ELEIÇÕES 2026 / PESQUISA

Flávio Bolsonaro aparece à frente de Lula em cenário de segundo turno, aponta Quaest

Senador marca 42% das intenções de voto contra 40% do presidente; no primeiro turno, Lula lidera com 36%, enquanto Flávio tem 31%

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Uma nova pesquisa Quaest sobre a corrida presidencial de 2026 mostra um cenário de disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL). Em uma eventual disputa de segundo turno, Flávio aparece numericamente à frente, com 42% das intenções de voto, contra 40% de Lula.

Apesar da vantagem de dois pontos percentuais para o senador, o resultado está dentro da margem de erro da pesquisa, o que indica um cenário de empate técnico.

No levantamento anterior da Quaest, divulgado em 7 de setembro, os dois apareciam empatados em 41% no segundo turno. Agora, Flávio oscilou positivamente um ponto, enquanto Lula recuou um ponto.

Lula lidera no primeiro turno

No cenário estimulado de primeiro turno, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Lula permanece na liderança, com 36% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro aparece em segundo lugar, com 31%.

Na sequência estão Augusto Cury (Avante), com 7%; Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD), com 4% cada; e Romeu Zema (Novo), com 1%.

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Brancos, nulos e eleitores que afirmam não votar somam 8%, enquanto 10% ainda estão indecisos.

No levantamento espontâneo, quando os entrevistados não recebem uma lista de candidatos, Lula aparece com 28% e Flávio Bolsonaro com 23%. Augusto Cury registra 3%, enquanto Ronaldo Caiado, Renan Santos e Jair Bolsonaro aparecem com 1% cada. O índice de indecisos chega a 41%.

Cenários de segundo turno

Além da disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro, a pesquisa simulou confrontos entre o presidente e outros nomes cotados para a eleição.

Contra Augusto Cury, Lula aparece com 38%, enquanto o candidato do Avante registra 36%. No cenário com Ronaldo Caiado, Lula tem 41%, contra 39% do governador de Goiás.

Já diante de Renan Santos, o presidente marca 41%, contra 38% do candidato do Missão. No confronto com Romeu Zema, Lula amplia a vantagem e aparece com 45%, contra 33% do governador de Minas Gerais.

O levantamento também aponta que a disputa entre Lula e Flávio é a mais equilibrada entre os cenários apresentados.

Pesquisa ouviu 2.004 pessoas

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A Quaest entrevistou 2.004 eleitores presencialmente entre os dias 10 e 13 de setembro. A pesquisa possui nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O levantamento foi contratado pela Globo e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-03607/2026.

Os números refletem o cenário eleitoral no período em que as entrevistas foram realizadas e podem sofrer alterações até a definição das candidaturas e o início efetivo da campanha eleitoral.

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POLÍTICA NACIONAL

TSE barra candidatura de Pablo Marçal à Presidência e mantém político inelegível até 2032

Decisão foi unânime e considerou condenação da Justiça Eleitoral de São Paulo por conduta nas eleições municipais de 2024

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu, por unanimidade, rejeitar o registro da candidatura de Pablo Marçal à Presidência da República. A decisão foi tomada nesta sexta-feira (11), com os sete ministros da Corte votando pelo indeferimento do pedido apresentado por Marçal e pelo PRTB.

A relatora do processo, ministra Estela Aranha, votou pela rejeição do registro. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Ricardo Villas Bôas, Nunes Marques, André Mendonça, Antônio Carlos Ferreira, Floriano Peixoto e Dias Toffoli.

Com a decisão, Marçal permanece inelegível até 2032. A restrição decorre de uma condenação da Justiça Eleitoral de São Paulo relacionada às eleições municipais de 2024.

CONDENAÇÃO

Segundo o processo, Marçal foi condenado por oferecer gravações de vídeos para candidatos a vereador e prefeito em troca de doações em dinheiro durante a campanha eleitoral de 2024.

A condenação passou a produzir efeitos sobre sua situação eleitoral e foi utilizada como fundamento para o pedido de indeferimento do registro de candidatura apresentado ao TSE.

Além da questão relacionada à condenação, o Ministério Público Federal também havia se manifestado contra o registro. O órgão apontou que Marçal não estava filiado ao PRTB dentro do prazo exigido pela legislação eleitoral para disputar o pleito.

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De acordo com a manifestação do MPF, em abril deste ano, quando terminou o prazo da janela partidária para troca de legenda, Marçal ainda estava filiado ao União Brasil. Posteriormente, ele passou a integrar o PRTB.

DECISÃO UNÂNIME

O julgamento encerrou a tentativa de Marçal de disputar a Presidência da República nas condições apresentadas no pedido de registro.

A decisão foi tomada de forma unânime pelo plenário do TSE, consolidando o entendimento de que o candidato não poderia ter o registro deferido diante dos impedimentos apontados no processo.

A inelegibilidade, conforme informado no julgamento, permanece até 2032.

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