NACIONAL
Turismo corporativo cresce 10%, supera R$ 6 bilhões de faturamento e bate recorde em 2026
O turismo corporativo brasileiro alcançou um faturamento recorde de R$ 6,06 bilhões entre janeiro e maio de 2026, consolidando o ritmo de crescimento do segmento neste ano. O resultado é o melhor da série histórica para o período, que teve início em 2022. O valor representa um avanço de 10% em relação ao mesmo período de 2025, quando o setor movimentou R$ 5,52 bilhões.
Considerando apenas o mês de maio, o turismo corporativo movimentou R$ 1,188 bilhão, o melhor resultado da série histórica. O valor é ligeiramente superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foi de R$ 1,185 bilhão.
Os dados, consolidados pelo Ministério do Turismo (MTur), são da Associação Brasileira de Agências de Viagens Corporativas (Abracorp), que monitora o desempenho de 11 segmentos ligados ao turismo de negócios no país.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, os números refletem a confiança do empresariado no cenário econômico brasileiro. “Quando o turismo corporativo cresce, toda a cadeia turística se beneficia: do hotel ao restaurante, do taxista ao setor de aviação. O turismo de negócios é um motor poderoso de geração de emprego e renda. Este recorde histórico mostra que, desde o início do governo Lula, o Brasil voltou a planejar, voltou a investir e, acima de tudo, voltou a crescer”, afirmou.
Entre os segmentos analisados, os serviços aéreos lideraram a movimentação financeira no acumulado do ano. De janeiro a maio, o setor faturou R$ 3,63 bilhões, registrando crescimento de 14% na comparação com o mesmo período do ano passado. A hotelaria também manteve desempenho positivo, com alta de 3,78% no período e faturamento de R$ 1,77 bilhão.
Os maiores avanços percentuais, no entanto, foram observados em segmentos específicos, de janeiro a maio de 2026, na comparação com o ano passado. O seguro-viagem apresentou expansão de 84,21%, alcançando R$ 17,2 milhões em faturamento. Já os serviços de transfer cresceram 27,76%, totalizando R$ 28,9 milhões.
Faturamento ano a ano – de janeiro a maio
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2022: R$ 3,82 bilhões
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2023: R$ 5,42 bilhões
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2024: R$ 5,61 bilhões
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2025: R$ 5,51 bilhões
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2026: R$ 6,05 bilhões (recorde)
Faturamento ano a ano – no mês de maio
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2022: R$ 1,09 bilhão
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2023: R$ 1,18 bilhão
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2024: R$ 1,1 bilhão
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2025: R$ 1.185.417.526
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2026: R$ 1.188.426.451 (recorde)
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
NACIONAL
Fachin dá 24 horas para Mendonça retirar sigilo de documentos do caso Master
Presidente do STF acolheu pedido da PGR e determinou liberação de documentos relacionados à investigação da Operação Compliance Zero
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Luiz Edson Fachin, determinou nesta sexta-feira (11) que o ministro André Mendonça, relator do caso Master, retire o sigilo de documentos relacionados à investigação. A decisão estabelece prazo de 24 horas para que o material seja encaminhado à Presidência e aos gabinetes dos demais ministros da Corte.
A determinação atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que solicitou acesso aos procedimentos relacionados à Petição 15.556 e à chamada Operação Compliance Zero. Na decisão, Fachin acolheu o requerimento e determinou que Mendonça encaminhe os documentos aos demais integrantes do Supremo.
O gabinete de Mendonça foi notificado da ordem às 16h25 desta sexta-feira. Com isso, o prazo para cumprimento da determinação termina no mesmo horário de sábado (12). Fachin, porém, estabeleceu uma exceção para diligências que estejam em andamento ou ainda não tenham sido realizadas e cuja divulgação possa comprometer a efetividade das investigações.
A Petição 15.556 reúne documentos e apurações relacionados à Operação Compliance Zero e ao caso Master. Ao acolher o pedido da PGR, Fachin determinou o compartilhamento dos procedimentos vinculados à investigação principal e o levantamento do sigilo dos autos, preservando apenas as diligências cuja divulgação possa prejudicar as apurações.
A PGR argumentou que a divulgação de apenas parte dos documentos poderia criar uma percepção equivocada de transparência. O órgão afirmou ainda que a relação de documentos anteriormente disponibilizada pelo relator não incluía diversos procedimentos relacionados ao núcleo principal da investigação da Operação Compliance Zero.
O pedido foi assinado pelo vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand Filho. Ele e o procurador-geral da República, Paulo Gonet, deverão atuar conjuntamente no caso.
O episódio também envolve um pedido do ministro Cristiano Zanin, que solicitou acesso a uma mídia específica relacionada ao caso Master. Segundo Zanin, o material é necessário para a análise de requerimentos apresentados pela PGR, que deverão ser apreciados pelo tribunal na próxima semana.
Outro ministro que se manifestou sobre o assunto foi Alexandre de Moraes. Ele defendeu o levantamento integral do sigilo dos procedimentos relacionados ao caso Master e criticou o que classificou como uma retirada seletiva dos documentos. Segundo Moraes, 180 documentos e arquivos digitais teriam sido excluídos do conjunto disponibilizado aos ministros, o que, na avaliação dele, prejudicaria a análise completa dos fatos investigados.
Moraes também pediu que duas petições relacionadas ao caso sejam julgadas em conjunto. Uma delas trata de mensagens trocadas entre o ministro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, enquanto a outra reúne relatórios sobre a atuação de Mendonça em investigações.
A nova determinação de Fachin ocorre após Mendonça retirar, na quinta-feira (10), o sigilo de parte das principais apurações envolvendo o Banco Master e Vorcaro. Agora, com a decisão do presidente do STF, o acesso aos procedimentos deverá ser ampliado entre os ministros da Corte, enquanto permanecem sob sigilo apenas as diligências que possam ser comprometidas pela divulgação.
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