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TJMT condena irmão de Emanuel Pinheiro por uso de imagens privadas e fixa indenização ao filho de ex-governador

Terceira Turma Recursal reforma sentença por unanimidade, reconhece abuso no exercício do direito de informar, determina pagamento de R$ 7 mil por danos morais, remoção parcial de publicações e proíbe o uso de fotografias privadas sem pertinência jornalística.

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A Terceira Turma Recursal do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) reformou, por unanimidade, a sentença de primeira instância e condenou Marco Polo de Freitas Pinheiro, irmão do ex-prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro, ao pagamento de indenização por danos morais ao empresário Luis Antonio Taveira Mendes, filho do ex-governador Carlos Bezerra, em ação envolvendo direito de imagem e liberdade de imprensa.

O colegiado deu parcial provimento ao recurso interposto por Luis Antonio Taveira Mendes, concluindo que houve excesso no exercício do direito de informar em razão da utilização reiterada de fotografias de caráter privado associadas a publicações de conteúdo depreciativo, sem pertinência informativa direta com os fatos narrados.

O acórdão, relatado pela juíza Valdeci Moraes Siqueira e acompanhado de forma unânime pelos demais integrantes da Terceira Turma Recursal, destacou que a liberdade de imprensa é um direito fundamental, mas não possui caráter absoluto, devendo respeitar direitos igualmente protegidos pela Constituição, como a honra, a imagem, a intimidade e a vida privada.

Segundo a decisão, as publicações extrapolaram os limites da atividade jornalística ao utilizarem fotografias de momentos familiares, de lazer e da esfera privada do autor sem relação objetiva com as notícias divulgadas, vinculando sua imagem a supostos ilícitos e favorecimentos de maneira considerada ofensiva pelo colegiado.

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Com isso, o Tribunal condenou Marco Polo de Freitas Pinheiro ao pagamento de R$ 7 mil por danos morais, valor que será corrigido monetariamente e acrescido de juros legais.

Além da indenização, os desembargadores determinaram a remoção das publicações identificadas no processo que utilizaram fotografias privadas sem pertinência informativa, fixando prazo de 72 horas para cumprimento da decisão após a intimação.

O acórdão também impôs uma obrigação de não fazer, proibindo novas publicações que utilizem fotografias privadas, íntimas ou familiares do autor — ou de terceiros estranhos ao debate público — em conteúdos depreciativos quando não houver relação objetiva entre as imagens e os fatos narrados. Em caso de descumprimento, poderá ser aplicada multa diária a ser definida pelo juízo de origem.

Por outro lado, a Terceira Turma Recursal manteve a improcedência dos demais pedidos formulados na ação, entendendo que não cabe a remoção integral de publicações de interesse público nem a imposição de retratação pública nos moldes requeridos, preservando o exercício da atividade jornalística dentro dos limites constitucionais.

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Em seu voto, a relatora ressaltou que o direito de informar deve ser exercido com responsabilidade e observância aos direitos da personalidade. Para o colegiado, a utilização repetida de imagens privadas desvinculadas do contexto jornalístico configura abuso do direito de informação e gera o dever de indenizar, reafirmando que a liberdade de imprensa deve coexistir com a proteção da honra, da imagem e da vida privada dos cidadãos.

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POLÍTICA MT

Candidatos do Novo pressionam por rompimento com Wellington e direção avalia futuro da coligação

Insatisfação envolve alegado descumprimento de acordos de campanha pelo PL; partido descarta apoio a Natasha e ainda não oficializou eventual aproximação com Pivetta

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O Partido Novo vive um impasse sobre a permanência na coligação que sustenta a candidatura de Wellington Fagundes (PL) ao Governo de Mato Grosso. Candidatos da legenda a deputado estadual e federal pediram à direção estadual o rompimento do apoio ao liberal e também à candidatura de José Medeiros (PL) ao Senado.

A cobrança foi apresentada durante reunião realizada na segunda-feira (14). Segundo nota assinada pelo presidente estadual do Novo, Rafael P. Lacovacci, os participantes alegaram descumprimento, por parte do PL, de acordos estabelecidos para a campanha. A direção informou que as reclamações serão analisadas antes de qualquer decisão definitiva.

Entre as insatisfações relatadas estão questões relacionadas a repasses financeiros, entrega de materiais de campanha e estrutura para a participação dos candidatos na propaganda eleitoral. Outros veículos que acompanham a crise também registraram reclamações sobre material gráfico e logística da campanha.

Apesar da pressão interna, o rompimento com Wellington ainda não foi oficializado. A direção do Novo informou que pretende conversar com o presidente estadual do PL, Ananias Filho, e com Reinaldo de Morais (Novo), candidato a vice-governador na chapa de Wellington, antes de definir os próximos passos.

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Pivetta entra nas discussões

Em meio ao desgaste, uma eventual aproximação com o governador e candidato à reeleição Otaviano Pivetta (Republicanos) passou a ser discutida por integrantes do Novo. Há relatos publicados de membros e dirigentes que defendem uma mudança de palanque, mas, até o momento, não há decisão oficial da direção estadual nesse sentido.

A possibilidade ganha repercussão depois de candidatos da legenda serem vistos participando de agendas de Pivetta, ainda sem uma mudança formal na posição partidária. A direção estadual, contudo, afirma que primeiro analisará as reclamações e buscará diálogo com os atuais aliados.

Novo descarta aliança com Natasha

Outra possibilidade mencionada nas discussões políticas foi uma eventual aproximação com Natasha Slhessarenko (PSD). Essa hipótese foi rejeitada oficialmente pelo Novo.

Em nota, a direção estadual afirmou não haver possibilidade de aliança com a candidata em razão do que classificou como “profundas incompatibilidades ideológicas”. O partido acrescentou que filiados que decidirem apoiá-la poderão ficar sujeitos a medidas disciplinares por infidelidade partidária.

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A crise também envolve diretamente Reinaldo de Morais, que ocupa a vaga de vice na chapa de Wellington pelo Novo. Ele assumiu a posição após a saída de Marcelo Maluf. Por enquanto, a orientação oficial é de diálogo entre as partes antes de qualquer definição sobre a continuidade da aliança.

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