RACHA NA COLIGAÇÃO
Thiago Silva rompe linha do MDB, declara apoio a Pivetta e amplia racha na base de Wellington
Deputado estadual do MDB defende continuidade da gestão de Otaviano Pivetta e expõe nova divergência dentro da coligação que sustenta a candidatura de Wellington Fagundes ao Governo de Mato Grosso
A coligação do senador Wellington Fagundes (PL) enfrenta mais um movimento de dissidência em plena corrida eleitoral. O deputado estadual Thiago Silva (MDB) declarou apoio ao governador Otaviano Pivetta e defendeu publicamente a continuidade do atual projeto de governo em Mato Grosso.
A manifestação ocorreu durante encontro com lideranças em Lucas do Rio Verde e chama atenção justamente pela filiação partidária do parlamentar. O MDB integra o grupo político que está ao lado de Wellington, mas Thiago deixou claro que, na disputa pelo Palácio Paiaguás, seu caminho será ao lado de Pivetta.
O posicionamento amplia o racha dentro da coligação de Wellington e revela que a aliança enfrenta dificuldades para manter sua própria base unificada na campanha estadual.
Durante o encontro, Thiago destacou resultados da atual administração, especialmente na educação, e citou diretamente a atuação de Pivetta.
“Hoje, com mais de 260 unidades cívico-militares em nosso Estado, vemos o resultado concreto de uma gestão que prioriza a qualidade do ensino, em parceria com o governador Otaviano Pivetta”, afirmou.
ALINHAMENTO COM PIVETTA
O discurso avançou para o terreno eleitoral quando Thiago colocou Pivetta diretamente dentro do projeto que pretende defender no próximo ciclo político.
“Estamos iniciando um novo ciclo e precisamos de cada um de vocês. Não existem eleições ganhas ou campanhas fáceis; o sucesso depende de união e dedicação. Convido todos a se somarem a este projeto, fortalecendo a representatividade do nosso Estado com Thiago Silva e Pivetta”, declarou.
A fala praticamente oficializa o alinhamento político do deputado emedebista com a candidatura de Pivetta, apesar de seu partido estar inserido em uma composição adversária na disputa estadual.
Ao final, Thiago reforçou a defesa da continuidade do atual modelo administrativo: “Que possamos continuar transformando Mato Grosso”.
RACHA NA BASE DE WELLINGTON
A adesão de Thiago Silva ocorre em um momento no qual a capacidade das coligações de manter seus partidos e lideranças unidos ganha peso na campanha.
No caso de Wellington, o movimento tem um simbolismo ainda maior: um deputado estadual de um dos partidos de sua própria coligação decidiu subir no palanque político do principal adversário e pedir apoio à continuidade de Pivetta.
O episódio evidencia que uma aliança formal entre partidos não significa necessariamente unidade entre suas principais lideranças. Com a campanha avançando, o apoio de Thiago a Pivetta abre mais uma fissura na base de Wellington e coloca o racha da coligação novamente no centro dos bastidores das eleições de 2026.
Veja o video
POLÍTICA MT
Janaina se revolta com PL do sogro e admite: “Se soubesse, poderia ter saído independente” – veja entrevista
Candidata ao Senado contesta divisão do tempo de TV que favoreceu José Medeiros, leva disputa ao TRE e expõe novo desconforto dentro da aliança com o partido comandado em Mato Grosso pelo sogro, Wellington Fagundes
A divisão do tempo de propaganda eleitoral abriu um novo foco de tensão dentro da coligação que reúne MDB e PL nas eleições de 2026. A candidata ao Senado Janaina Riva (MDB) demonstrou forte insatisfação com o espaço destinado à sua campanha e admitiu que poderia ter seguido outro caminho caso soubesse antecipadamente das condições estabelecidas.
Em entrevista ao MídiaNews, Janaina afirmou que poderia até ter disputado a eleição de maneira independente se tivesse conhecimento prévio de como seria feita a divisão do tempo de rádio e televisão.
“Se eu soubesse da situação, eu poderia ser candidata, por exemplo, independente”, declarou Janaina ao MídiaNews.
A declaração aumenta a temperatura nos bastidores da coligação e coloca a emedebista em rota de colisão com o PL de seu sogro, o senador Wellington Fagundes, candidato ao Governo de Mato Grosso.
MEDEIROS FICA COM A MAIOR FATIA
O centro da disputa é a divisão do tempo de propaganda entre Janaina e o deputado federal José Medeiros (PL), que também concorre ao Senado dentro da mesma coligação.
Conforme a representação apresentada à Justiça Eleitoral, a divisão definida em ata pelo PL teria destinado cerca de 65% do tempo de mídia a Medeiros, equivalente a 1 minuto e 12,64 segundos.
Janaina teria ficado com 27%, ou 30,39 segundos.
A diferença provocou reação da candidata, que inicialmente tentou resolver o impasse por meio do diálogo. Sem acordo, decidiu levar a discussão para a Justiça Eleitoral.
Em entrevista ao MídiaNews, Janaina afirmou que esta é sua quarta eleição e que nunca havia presenciado uma discussão semelhante sobre o tempo de propaganda dentro de uma coligação.
“Nunca tinha ouvido falar em uma coligação que não dividisse o tempo”, disse.
JANAINA NEGA ACORDO
A candidata também negou que tenha concordado previamente em ceder espaço para Medeiros.
Para Janaina, uma coligação deveria servir justamente para agregar forças políticas, alianças e também ampliar a presença dos candidatos no rádio e na televisão.
A emedebista classificou a situação como inusitada e argumentou que a divisão estabelecida representa uma desvantagem eleitoral para sua candidatura.
Foi justamente diante desse cenário que Janaina admitiu que poderia ter escolhido uma candidatura independente, caso soubesse antecipadamente das condições impostas para a distribuição do tempo.
RACHADURA VAI PARAR NO TRE
Sem entendimento político, a briga por segundos na televisão acabou no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT).
Na noite de quarta-feira (26), a Justiça Eleitoral indeferiu o pedido liminar apresentado pela defesa da candidata. A discussão sobre o mérito deverá ser analisada pelo plenário.
Segundo a representação, uma ata da Comissão Executiva Provisória do PL, datada de 6 de agosto, teria tratado a divisão do tempo como uma “condição do ajuste de coligação”.
Janaina argumenta, entretanto, que a decisão não teria sido ratificada pelas demais legendas integrantes da aliança, formada também por MDB, Novo e Federação PRD/Solidariedade.
RACHADURA EXPOSTA
O episódio transforma uma discussão aparentemente técnica sobre segundos de televisão em um problema político dentro da própria coligação.
De um lado está José Medeiros, candidato do PL ao Senado e beneficiado com a maior parcela do tempo segundo a divisão questionada. Do outro, Janaina, que tenta ampliar judicialmente sua exposição na propaganda eleitoral.
No meio da disputa está justamente o PL comandado em Mato Grosso por Wellington Fagundes, sogro de Janaina e candidato ao Governo dentro da mesma aliança eleitoral.
A frase da emedebista escancara o tamanho do desconforto: se soubesse antes como seria feita a divisão, poderia ter seguido independente.
O que começou como uma disputa por tempo de televisão agora expõe uma rachadura na coligação em plena campanha eleitoral e coloca Janaina frente a frente com o partido do próprio sogro.
Veja a entrevista
As declarações de Janaina Riva reproduzidas nesta matéria foram concedidas em entrevista ao MídiaNews.
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