NACIONAL
MEC participa de simpósio nacional sobre PNE e SNE
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Articulação Intersetorial e com os Sistemas de Ensino (Sase), participou do 32º Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação e do 2º Colóquio Políticas e Gestão da Educação Básica, realizados em Salvador (BA). Planejamento e cooperação federativa do Novo Plano Nacional de Educação (PNE) e do Sistema Nacional de Educação (SNE) estiveram no centro dos debates.
Promovidos pela Associação Nacional de Política e Administração da Educação (Anpae), os eventos reuniram gestores, pesquisadores, estudantes e profissionais da educação de todo o país para discutir os desafios e perspectivas das políticas públicas educacionais.
Com o tema central “Democracia, Soberania e Educação: o Estado, as políticas públicas e os projetos em disputa”, o simpósio constituiu um importante espaço de diálogo e reflexão sobre o fortalecimento da educação pública brasileira, abordando temas relacionados à gestão educacional, formação de professores, financiamento, avaliação e planejamento das políticas educacionais nos diferentes níveis e modalidades de ensino.
Representando o MEC, o secretário da Sase, Gregório Grisa, participou da mesa “PNE e SNE: desafios da gestão federativa”, que debateu a implementação do Novo Plano Nacional de Educação (PNE) e a construção do Sistema Nacional de Educação (SNE), instrumentos considerados estratégicos para o fortalecimento do regime de colaboração entre União, estados, Distrito Federal e municípios.
Durante sua exposição, Grisa destacou o momento histórico vivenciado pela educação brasileira, marcado pela tramitação simultânea dos dois marcos estruturantes da política educacional. “Estamos vivendo um momento único. Estamos convivendo com um novo Sistema Nacional de Educação e com o Plano Nacional de Educação de forma concomitante. Os dois estão nascendo”, afirmou.
O secretário ressaltou que a aprovação do N
ovo PNE inaugura um período de elaboração e adequação dos planos estaduais e municipais de educação, reforçando a importância da cooperação federativa para garantir a efetividade das metas educacionais. Segundo ele, a construção do SNE permitirá organizar prioridades, responsabilidades e mecanismos de coordenação entre os entes federados.
“Vai ser a primeira vez que nós vamos ter a possibilidade de implementar as metas do Plano Nacional de Educação junto de um sistema que vai elencar prioridades. Tenho dito que o Sistema Nacional de Educação existe para que a gente possa perseguir as metas do plano”, destacou.
A discussão sobre os desafios da gestão federativa ganha relevância em um contexto de fortalecimento das políticas de Estado para a educação. O Novo PNE e o SNE são instrumentos complementares que buscam ampliar a cooperação entre os sistemas de ensino, promover maior coordenação das ações educacionais e assegurar condições para o cumprimento das metas nacionais de qualidade e equidade na educação básica.
Simpósio – O 32º Simpósio Brasileiro de Política e Administração da Educação e o 2º Colóquio Políticas e Gestão da Educação Básica tiveram como objetivo promover a socialização de estudos, experiências e pesquisas no campo das políticas educacionais e da gestão da educação. Os eventos reuniram profissionais da educação básica e superior, pesquisadores, estudantes e dirigentes educacionais em um espaço de formação, intercâmbio e construção coletiva de propostas para o aprimoramento das políticas públicas educacionais.
Organizado em dez eixos temáticos, o simpósio priorizou o debate sobre uma educação democrática e soberana, fundamentada em políticas públicas que assegurem participação social, equidade e justiça social. A iniciativa reafirma a importância da gestão qualificada, do financiamento adequado e da valorização dos profissionais da educação como elementos essenciais para o fortalecimento da educação pública brasileira.
A realização do simpósio contou, ainda, com o apoio do Fórum Estadual de Educação da Bahia (FEE-BA), da Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC-BA), da Federação dos Trabalhadores da Educação da Bahia (FTE-BA), da Universidade do Estado da Bahia (UNEB), da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) — por meio de seus programas de pós-graduação em educação — e do Instituto Federal da Bahia (IFBA).
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Sase
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
De aluno a reitor: a trajetória de quem voltou à escola para ensinar
Aos 16 anos, Wally Menezes deixou Baturité, no interior do Ceará, para estudar em Fortaleza, capital do estado. Na época, a antiga Escola Técnica Federal do Ceará era uma referência para jovens que, como ele, precisavam sair do interior para encontrar novas oportunidades de formação. Décadas depois, a trajetória do estudante que atravessou o estado em busca de educação ganhou um novo capítulo: Wally tornou-se professor e, atualmente, é reitor em segundo mandato do Instituto Federal do Ceará (IFCE), instituição que marcou sua formação.
A história começou antes mesmo de sua chegada à escola. Wally acompanhou os irmãos mais velhos deixarem Baturité, um depois do outro, para estudar na capital. Um cursou eletrotécnica; outro, edificações; outro, telecomunicações. A experiência deles ajudou a despertar no jovem o desejo de seguir o mesmo caminho. “Não havia escola técnica no interior. Então, a gente tinha que sair para dar sequência aos estudos. Foi isso que nos mobilizou”, recorda.
Filho de um marchante e de uma mãe que produzia alimentos para vender, Wally cresceu em uma família que via na educação uma possibilidade concreta de ampliar horizontes. O pai havia estudado somente até os primeiros anos da educação básica, mas fez esforços para que os filhos tivessem oportunidades diferentes das que ele próprio tivera. “Eu vi meus irmãos estudarem, conseguirem bons empregos, passarem em concurso público. Então pensei: se eles conseguiram, eu também quero”, conta.
O primeiro contato educação profissional – A primeira visita à escola técnica ficou marcada na memória. Antes mesmo de escolher o curso, Wally se surpreendeu com a estrutura que encontrou: laboratórios, quadras esportivas, campo de futebol, piscina e um grande auditório eram novidades para quem vinha de uma escola do interior. “Quando cheguei à escola técnica, vi piscina, quadra, campo de futebol, laboratórios. Não sabia nem se estava dentro da escola, de tão maravilhosa e grande que era aquela instituição. Meus olhos brilharam ainda mais”, lembra.
Em uma palestra de apresentação dos cursos, ouviu professores falarem sobre as diferentes áreas de formação. Primeiro, escolheu o curso de estradas. Depois de cursar o primeiro semestre, decidiu prestar novamente o processo seletivo e ingressou em telecomunicações. Foi ali que começou uma trajetória acadêmica e profissional que seguiria muito além do curso técnico.
“O curso técnico em telecomunicações abriu todas as janelas de oportunidades da minha vida. Para mim, ele é muito mais importante que o meu diploma de doutorado, porque foi quem me deu uma visão de mundo”, compartilha.
A formação, segundo ele, ia além dos conteúdos técnicos. A experiência incluía atividades esportivas, artísticas e práticas que ajudaram a ampliar sua percepção sobre o mundo do trabalho e sobre as possibilidades profissionais. “A formação não é só técnica. Existe uma formação humana, em artes, em esporte. Você tem uma visão de mundo rara. Não é só apertar parafuso ou fazer um programa; é ter uma visão de liderança, de mercado e de oportunidade”, explica.
Da formação à sala de aula – Depois de concluir o curso técnico, Wally ingressou no mercado de trabalho e continuou os estudos. Cursou física na Universidade Federal do Ceará (UFC) e seguiu sua formação acadêmica até o mestrado e o doutorado, na área de instrumentação e engenharia.
Anos depois, voltou ao Instituto Federal do Ceará, dessa vez como professor. A mudança de perspectiva foi significativa: o estudante que um dia havia entrado na escola em busca de oportunidades passou a ocupar a posição de quem ajudaria outros jovens a encontrá-las. “Quando me tornei professor e entrei em uma sala de aula, vi aqueles estudantes e me vi neles. Pensei: você pode ser igual a mim, pode ser maior do que eu”, relembra.
A sala de aula também lhe permitiu acompanhar a transformação de seus próprios alunos. Alguns seguiram carreira acadêmica e retornaram à instituição como professores. “Hoje passo pelos corredores e encontro antigos alunos que foram meus estudantes e que se tornaram professores. Eles foram meus alunos e hoje são inspiração para outros jovens, assim como eu também fui”, celebra.
A trajetória ganhou outra dimensão quando Wally assumiu a reitoria do IFCE. A função administrativa não o afastou completamente da docência. Ele continua ligado à atividade acadêmica, inclusive na pós-graduação. “Quem está conversando com você é o estudante que amadureceu, que virou reitor, mas que não perdeu a alma de estudante”, revela.
A interiorização que muda trajetórias – A história pessoal de Wally também se conecta a uma transformação que ele acompanha como professor e gestor: a ampliação das oportunidades de formação para estudantes que vivem fora dos grandes centros. Ele próprio precisou deixar Baturité para estudar. Hoje, acompanha estudantes do interior que conseguem permanecer em suas cidades e avançar na formação acadêmica.
Entre seus alunos de pós-graduação, estão estudantes oriundos de diferentes campi do IFCE no interior do estado. “Ter mestrados e doutorados no interior do estado, e não só no grande centro, significa ampliar as possibilidades para quem antes precisava sair de sua cidade para continuar estudando”, comemora.
Para Wally, as políticas públicas que garantem a permanência e o êxito dos estudantes são fundamentais. “Os auxílios permitem que a gente avance nesse caminho”, enfatiza.
Uma história que voltou ao ponto de partida – Ao olhar para a própria trajetória, Wally identifica uma espécie de círculo: o menino que saiu do interior para estudar tornou-se professor daqueles que percorrem caminho semelhante e, posteriormente, passou a dirigir a instituição que transformou sua própria vida.
Em suas palavras, a função de reitor não apaga a experiência do estudante que um dia precisou de uma oportunidade. Pelo contrário. A memória daquele jovem continua presente na maneira como ele enxerga a educação. “Ser professor e reitor de um instituto federal, para mim, é a comprovação de que a rede dá certo”, afirma.
A lembrança dos pais também acompanha essa trajetória. O esforço da família para garantir sua formação permanece como uma das referências mais importantes de sua vida profissional. “Toda vez que vou tirar uma foto com um aluno, eu o puxo para perto e digo: ‘vem cá, vamos mostrar para mamãe que deu certo’. Eu mostro para minha mãe que deu certo. Deu certo a escolha dela de me apontar a educação. Deu certo o esforço que meu pai fez por causa da educação”, declara.
Para a semana em que se celebra o Dia dos Professores, a história de Wally reúne diferentes momentos de uma mesma trajetória: o aluno que descobriu novos horizontes, o profissional que continuou estudando, o professor que se reconheceu nos estudantes e o gestor que voltou à instituição onde tudo começou.
No fim, ele resume a própria história em uma frase curta, dirigida à mãe que sempre insistiu para que os filhos estudassem: “mamãe, deu certo, nós conseguimos!”, concluiu.
Assessoria de Comunicação Social do MEC com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásNova bancada deve priorizar o crédito rural e a previsibilidade para o financiamento
-
ECONOMIA6 dias atrásJustiça determina penhora de 4,3 mil cabeças de gado para quitar dívida de R$ 9,2 milhões com advogados em MT
-
AGRONEGÓCIO7 dias atrásMercado externo absorve mais 6,3 milhões de toneladas de soja brasileira
-
AGRONEGÓCIO5 dias atrásCrédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 107,1 bilhões nos três primeiros meses da safra 2026/2027
-
POLÍTICA MT5 dias atrásMDB confirma apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno e prepara anúncio oficial para terça-feira (13)
-
Sinop5 dias atrásPrefeitura de Sinop avança na proteção às mulheres com conquista de Centro de Referência da Mulher Brasileira
-
POLÍTICA MT3 dias atrásBlairo Maggi cansa do governo Lula e declara apoio a Flávio Bolsonaro no segundo turno – veja o video
-
ECONOMIA6 dias atrásSelo de Boas Práticas Regulatórias recebe número recorde de atos em 2026


