votos de outros candidatos em apoio ao atual presidente.

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