ELEIÇÕES 2026 - PARANÁ PESQUISAS
Pivetta amplia vantagem e eleição pode ser decidida no primeiro turno, Wellington cai
Pesquisa Paraná Pesquisas aponta liderança do governador e possibilidade de vitória no primeiro turno
O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ampliou a vantagem na corrida pelo Governo de Mato Grosso e chegou a 40,8% das intenções de voto, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (9).
Na pesquisa estimulada, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Pivetta aparece à frente do senador Wellington Fagundes (PL), que registra 30%, e da médica Natasha Slhessarenko (PSD), com 12%.
O sargento Laudicério Machado (Agir) aparece com 1,7%. Os demais candidatos somam menos de 1% cada. Nenhum, branco ou nulo representam 8,3%, enquanto outros 8,3% dos entrevistados ainda estão indecisos.
Pivetta cresce e Fagundes recua
Na comparação com o levantamento anterior do mesmo instituto, realizado em agosto, Pivetta passou de 39% para 40,8%. Já Fagundes apresentou queda de 35% para 30%.
Natasha, por outro lado, registrou crescimento e passou de 8,7% para 12%.
Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados, 49,6% dos entrevistados não souberam apontar um candidato. Entre aqueles que mencionaram algum nome, Pivetta aparece novamente na liderança, com 24,4%, seguido por Fagundes, com 14,3%, e Natasha, com 5,1%.
Governador também lidera em eventual segundo turno
O levantamento também simulou um eventual segundo turno entre Pivetta e Fagundes. Nesse cenário, o governador aparece com 47,2% das intenções de voto, contra 38,3% do senador.
A vantagem de Pivetta aumentou em relação à pesquisa de agosto, quando o cenário registrava 44,3% contra 40,8%.
O resultado também representa uma inversão em relação a dezembro de 2025, quando Fagundes liderava o confronto por 48,6% a 32,8%.
De acordo com o levantamento, Pivetta apresenta melhor desempenho entre os homens, com 44,8%, entre eleitores de 45 a 59 anos, com 46,2%, e entre pessoas que afirmam frequentar cultos ou missas.
Fagundes aparece com maior rejeição
Na pesquisa de rejeição, em que o eleitor pode indicar mais de um candidato, Fagundes lidera com 25,7%. Natasha aparece em seguida, com 24,2%, enquanto Pivetta registra 19,3%.
Segundo o levantamento, a rejeição de Natasha cresceu em comparação com a pesquisa anterior.
Pesquisa ouviu 1.352 eleitores
A pesquisa foi realizada entre os dias 6 e 8 de setembro de 2026, por meio de entrevistas pessoais e domiciliares em 52 municípios de Mato Grosso.
Ao todo, foram entrevistados 1.352 eleitores. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número MT-01505/2026. Segundo o instituto, 406 entrevistas, o equivalente a pelo menos 30% da amostra, foram auditadas.
POLÍTICA MT
Mauro prevê colapso na receita com reforma tributária e vai propor novo modelo até 2033
Candidato ao Senado afirma que mudanças podem reduzir receitas públicas e a competitividade de Mato Grosso e defende correções para evitar impactos sobre estados produtores
O candidato ao Senado Mauro Mendes afirmou que a reforma tributária poderá provocar uma forte redução da receita pública a partir de 2033 e defendeu que o novo modelo seja acompanhado e ajustado pelo Congresso Nacional para evitar prejuízos aos estados produtores, como Mato Grosso. A declaração foi feita durante o Diálogos com os Candidatos ao Senado, realizado nesta quarta-feira (09.08), promovido pela Aliança do Setor Produtivo, composto pela FIEMT, Fecomércio e Famato.

Mauro classificou como preocupante o impacto que a mudança poderá produzir sobre as contas públicas, principalmente pela alteração na forma de arrecadação e pela perda de instrumentos utilizados pelos estados para atrair investimentos e compensar dificuldades estruturais, como a distância dos grandes mercados consumidores.
“Eu temo em dizer, sem muito medo de errar, que isso vai dar um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Seguramente vai acontecer lá em 2033”, afirmou Mauro, ao alertar para os efeitos da transição para o novo sistema tributário.

Na avaliação do candidato ao Senado, Mato Grosso está entre os estados que precisam acompanhar de perto a transição porque possui uma economia fortemente baseada na produção e exportação de commodities. Ele argumenta que a mudança pode beneficiar determinados setores e regiões, enquanto estados produtores podem perder competitividade com o fim de mecanismos que hoje ajudam a compensar custos de produção e logística.
“Acredito que, até hoje, a grande maioria das pessoas não sabe exatamente o que foi aprovado e qual será o impacto da reforma tributária. Ela é extremamente favorável aos exportadores, porque foi construída com o objetivo de facilitar, melhorar e reduzir a carga tributária de quem exporta. Quem exporta no país terá ganhos gigantescos com a redução dos custos tributários. O problema é que quem não exporta poderá enfrentar grandes dificuldades”.
O candidato também criticou a profundidade do debate político sobre a reforma. Segundo ele, decisões com impacto de longo prazo exigem uma análise mais detalhada dos efeitos sobre a arrecadação, a atividade econômica e a capacidade de investimento dos estados.
“Os políticos brasileiros, de maneira geral, não mergulham com profundidade nos temas. Nos últimos anos, a política no Brasil ficou muito rasa: o político faz um discurso, busca visibilidade, se elege e muitas vezes não entrega aquilo que prometeu. No caso da reforma tributária, eu temo, sem muito medo de errar, que teremos um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Se os exportadores não vão pagar, quem vai arcar com os custos de uma máquina pública que aumenta dia após dia? Nós vamos ter um grande colapso. Se ele não acontecer até 2032, seguramente vai acontecer em 2033”.
Mauro defendeu que sua experiência à frente do Governo de Mato Grosso poderá ser utilizada no Senado justamente para atuar em discussões que tenham impacto direto sobre a economia estadual. Para ele, o próximo passo deve ser acompanhar a regulamentação e a implementação da reforma e trabalhar para que eventuais distorções sejam corrigidas antes que produzam efeitos mais severos sobre as contas públicas e a competitividade de Mato Grosso.
“É por isso que eu me candidato ao Senado, porque acredito que com essa experiência acumulada eu posso entregar muito resultado como senador por Mato Grosso”, afirmou.
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