SEM DÓ NEM PIEDADE

Mauro aniquila adversários, “mata” pedras do caminho nas urnas e sai como grande vencedor político de 2026

Ex-governador vence sua disputa, mantém seu grupo no comando do Estado com Pivetta e vê Taques, Emanuel, Fávaro, Wellington Fagundes e tradicionais grupos políticos terminarem derrotados

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As eleições de 2026 produziram vencedores e derrotados em Mato Grosso, mas Mauro Mendes saiu das urnas como um dos grandes vencedores do jogo político estadual.

Recorrendo a uma expressão exclusivamente metafórica do embate eleitoral, pode-se dizer que Mauro “matou” politicamente quem apareceu como pedra em seu caminho. Sem dó nem piedade nas urnas, enfrentou adversários históricos, venceu disputas internas e viu diferentes projetos contrários ao seu grupo terminarem derrotados.

A lista é extensa.

Pedro Taques, Emanuel Pinheiro, Carlos Fávaro, Wellington Fagundes, a família Riva e a família Campos representam diferentes capítulos dos embates travados pelo grupo liderado por Mauro Mendes.

E 2026 funcionou como uma espécie de acerto final de contas nas urnas.

PEDRO TAQUES

O ex-governador Pedro Taques, antigo aliado e posteriormente adversário de Mauro, voltou ao cenário político tentando recuperar protagonismo, mas terminou sem alcançar seu principal objetivo eleitoral.

Mauro sobreviveu ao rompimento, cresceu politicamente e chegou a 2026 muito mais forte.

EMANUEL PINHEIRO

Outro adversário histórico é Emanuel Pinheiro, com quem Mauro protagonizou uma das rivalidades políticas mais intensas dos últimos anos em Mato Grosso.

Foram sucessivos confrontos enquanto Emanuel comandava Cuiabá e Mauro governava o Estado.

Ao final desse ciclo, o grupo de Mauro chegou fortalecido a 2026, enquanto o projeto político de Emanuel não conseguiu interromper a hegemonia construída pelo adversário.

FAMÍLIA RIVA

Também ficou pelo caminho um dos grupos mais tradicionais da política estadual.

Janaina Riva entrou na disputa pelo Senado como um dos principais nomes da corrida, mas terminou fora das duas vagas.

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Mauro venceu sua eleição. O projeto da família Riva para conquistar uma cadeira no Senado, não.

FAMÍLIA CAMPOS

Talvez um dos confrontos mais simbólicos tenha ocorrido dentro do próprio campo político.

A tradicional família Campos, com Jayme Campos à frente, defendia outro caminho para a sucessão estadual. Mauro bancou a continuidade de Otaviano Pivetta e sua estratégia prevaleceu.

Depois veio o julgamento definitivo: as urnas.

Pivetta venceu e confirmou a aposta política feita por Mauro.

Foi uma demonstração de força diante de um dos grupos de maior longevidade e influência da história política de Mato Grosso.

CARLOS FÁVARO

Outro nome que entrou nessa relação de derrotados foi Carlos Fávaro.

Ex-aliado de Mauro, Fávaro seguiu outro caminho político e chegou a 2026 tentando preservar seu espaço entre as principais forças estaduais.

Mauro conquistou sua vaga no Senado, enquanto Fávaro não conseguiu alcançar o mesmo objetivo.

A fotografia final das urnas colocou os antigos aliados em posições completamente diferentes no tabuleiro.

WELLINGTON FAGUNDES: A DERROTA MAIS CONTUNDENTE

Mas faltava um nome fundamental nessa lista: Wellington Fagundes.

Wellington entrou na disputa pelo Governo como o principal adversário do projeto de continuidade representado por Pivetta. Durante a campanha, protagonizou embates duros com o grupo governista e tentou encerrar o ciclo político iniciado por Mauro Mendes.

Não conseguiu.

A aposta de Mauro venceu, e Wellington sofreu uma das derrotas mais significativas de sua trajetória política.

Nesse caso, Mauro sequer precisou estar pessoalmente na disputa pelo Palácio Paiaguás. Pivetta foi para a urna representando a continuidade do projeto e derrotou Wellington de maneira contundente.

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Politicamente, portanto, Mauro também “matou” Wellington Fagundes nas urnas.

Wellington tentou derrubar o projeto de Mauro. O resultado foi exatamente o contrário: o grupo de Mauro permaneceu no Governo e saiu ainda mais fortalecido.

“MATOU” TODO MUNDO — POLITICAMENTE

Quando se coloca o resultado completo sobre a mesa, a dimensão da vitória fica ainda mais evidente.

“Matou” Taques politicamente. Derrotou Emanuel Pinheiro. Venceu a queda de braço contra o projeto da família Campos. Viu a família Riva perder sua principal batalha. Superou Carlos Fávaro. E, através da vitória esmagadora de Pivetta, “matou” também o projeto de Wellington Fagundes de chegar ao Palácio Paiaguás.

Não houve mortos nem feridos — a expressão é exclusivamente uma metáfora para derrotas eleitorais e políticas.

Mas, no tabuleiro de 2026, houve uma coleção de derrotados.

SEM DÓ NEM PIEDADE

Resumindo: Mauro Mendes passou como um trator sobre seus principais adversários políticos.

No sentido figurado, “matou” todo mundo.

Taques, Emanuel, Fávaro, Wellington, o projeto dos Riva e a estratégia dos Campos: um a um, seus principais obstáculos políticos ficaram pelo caminho.

Mauro ganhou sua própria eleição, viu seu sucessor vencer o Governo e terminou o processo eleitoral com seu grupo no comando do Estado.

Sem dó nem piedade eleitoral, Mauro Mendes rebentou projetos adversários, superou velhas rivalidades e saiu das eleições de 2026 como um dos grandes vencedores do jogo político de Mato Grosso.

Depois de tantos embates, rompimentos e confrontos acumulados ao longo dos últimos anos, Mauro teve nas urnas a última palavra.

E a última palavra foi vitória.

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POLÍTICA MT

Podemos conquista seis cadeiras e terá maior bancada na Assembleia Legislativa de MT

PL e Republicanos ficam com quatro deputados cada; Lúdio Cabral liderou a votação individual, seguido por Max Russi

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O Podemos saiu das eleições de 2026 com a maior bancada da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT). O partido conquistou seis das 24 cadeiras do Parlamento estadual e terá a maior representação na próxima legislatura.

Na votação individual, Lúdio Cabral (PT) apareceu na primeira colocação, com 84.308 votos. Logo atrás ficou Max Russi (Podemos), atual presidente da Assembleia Legislativa, que recebeu 84.025 votos.

Gilberto Cattani (PL) somou 67.975 votos, enquanto Samantha do Abílio (PL) alcançou 57.189. Na sequência aparecem Ulysses Moraes (Podemos), com 54.842 votos, e Dr. João (MDB), com 54.502.

Entre os mais votados também estão Beto Dois a Um (Podemos), que recebeu 53.540 votos; Dilmar Dal Bosco (União), com 53.137; Alessandra Ferreira (Podemos), com 50.374; e Léo Bortolin (MDB), que terminou a disputa com 49.623 votos.

Apesar da classificação individual, o número de votos de cada candidato não determina sozinho a eleição para deputado estadual. O preenchimento das vagas considera as regras do sistema proporcional e o desempenho das legendas e federações.

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Nesse cenário, o Podemos garantiu seis cadeiras e formará a maior bancada da próxima legislatura. PL e Republicanos conquistaram quatro vagas cada, enquanto o MDB ficou com três.

As federações União Progressista, Brasil da Esperança e PSDB Cidadania conquistaram duas cadeiras cada. O PSD completou a composição partidária apresentada no resultado, com uma vaga.

A nova configuração da Assembleia mostra uma distribuição das 24 cadeiras entre diferentes grupos políticos, mas coloca o Podemos em posição de destaque no Legislativo estadual a partir do próximo mandato.

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