REDUÇÃO DE DANOS
Mauro prevê colapso na receita com reforma tributária e vai propor novo modelo até 2033
Candidato ao Senado afirma que mudanças podem reduzir receitas públicas e a competitividade de Mato Grosso e defende correções para evitar impactos sobre estados produtores
O candidato ao Senado Mauro Mendes afirmou que a reforma tributária poderá provocar uma forte redução da receita pública a partir de 2033 e defendeu que o novo modelo seja acompanhado e ajustado pelo Congresso Nacional para evitar prejuízos aos estados produtores, como Mato Grosso. A declaração foi feita durante o Diálogos com os Candidatos ao Senado, realizado nesta quarta-feira (09.08), promovido pela Aliança do Setor Produtivo, composto pela FIEMT, Fecomércio e Famato.

Mauro classificou como preocupante o impacto que a mudança poderá produzir sobre as contas públicas, principalmente pela alteração na forma de arrecadação e pela perda de instrumentos utilizados pelos estados para atrair investimentos e compensar dificuldades estruturais, como a distância dos grandes mercados consumidores.
“Eu temo em dizer, sem muito medo de errar, que isso vai dar um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Seguramente vai acontecer lá em 2033”, afirmou Mauro, ao alertar para os efeitos da transição para o novo sistema tributário.

Na avaliação do candidato ao Senado, Mato Grosso está entre os estados que precisam acompanhar de perto a transição porque possui uma economia fortemente baseada na produção e exportação de commodities. Ele argumenta que a mudança pode beneficiar determinados setores e regiões, enquanto estados produtores podem perder competitividade com o fim de mecanismos que hoje ajudam a compensar custos de produção e logística.
“Acredito que, até hoje, a grande maioria das pessoas não sabe exatamente o que foi aprovado e qual será o impacto da reforma tributária. Ela é extremamente favorável aos exportadores, porque foi construída com o objetivo de facilitar, melhorar e reduzir a carga tributária de quem exporta. Quem exporta no país terá ganhos gigantescos com a redução dos custos tributários. O problema é que quem não exporta poderá enfrentar grandes dificuldades”.
O candidato também criticou a profundidade do debate político sobre a reforma. Segundo ele, decisões com impacto de longo prazo exigem uma análise mais detalhada dos efeitos sobre a arrecadação, a atividade econômica e a capacidade de investimento dos estados.
“Os políticos brasileiros, de maneira geral, não mergulham com profundidade nos temas. Nos últimos anos, a política no Brasil ficou muito rasa: o político faz um discurso, busca visibilidade, se elege e muitas vezes não entrega aquilo que prometeu. No caso da reforma tributária, eu temo, sem muito medo de errar, que teremos um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Se os exportadores não vão pagar, quem vai arcar com os custos de uma máquina pública que aumenta dia após dia? Nós vamos ter um grande colapso. Se ele não acontecer até 2032, seguramente vai acontecer em 2033”.
Mauro defendeu que sua experiência à frente do Governo de Mato Grosso poderá ser utilizada no Senado justamente para atuar em discussões que tenham impacto direto sobre a economia estadual. Para ele, o próximo passo deve ser acompanhar a regulamentação e a implementação da reforma e trabalhar para que eventuais distorções sejam corrigidas antes que produzam efeitos mais severos sobre as contas públicas e a competitividade de Mato Grosso.
“É por isso que eu me candidato ao Senado, porque acredito que com essa experiência acumulada eu posso entregar muito resultado como senador por Mato Grosso”, afirmou.
POLÍTICA MT
Virgínia defende Pivetta como continuidade da gestão Mauro e cita obras que ainda precisam ser concluídas
Candidata a deputada federal afirma que atual grupo político deve dar sequência a projetos como hospitais, habitação e BRT em Mato Grosso
A candidata a deputada federal Virgínia Mendes defendeu o nome de Otaviano Pivetta como representante da continuidade do projeto político e administrativo conduzido pelo ex-governador Mauro Mendes em Mato Grosso. A declaração ocorreu durante encontro realizado na terça-feira (8), no Barones, em Cuiabá.
Durante a reunião, Virgínia afirmou que Mauro deixa um legado importante para o Estado e avaliou que a continuidade do atual grupo político seria necessária para dar andamento a projetos iniciados durante sua gestão.
“Eu acho que o Pivetta vem como continuação para continuar esse trabalho que Mauro fez, porque a gente tem muitas obras para entregar”, afirmou.
Segundo a candidata, entre as principais demandas para a próxima gestão estão a conclusão de hospitais, obras de infraestrutura e mobilidade urbana, além do sistema de Bus Rapid Transit (BRT) em Cuiabá.
Virgínia declarou que existem hospitais com recursos disponíveis, mas que ainda dependem da execução das obras. Ela também citou intervenções de mobilidade que permanecem em andamento.
“Tem muitos hospitais praticamente com dinheiro na conta, mas falta tocar o hospital, faltam muitas obras para serem terminadas, falta o BRT ser terminado”, disse.
Críticas à gestão municipal
Ao comentar especificamente o BRT, Virgínia atribuiu parte dos atrasos enfrentados pelo projeto à administração do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro. De acordo com ela, o Governo do Estado encontrou dificuldades para avançar com as intervenções dentro da capital.
“Na época, Emanuel Pinheiro segurou dois anos parado dentro de Cuiabá. A gente não podia entrar dentro de Cuiabá, então a obra não terminou”, afirmou.
A declaração ocorre em meio às discussões sobre a sucessão estadual e à defesa, por parte do grupo político ligado a Mauro Mendes, da manutenção de uma linha de gestão voltada à conclusão de obras e projetos estruturantes.
Atuação social
Durante o encontro, Virgínia também destacou sua participação voluntária em programas sociais desenvolvidos durante as gestões de Mauro Mendes, tanto no Governo do Estado quanto na Prefeitura de Cuiabá.
Entre as iniciativas mencionadas estão o Ser Família, ações na área de habitação, segurança alimentar e qualificação profissional.
“Eu fui voluntária dentro do Governo do Estado, como também fui voluntária na prefeitura quando Mauro foi prefeito. Trabalhei com coração, com amor”, afirmou.
A candidata também citou a entrega e contratação de mais de 40 mil moradias como parte da política habitacional defendida pelo grupo. Segundo Virgínia, a experiência acumulada nessa área deverá ser levada para a Câmara dos Deputados caso seja eleita.
A defesa de Pivetta como nome de continuidade reforça a estratégia do grupo político de apresentar a próxima disputa pelo Governo de Mato Grosso como uma escolha entre a manutenção das políticas atualmente implementadas e novos projetos para o Estado.
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