NACIONAL

Primeiro caderno do PDE 2036 reúne contexto, perspectivas e premissas para o setor energético

O Ministério de Minas e Energia (MME) e a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) publicaram, nesta sexta-feira (3/7), o Caderno de Contexto, Perspectivas e Premissas, primeira publicação do Plano Decenal de Expansão de Energia 2036 (PDE 2036). O documento reúne análises de contexto, perspectivas econômicas e demográficas e as premissas gerais que servirão de base para os estudos do PDE.

Estão inseridos na publicação, por exemplo, as análises relacionadas ao ambiente internacional – marcado pelo aumento da complexidade geopolítica, econômica, climática e tecnológica – e como esses fatores podem influenciar o planejamento energético ao longo do próximo decênio.

A publicação também apresenta as perspectivas macroeconômicas e demográficas que fundamentam o cenário de referência do PDE 2036. Segundo as projeções elaboradas pela EPE, a população brasileira continuará crescendo em ritmo decrescente, enquanto o número de domicílios seguirá em expansão. No cenário internacional, projeta-se crescimento moderado da economia mundial, liderado pelos países emergentes. Para o Brasil o cenário de referência considera crescimento médio do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5% ao ano ao longo do horizonte decenal.

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O caderno apresenta, ainda, uma síntese das principais premissas energéticas e socioambientais adotadas na elaboração dos estudos do PDE 2036, incluindo aspectos relacionados à demanda de energia, oferta de combustíveis, expansão da infraestrutura energética, eficiência energética, transição energética, mudanças climáticas e políticas públicas consideradas como base para o planejamento.

Clique aqui para acessar a página do PDE 2036 e consultar o Caderno de Contexto, Perspectivas e Premissas.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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NACIONAL

Brasil reforça protagonismo na transição energética e amplia liderança entre as maiores economias com matriz renovável

O Brasil consolida sua posição como referência internacional na transição energética. Levantamento da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), publicado nesta quinta-feira (2/7), aponta que o país foi o terceiro que mais reduziu gastos com combustíveis fósseis em 2025, resultado da crescente participação das fontes renováveis na matriz energética e dos investimentos realizados para ampliar a oferta de energia limpa, fortalecer a segurança energética e promover o desenvolvimento sustentável.

Para o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, os resultados evidenciam o compromisso do Governo Federal com uma transição energética que seja justa, segura e inclusiva. 

“O resultado do estudo é um reconhecimento de todas as políticas de transição energética desse governo do presidente Lula. O Brasil demonstra ao mundo que é possível combinar segurança energética, competitividade e sustentabilidade. Ao ampliar os investimentos em fontes de energia limpa, fortalecer uma matriz predominantemente renovável e estimular o desenvolvimento econômico,  também impulsionamos a geração de empregos e contribuímos para a melhoria da qualidade de vida do nosso povo”, destacou.

O Ministério de Minas e Energia (MME) tem conduzido ações estratégicas para acelerar a transição energética, promover a descarbonização da economia e ampliar a participação de tecnologias de baixa emissão de carbono. Entre as prioridades estão a expansão da geração renovável, o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis, o fortalecimento da segurança energética e a atração de investimentos para o setor. 

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Os dados da série histórica do Balanço Energético Nacional (BEN) 2026 corroboram com os esforços da Política Energética. De acordo com a edição mais recente, a geração eólica acresceu 8,8 TWh, enquanto a geração solar fotovoltaica apresentou crescimento de 17,5 TWh, sendo a fonte com maior crescimento na participação na geração (24,7%). A participação da bioenergia também é um destaque, no setor de transportes houve crescimento dos consumos de biodiesel (+8,2%) e no de etanol (+4,3%), colaborando para a renovabilidade do segmento, que atingiu 26,1%, além da crescente eletrificação dos veículos leves. A renovabilidade da indústria também permanece elevada, em torno de 65,1%, graças a participação cada vez maior na eletricidade no consumo.

Além dos benefícios ambientais, a elevada participação das fontes renováveis reduz a dependência de combustíveis fósseis, diminui a exposição às oscilações dos preços internacionais de energia e fortalece a resiliência do sistema energético nacional. Esse cenário contribui para a geração de empregos, o desenvolvimento regional e o aumento da competitividade da indústria brasileira em uma economia de baixo carbono.

De acordo com a Irena, a infraestrutura renovável brasileira evitou, somente em 2025, gastos estimados em US$ 32,4 bilhões com combustíveis fósseis que deixaram de ser importados ou consumidos. No mesmo período, a geração de energia renovável impediu a emissão de aproximadamente 432 milhões de toneladas de dióxido de carbono (CO₂), reforçando a contribuição do país para o enfrentamento das mudanças climáticas.

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O levantamento também evidencia a competitividade das fontes renováveis brasileiras. Na geração eólica onshore (terrestre), o Brasil permanece entre os mercados mais competitivos do mundo. Na geração hidrelétrica, os grandes empreendimentos nacionais registram os menores custos médios de instalação em nível global, demonstrando a eficiência e a maturidade da infraestrutura energética do país.

Em um movimento estratégico de modernização, o Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE) 2035 já incorpora os sistemas de armazenamento em baterias (BESS) como uma opção padrão de portfólio, garantindo a flexibilidade e a segurança necessárias para a rede do futuro.  

Acesse o site da Irena aqui.

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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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