RECORDE DE APROVAÇÃO - ELEIÇÕES 2026

Governo Pivetta tem 70,2% de aprovação em MT, aponta Paraná Pesquisas

Levantamento mostra que 52,1% dos entrevistados consideram a gestão ótima ou boa; aprovação chega a 74,4% entre os homens

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A gestão do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) é aprovada por 70,2% dos eleitores de Mato Grosso, segundo levantamento do instituto Paraná Pesquisas divulgado nesta quarta-feira (9).

Outros 23,4% desaprovam a administração estadual, enquanto 6,4% não souberam ou não opinaram.

Além da aprovação, a pesquisa avaliou como os eleitores classificam a atual gestão. 52,1% consideram o governo ótimo ou bom, sendo 15,3% que classificam a administração como ótima e 36,8% como boa.

Outros 29,5% avaliam o desempenho como regular. Na avaliação negativa, 14,7% consideram a gestão ruim ou péssima — 6% disseram ser ruim e 8,7%, péssima. Já 3,7% não souberam ou não opinaram.

APROVAÇÃO CRESCE EM RELAÇÃO A AGOSTO

Na comparação com o levantamento realizado em agosto, a aprovação do governo Pivetta apresentou crescimento de 69,5% para 70,2%, alta de 0,7 ponto percentual.

A desaprovação permaneceu praticamente estável, passando de 23,3% para 23,4%. Já o percentual dos entrevistados que não souberam responder caiu de 7,1% para 6,4%.

Na avaliação detalhada, a classificação de ótimo subiu de 12,4% para 15,3%, enquanto a avaliação como boa permaneceu em 36,8%.

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Com isso, a soma das avaliações ótima e boa passou de 49,2% em agosto para 52,1% em setembro, crescimento de 2,9 pontos percentuais.

A avaliação regular caiu de 32,2% para 29,5%. Já a soma de ruim e péssimo apresentou pequena alta, passando de 14,4% para 14,7%.

HOMENS APROVAM MAIS A GESTÃO

O levantamento também apresenta a avaliação da administração estadual de acordo com o perfil dos entrevistados.

Entre os homens, 74,4% aprovam o governo Pivetta, enquanto 21,5% desaprovam.

Entre as mulheres, a aprovação também é majoritária, chegando a 66,1%, contra 25,2% de desaprovação.

Por faixa etária, o melhor desempenho do governo aparece entre os eleitores de 45 a 59 anos, grupo no qual 74,1% aprovam a administração.

Entre os jovens de 16 a 24 anos, a aprovação é de 70,9%. Na faixa de 25 a 34 anos, chega a 68,9%; entre 35 e 44 anos, 68,3%; e entre eleitores com 60 anos ou mais, 68%.

APROVAÇÃO SUPERA 69% EM TODOS OS NÍVEIS DE ESCOLARIDADE

A aprovação também apresenta pouca variação conforme o nível de escolaridade dos entrevistados.

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Entre aqueles com ensino fundamental, 70,7% aprovam a administração. O índice é de 69,9% tanto entre os entrevistados com ensino médio quanto entre aqueles que possuem ensino superior.

PESQUISA OUVIU 1.352 ELEITORES

O Paraná Pesquisas entrevistou 1.352 eleitores em 52 municípios de Mato Grosso, entre os dias 6 e 8 de setembro.

As entrevistas foram realizadas de forma pessoal, domiciliar e presencial. O levantamento possui grau de confiança de 95% e margem de erro estimada em 2,7 pontos percentuais, para mais ou para menos.

A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

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POLÍTICA MT

Mauro prevê colapso na receita com reforma tributária e vai propor novo modelo até 2033

Candidato ao Senado afirma que mudanças podem reduzir receitas públicas e a competitividade de Mato Grosso e defende correções para evitar impactos sobre estados produtores

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O candidato ao Senado Mauro Mendes afirmou que a reforma tributária poderá provocar uma forte redução da receita pública a partir de 2033 e defendeu que o novo modelo seja acompanhado e ajustado pelo Congresso Nacional para evitar prejuízos aos estados produtores, como Mato Grosso. A declaração foi feita durante o Diálogos com os Candidatos ao Senado, realizado nesta quarta-feira (09.08), promovido pela Aliança do Setor Produtivo, composto pela FIEMT, Fecomércio e Famato.

Mauro classificou como preocupante o impacto que a mudança poderá produzir sobre as contas públicas, principalmente pela alteração na forma de arrecadação e pela perda de instrumentos utilizados pelos estados para atrair investimentos e compensar dificuldades estruturais, como a distância dos grandes mercados consumidores.

“Eu temo em dizer, sem muito medo de errar, que isso vai dar um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Seguramente vai acontecer lá em 2033”, afirmou Mauro, ao alertar para os efeitos da transição para o novo sistema tributário.

Na avaliação do candidato ao Senado, Mato Grosso está entre os estados que precisam acompanhar de perto a transição porque possui uma economia fortemente baseada na produção e exportação de commodities. Ele argumenta que a mudança pode beneficiar determinados setores e regiões, enquanto estados produtores podem perder competitividade com o fim de mecanismos que hoje ajudam a compensar custos de produção e logística.

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“Acredito que, até hoje, a grande maioria das pessoas não sabe exatamente o que foi aprovado e qual será o impacto da reforma tributária. Ela é extremamente favorável aos exportadores, porque foi construída com o objetivo de facilitar, melhorar e reduzir a carga tributária de quem exporta. Quem exporta no país terá ganhos gigantescos com a redução dos custos tributários. O problema é que quem não exporta poderá enfrentar grandes dificuldades”.

O candidato também criticou a profundidade do debate político sobre a reforma. Segundo ele, decisões com impacto de longo prazo exigem uma análise mais detalhada dos efeitos sobre a arrecadação, a atividade econômica e a capacidade de investimento dos estados.

“Os políticos brasileiros, de maneira geral, não mergulham com profundidade nos temas. Nos últimos anos, a política no Brasil ficou muito rasa: o político faz um discurso, busca visibilidade, se elege e muitas vezes não entrega aquilo que prometeu. No caso da reforma tributária, eu temo, sem muito medo de errar, que teremos um grande e terrível processo de diminuição da receita pública. Se os exportadores não vão pagar, quem vai arcar com os custos de uma máquina pública que aumenta dia após dia? Nós vamos ter um grande colapso. Se ele não acontecer até 2032, seguramente vai acontecer em 2033”.

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Mauro defendeu que sua experiência à frente do Governo de Mato Grosso poderá ser utilizada no Senado justamente para atuar em discussões que tenham impacto direto sobre a economia estadual. Para ele, o próximo passo deve ser acompanhar a regulamentação e a implementação da reforma e trabalhar para que eventuais distorções sejam corrigidas antes que produzam efeitos mais severos sobre as contas públicas e a competitividade de Mato Grosso.

“É por isso que eu me candidato ao Senado, porque acredito que com essa experiência acumulada eu posso entregar muito resultado como senador por Mato Grosso”, afirmou.

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