Possibilidade de vitória

Cidinho vê possibilidade de vitória de Pivetta no 1º turno e cita continuidade de projeto em MT

Ex-senador afirma que resultado dependerá do aumento do conhecimento sobre o candidato e defende manutenção do grupo político no Governo do Estado

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O ex-senador Cidinho Santos (PP), primeiro suplente na chapa de Mauro Mendes (União) ao Senado e um dos coordenadores da campanha de Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou que considera possível uma vitória do governador ainda no primeiro turno das eleições para o Governo de Mato Grosso. Segundo Cidinho, o desempenho de Pivetta na reta final dependerá principalmente da capacidade de ampliar o conhecimento do eleitorado sobre sua candidatura.

“Estamos trabalhando, mas depende muito do eleitor, do Pivetta se tornar mais conhecido ainda nesse pouco tempo que nós temos. Mas tem possibilidade. Se não tiver possibilidade, nós vamos para o segundo turno”, declarou Cidinho.

O ex-senador também relacionou a candidatura de Pivetta à continuidade do projeto político iniciado durante a gestão do ex-governador Mauro Mendes. Segundo ele, o grupo trabalha com a perspectiva de manter a atual linha administrativa por um período de 12 anos.

“Na verdade nós estamos em um projeto, um projeto que começou, tem sete, quase oito anos com o Mauro Mendes. Então é um projeto de continuidade que fala-se 12 anos de prosperidade para o Estado, e essa descontinuidade seria muito ruim para o Estado de Mato Grosso”, afirmou.

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Cidinho é candidato à primeira suplência na chapa de Mauro Mendes e participou das articulações que levaram o grupo do Progressistas a apoiar a candidatura de Pivetta ao Governo. Ele também foi escolhido por Pivetta para atuar como um dos coordenadores da campanha, com atividades em Cuiabá e no interior do Estado.

Na avaliação do ex-senador, caso a disputa avance para um eventual segundo turno, o histórico da atual gestão será um dos elementos apresentados ao eleitorado durante a campanha. A afirmação, contudo, representa a avaliação de Cidinho sobre o cenário eleitoral, e não uma previsão independente sobre o resultado da eleição.

A pesquisa Quaest mais recente, divulgada em 25 de setembro, registrou Pivetta com 29% das intenções de voto no cenário estimulado, contra 27% de Wellington Fagundes (PL) e 11% de Doutora Natasha (PSD). A margem de erro é de três pontos percentuais, o que coloca os dois primeiros candidatos dentro da margem de erro. O levantamento ouviu 804 eleitores de Mato Grosso entre os dias 21 e 24 de setembro e tem 95% de nível de confiança. 

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Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Pivetta passou de 9% para 16%, enquanto Wellington Fagundes avançou de 6% para 9%. O percentual de eleitores que ainda não indicaram candidato permanece elevado nesse formato de levantamento. 

Em eventual segundo turno entre Pivetta e Wellington, a mesma pesquisa registrou 41% para Wellington e 36% para Pivetta, com margem de erro de três pontos percentuais. Esses números representam a fotografia da pesquisa realizada entre 21 e 24 de setembro e não constituem previsão do resultado eleitoral.

Com informações do HNT

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POLÍTICA MT

Janaína Riva apresenta propostas para mulheres, segurança e famílias de Mato Grosso

Candidata ao Senado afirma que pretende levar ao Congresso pautas de combate à violência, enfrentamento ao crime organizado e desenvolvimento do Estado

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A candidata ao Senado Janaína Riva (MDB) afirmou que pretende levar a Brasília propostas voltadas ao combate à violência contra mulheres e crianças, ao enfrentamento do crime organizado e à proteção das famílias de Mato Grosso. Em entrevista à Rádio Cidade de Alto Araguaia, a candidata também respondeu às críticas feitas pelo deputado federal José Medeiros (PL) e defendeu que sua candidatura possui um projeto próprio para o Estado.

Janaína afirmou que não pretende mais ocupar apenas o papel de apoiadora política sem receber apoio em suas próprias disputas eleitorais. Segundo ela, nas eleições anteriores, chegou a aparecer em materiais do PL ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro para apoiar Medeiros.

“Eu apoiei esse candidato nas últimas eleições. Ele mandou fazer material do PL com a minha foto e com a foto do presidente Bolsonaro. Eu só servi para apoiar, eu não sirvo para ser apoiada”, declarou. A candidata disse ainda que não pretende repetir esse cenário.

Ao comentar a participação feminina na política, Janaína afirmou que a reação à sua candidatura demonstra, em sua avaliação, diferenças entre o discurso de incentivo à presença das mulheres e a disputa por espaços de poder. “Quando uma mulher coloca em risco o mandato de um homem, reagem desse jeito”, afirmou.

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Entre as propostas apresentadas pela candidata está o endurecimento das penas para crimes como estupro, pedofilia e feminicídio. Ela também defendeu o aumento de recursos e o uso de tecnologia para investigar a estrutura financeira de organizações criminosas. Segundo Janaína, a demanda surgiu após conversas que manteve com 24 delegados.

A candidata também citou infraestrutura e atração de novas indústrias como prioridades para o desenvolvimento econômico de Mato Grosso. Na área social, defendeu a ampliação da oferta de moradias, creches com horário estendido e escolas em período integral.

Segundo Janaína, a oferta de alimentação, atividades educacionais e esportivas no contraturno escolar pode contribuir para afastar crianças e adolescentes da possibilidade de recrutamento pelo crime organizado.

“Eu quero ser senadora de Mato Grosso, porque eu entendo que o Senado é um espaço que vai muito além de colocar esparadrapo na cara, que vai muito além de ficar cortando melancia, é um lugar para tratar de pautas sérias. O Brasil tem problemas sérios que nós precisamos enfrentar”, afirmou.

Ao final da entrevista, Janaína declarou que pretende conquistar um dos dois votos que cada eleitor poderá dar para o Senado e afirmou que considera importante ampliar a presença feminina na disputa. Ela disse, porém, que o segundo voto deve ficar a critério de cada eleitor.

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“Eu defendo que ao menos um dos votos nessa eleição seja para uma mulher. Que não for para mim, para outra candidata mulher, mas eu defendo a participação feminina nessa eleição”, finalizou. 

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