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Trilha Brigadeiro Caparaó conecta parques e revela paisagens da Mata Atlântica em Minas Gerais

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Entre florestas de Mata Atlântica, estradas de terra, comunidades rurais e áreas protegidas, a Trilha de Longo Curso Brigadeiro Caparaó convida os visitantes a conhecer, a pé, diferentes paisagens da Zona da Mata Mineira. O percurso conecta o Parque Estadual da Serra do Brigadeiro ao Parque Nacional do Caparaó e tem como ponto culminante o Pico da Bandeira.

Com aproximadamente 250 quilômetros de extensão e duração estimada de 15 dias, a trilha é percorrida a pé e passa pelos municípios de Fervedouro, Araponga, Divino, Carangola, Caparaó e Espera Feliz. 

A experiência vai além da caminhada. Ao longo do percurso, os visitantes encontram áreas de Mata Atlântica, propriedades rurais e comunidades que ajudam a revelar características da vida e da produção locais. A agricultura familiar ocupa lugar de destaque nesse cenário, aproximando turismo, conservação ambiental e geração de renda no campo.

Natureza e biodiversidade

Um dos principais destaques da região é o Muriqui-do-Norte, maior primata das Américas e espécie ameaçada de extinção. A área abriga grupos desses animais, que podem ser observados em seu ambiente natural. A biodiversidade da Mata Atlântica também está presente na fauna e na flora encontradas ao longo da região.

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A trilha ainda atravessa territórios marcados por referências históricas e culturais. O caminho recupera antigas rotas usadas por tropeiros e passa por territórios relacionados à presença e à resistência do povo indígena puri.

Para quem percorre a região, a experiência inclui a produção de cafés especiais. A Zona da Mata Mineira reúne propriedades onde é possível conhecer o caminho do café desde a lavoura até a xícara, aproximando os visitantes da produção rural e dos sabores característicos do território.

Para chegar à região de início da trilha, o acesso indicado é pela BR-116 até Fervedouro (MG). De lá, os visitantes devem seguir pela BR-482 até a entrada do Parque Estadual da Serra do Brigadeiro, no sentido de Araponga (MG).

Por Isadora Lionço
Assessoria de Comunicação Social do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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Iniciativa promove checagem de notícias em escola de Sergipe

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No Centro de Excelência Atheneu Sergipense, em Aracaju (SE), o professor Ronney Santos deu início ao projeto Observa! Observatório de Desinformação, que mobiliza estudantes do terceiro ano do ensino médio para fazer a checagem de notícias. O projeto foi criado ainda em 2022, após o professor abordar, durante as aulas de preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a questão das fake news e o impacto que elas têm na sociedade. A partir da discussão, os estudantes se interessaram pelo tema, o que também levou o docente a pesquisar mais a fundo. Hoje, Rooney segue avançando com o projeto, agora em escolas do interior do estado. 

“O projeto surgiu da vontade de ajudar os estudantes a lidarem com a quantidade de informações que chegam para eles todos os dias nas redes sociais”, informou Ronney. “Na prática, a gente desenvolve um clube de checagem na escola, com os estudantes divididos em grupos. A partir desse momento, eles vão buscar conteúdos que são compartilhados na internet para analisar a veracidade, comparar textos e buscar evidências. O maior resultado do nosso projeto foi contribuir para o desenvolvimento do pensamento e do olhar crítico de cada estudante diante das informações passadas.” 

 Assista ao vídeo:

Para compreender como a desinformação se originava e se espalhava, Ronney passou a acompanhar perfis de diferentes vertentes ideológicas e se surpreendeu com a facilidade com que informações falsas circulavam. Depois da coleta de fake news, os estudantes participam de uma roda de conversa para discutir os achados e suas impressões. A atividade ajuda a turma a perceber que qualquer pessoa, inclusive eles próprios, poderia compartilhar desinformação se não verificasse a credibilidade das fontes e dos canais de comunicação.  

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Ao aprender como conteúdos falsos são produzidos e circulam, os alunos passaram a atuar como referências sobre o tema em suas famílias e comunidades. Como recurso para a argumentação, os estudantes foram encorajados a utilizar preceitos de comunicação não violenta, como substituir o enfrentamento pela curiosidade em relação ao outro. 

À medida que o projeto foi se desenvolvendo e ganhando apoio de novos professores, foram criadas iniciativas, inclusive em outras escolas da região, como o Centro de Excelência Professor Abelardo Romero Dantas, em Lagarto. Outro desdobramento do projeto foi o Observa! Delas, no qual alunas se dedicaram a identificar discursos misóginos nas redes sociais. Essa iniciativa teve apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa e à Inovação Tecnológica do Estado de Sergipe (Fapitec), e duas estudantes receberam bolsas de estudo da entidade para pesquisar discursos de ódio contra meninas e mulheres na internet. 

A iniciativa também recebeu apoio do Mangue Jornalismo, portal de mídia independente de Sergipe, e da Liga Acadêmica de Ciência de Dados da Universidade Federal de Sergipe (Ladata), que se uniram ao Observa! Observatório de Desinformação por meio de um consórcio. Os alunos realizaram uma série chamada Na Boca do Povo, na qual, semanalmente, verificavam, com o apoio da Ladata, a veracidade de informações relevantes sobre as eleições municipais que circulavam nas redes. O conteúdo em vídeo, produzido em linguagem jovem e acessível, era editado e publicado no portal e nas redes sociais do Mangue Jornalismo. 

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Semana de Educação Midiática – Entre os dias 4 e 10 de novembro, o Ministério da Educação (MEC) participa da 4ª edição da Semana Brasileira de Educação Midiática, realizada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR). O evento busca promover o pensamento crítico, a cidadania digital, a checagem de fontes e o combate à desinformação. 

A proposta do MEC no encontro é debater o desenvolvimento do letramento digital na educação básica e divulgar como a temática é inserida, de forma transversal e integradora, nos currículos escolares. Educadores, estudantes, pesquisadores e organizações de todo o Brasil têm até 20 de outubro para inscrever suas ações no Mapa de Iniciativas. A programação completa está disponível na página oficial do evento.  

Assessoria de Comunicação Social do MEC 

Fonte: Ministério da Educação

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