PARANÁ PESQUISAS- ELEIÇÕES 2026
Mauro Mendes se consolida ao senado e Janaina abre 10 pontos do terceiro colocado
Pesquisa Paraná Pesquisas mostra ex-governador na liderança, enquanto Fávaro e Taques aparecem tecnicamente empatados
O ex-governador Mauro Mendes (União) ampliou a vantagem na disputa por uma das vagas ao Senado por Mato Grosso e chegou a 55% das intenções de voto, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (9).
Na pesquisa estimulada, em que o eleitor pode escolher até dois nomes, a deputada estadual Janaína Riva (MDB) aparece na segunda colocação, com 31,5%. Na sequência está o deputado federal Zé Medeiros (PL), com 21,4%.
O senador Fávaro (PSD) registra 16,6%, enquanto o ex-governador Pedro Taques (PSB) aparece com 15,6%. Os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro.
Em comparação com o levantamento anterior, Mauro Mendes cresceu de 52,3% para 55%, enquanto Janaína Riva oscilou de 33,7% para 31,5%. Zé Medeiros avançou de 18,8% para 21,4%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Mendes também lidera, com 21,7%, seguido por Zé Medeiros, com 10,1%, e Janaína Riva, com 9,2%. Mais da metade dos entrevistados, 51,4%, não soube ou não quis indicar nenhum nome.
O levantamento ouviu 1.352 eleitores em 52 municípios de Mato Grosso, entre os dias 6 e 8 de setembro de 2026, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-01505/2026. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O instituto informou ainda que 406 entrevistas, o equivalente a 30% da amostra, foram auditadas.
POLÍTICA MT
Mauro prevê colapso na receita com reforma tributária e vai propor novo modelo até 2033
Candidato ao Senado afirma que mudanças podem reduzir receitas públicas e a competitividade de Mato Grosso e defende correções para evitar impactos sobre estados produtores
O candidato ao Senado Mauro Mendes afirmou que a reforma tributária poderá provocar uma forte redução da receita pública a partir de 2033 e defendeu que o novo modelo seja acompanhado e ajustado pelo Congresso Nacional para evitar prejuízos aos estados produtores, como Mato Grosso. A declaração foi feita durante o Diálogos com os Candidatos ao Senado, realizado nesta quarta-feira (09.08), promovido pela Aliança do Setor Produtivo, composto pela FIEMT, Fecomércio e Famato.

Mauro classificou como preocupante o impacto que a mudança poderá produzir sobre as contas públicas, principalmente pela alteração na forma de arrecadação e pela perda de instrumentos utilizados pelos estados para atrair investimentos e compensar dificuldades estruturais, como a distância dos grandes mercados consumidores.
“Eu temo em dizer, sem muito medo de errar, que isso vai dar um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Seguramente vai acontecer lá em 2033”, afirmou Mauro, ao alertar para os efeitos da transição para o novo sistema tributário.

Na avaliação do candidato ao Senado, Mato Grosso está entre os estados que precisam acompanhar de perto a transição porque possui uma economia fortemente baseada na produção e exportação de commodities. Ele argumenta que a mudança pode beneficiar determinados setores e regiões, enquanto estados produtores podem perder competitividade com o fim de mecanismos que hoje ajudam a compensar custos de produção e logística.
“Acredito que, até hoje, a grande maioria das pessoas não sabe exatamente o que foi aprovado e qual será o impacto da reforma tributária. Ela é extremamente favorável aos exportadores, porque foi construída com o objetivo de facilitar, melhorar e reduzir a carga tributária de quem exporta. Quem exporta no país terá ganhos gigantescos com a redução dos custos tributários. O problema é que quem não exporta poderá enfrentar grandes dificuldades”.
O candidato também criticou a profundidade do debate político sobre a reforma. Segundo ele, decisões com impacto de longo prazo exigem uma análise mais detalhada dos efeitos sobre a arrecadação, a atividade econômica e a capacidade de investimento dos estados.
“Os políticos brasileiros, de maneira geral, não mergulham com profundidade nos temas. Nos últimos anos, a política no Brasil ficou muito rasa: o político faz um discurso, busca visibilidade, se elege e muitas vezes não entrega aquilo que prometeu. No caso da reforma tributária, eu temo, sem muito medo de errar, que teremos um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Se os exportadores não vão pagar, quem vai arcar com os custos de uma máquina pública que aumenta dia após dia? Nós vamos ter um grande colapso. Se ele não acontecer até 2032, seguramente vai acontecer em 2033”.
Mauro defendeu que sua experiência à frente do Governo de Mato Grosso poderá ser utilizada no Senado justamente para atuar em discussões que tenham impacto direto sobre a economia estadual. Para ele, o próximo passo deve ser acompanhar a regulamentação e a implementação da reforma e trabalhar para que eventuais distorções sejam corrigidas antes que produzam efeitos mais severos sobre as contas públicas e a competitividade de Mato Grosso.
“É por isso que eu me candidato ao Senado, porque acredito que com essa experiência acumulada eu posso entregar muito resultado como senador por Mato Grosso”, afirmou.
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