ECONOMIA
MDIC lança relatório com subsídios para construção da Política Nacional de Economia de Dados
Os dados estão no centro do processo de transformação digital da economia, com grande potencial de uso para o desenvolvimento de novos produtos, processos, serviços e modelos de negócio. Por isso, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) tem liderado o debate para a construção da Política Nacional de Economia de Dados (PNED).
Nesse processo, foi realizado um diagnóstico que mapeou o grau de maturidade das empresas brasileiras na economia de dados e identificou entraves e oportunidades para ampliar o compartilhamento e o uso estratégico dos dados no setor produtivo.
O resultado desse mapeamento está no relatório final do projeto Subsídios à PNED, divulgado nesta sexta-feira (3/7) pelo MDIC, em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e o Núcleo de Engenharia Organizacional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (NEO-UFRGS).
O documento consolida o resultado de pesquisas quantitativas e qualitativas realizadas entre fevereiro e março de 2026 e contou com a participação direta de 200 organizações industriais brasileiras.
Transformação digital da economia
Os dados são fundamentais para o desenvolvimento de tecnologias digitais avançadas como inteligência artificial (IA), análise de big data, machine learning e computação em nuvem.
De acordo com o mapeamento, os benefícios projetados pelo uso compartilhado de dados no ambiente fabril são expressivos, liderados por ganhos operacionais (67%), aumento da competitividade (61%) e criação de novos modelos de negócios baseados em dados (57,5%).
Contudo, os entraves para a consolidação desse novo paradigma tecno-econômico estão a insegurança jurídica, a ausência de mecanismos claros de governança, a baixa confiança entre atores e limitações institucionais, embora haja soluções tecnológicas disponíveis para o compartilhamento seguro de dados.
Construção da PNED
O relatório apresenta diretrizes para a construção da PNED organizadas em quatro eixos complementares. Na Regulação, com foco em segurança jurídica e previsibilidade. O eixo Governança é voltado à coordenação institucional, confiança e definição de regras. O eixo Tecnologias busca viabilizar interoperabilidade e infraestruturas de compartilhamento. Já Capacitação é o eixo que visa o desenvolvimento de competências técnicas e organizacionais em uma cultura orientada em dados.
Diante de um cenário em que 55% dos entrevistados pedem mecanismos confiáveis de governança e 49% solicitam infraestruturas seguras para a troca de informações, o plano defende uma abordagem gradual que respeite os diferentes níveis de maturidade digital do parque industrial.
A implementação prática deverá priorizar o uso de instrumentos dinâmicos e modernos, como ambientes piloto, sandboxes regulatórios e os chamados Data Spaces, mitigando os riscos de mercado e acelerando a maturidade da economia digital brasileira.
O relatório visa subsidiar e fundamentar a construção da Política Nacional de Economia de Dados (PNED), uma política pública pioneira, voltada ao reconhecimento e valorização do uso econômico e estratégico dos dados na economia brasileira, a qual vem sendo construída pelo MDIC.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
ECONOMIA
MDIC e APEX impulsionam a internacionalização de empresas lideradas por mulheres com nova edição do Elas Exportam
O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) realizaram, nesta sexta-feira (3/7), a sessão inaugural da 6ª edição do Programa Elas Exportam. Ao longo dos próximos meses, as 117 empreendedoras selecionadas formarão duplas de mentoria com mulheres experientes em comércio exterior e terão acesso a uma jornada de capacitação voltada ao desenvolvimento de estratégias para ampliar a inserção e consolidar a atuação de seus negócios no mercado internacional.
Acesse aqui a lista das selecionadas.
A sexta edição amplia o alcance da iniciativa com uma programação reforçada de sessões coletivas, novos conteúdos técnicos e de desenvolvimento socioemocional, fortalecimento das parcerias institucionais e criação de vagas específicas para empresas dos setores de tecnologia da informação (TI), audiovisual e games.
Para a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, o Elas Exportam vem se consolidando como uma importante política pública de promoção da participação feminina no comércio exterior brasileiro.
“Os resultados de cada edição mostram que há uma demanda crescente de mulheres empreendedoras em se preparar para atuar no comércio internacional. A ampliação do programa responde a essa demanda, com mais participantes, novas parcerias e conteúdos cada vez mais alinhados aos desafios da internacionalização de empresas lideradas por mulheres.”
O interesse pelo programa segue em expansão. Nesta edição, o Elas Exportam registrou 595 manifestações de interesse de mentoradas e 374 inscrições para o Banco de Mentoras, evidenciando a crescente demanda de mulheres empreendedoras por iniciativas de apoio à internacionalização.A diretora de Negócios da ApexBrasil, Maria Paula Velloso, “o Elas Exportam integra o conjunto de iniciativas da ApexBrasil no âmbito do Programa Mulheres e Negócios Internacionais, reforçando nosso compromisso com a ampliação da participação feminina no comércio exterior. A cada edição, fortalecemos a jornada das participantes com uma trilha estruturada de mentoria, capacitação e conexões, contribuindo para que mais empresas lideradas por mulheres avancem em sua atuação internacional.”
Ao longo da jornada, as empreendedoras terão acesso a mentorias individuais e atividades coletivas conduzidas por especialistas e parceiros do programa, em uma trilha estruturada que inclui competências socioemocionais, estratégias de internacionalização, planejamento financeiro, sustentabilidade dos negócios, propriedade intelectual, certificações internacionais, comunicação e posicionamento internacional.
A nova turma reúne empreendedoras de diferentes perfis e regiões do país, reforçando o alcance nacional do programa. Cerca de 70% das participantes são das regiões Sul e Sudeste, enquanto 30% são provenientes das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.
Em relação ao perfil das participantes, 70% das mentoradas se autodeclaram brancas e 23% negras (pretas e pardas). As empresárias atuam em diversos segmentos da economia, com destaque para moda (16%), alimentos, bebidas e agronegócios (14%), audiovisual (12%) e higiene pessoal e cosméticos (10%).
Elas Exportam
O Elas Exportam é uma iniciativa desenvolvida no âmbito da Política Nacional de Cultura Exportadora (PNCE). A iniciativa conta com o apoio do Banco do Brasil (BB), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Além dessas instituições, a cada edição são estabelecidas parcerias com organizações que contribuem com conteúdos, capacitações e atividades voltadas ao fortalecimento da atuação internacional das participantes.
As cinco primeiras edições do Elas Exportam contaram com 219 empresas mentoradas e 196 mentoras envolvidas, alcançando empresas de todas as regiões do país. Em 2025, a iniciativa foi vencedora do Prêmio Igualdade de Gênero no Comércio da Organização Mundial do Comércio (OMC), na categoria Mulheres Empreendedoras.
Desde sua criação, o Elas Exportam vem ampliando seu alcance e consolidando uma rede colaborativa de apoio ao empreendedorismo feminino, contribuindo para que mais empresas lideradas por mulheres estejam preparadas para acessar e se desenvolver no mercado internacional.
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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