NACIONAL
Institutos federais apresentam projetos no Fórum Brasil-África
Os institutos federais estão expondo projetos de inovação tecnológica aplicados ao setor produtivo durante o 1º Fórum de Reitores Brasil-África, realizado entre os dias 25 e 27 de maio, em Brasília (DF). Os estandes do evento apresentam soluções que unem ensino, pesquisa e extensão, com foco na empregabilidade e na preparação de estudantes para o mercado de trabalho.
O polo de inovação/unidade Embrapii do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM) levou projetos voltados ao setor sucroenergético. O professor Thiago Larquer, do Campus Patos de Minas, detalhou o desenvolvimento do Canamax, uma máquina plantadora que mecaniza o plantio vertical de cana-de-açúcar. Segundo Larquer, o método convencional é horizontal, mas pesquisas indicam que a disposição vertical eleva a produtividade em cerca de 30% e reduz o consumo de mudas em 80%. O protótipo de 8 metros de comprimento passa por testes de campo para validar o sistema de pinças que verticaliza as mudas sem operação humana direta. O IFTM também expôs o projeto Vagalume, uma máquina autônoma movida a energia solar para suplementação luminosa noturna em lavouras.
A atuação nessas pesquisas altera a rotina acadêmica. Para o aluno Gabriel Miranda, o contato com demandas reais de empresas e o desenvolvimento de modelos 3D proporcionam uma experiência prática para a formação profissional.
Prática – Na área de cafeicultura, o polo de inovação/unidade Embrapii do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) apresentou o torrador de café Stratto, equipamento elétrico com painel digital direcionado a cafés especiais. No estande do café, estudantes servem o café superior produzido na própria fazenda-escola da instituição e explicam a percepção sensorial e os métodos de torra da bebida.
O Campus Muzambinho mantém 14 hectares de lavouras e 16 cultivares de café arábica para a formação estudantil. Eduardo Oliveira de Carvalho, aluno de engenharia agronômica e integrante do Grupo de Estudos em Cafeicultura (GCAF), explica que as atividades funcionam como extensão da sala de aula, ensinando o universitário a dialogar diretamente com o produtor rural. A estudante de tecnologia em cafeicultura Maria Eduarda Ribeiro aponta que essa prática em laboratórios capacita os jovens para o mercado do Sul de Minas, região caracterizada por pequenas propriedades familiares produtoras de café.
Soberania – Também presente no evento, o polo de inovação/unidade Embrapii do Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG) exibiu um sistema integrado de controle, automação e monitoramento para rastreadores solares fotovoltaicos. Desenvolvido com o objetivo de substituir tecnologias importadas em usinas solares, o projeto nacional utiliza inteligência anti-sombreamento (backtracking) e interface para monitoramento remoto por dispositivos móveis, visando à eficiência na geração de energia.
Inclusão – Já o polo de inovação/unidade Embrapii do Instituto Federal da Paraíba (IFPB) levou um portfólio focado em sistemas para manufatura, infraestrutura e tecnologia assistiva. Entre as inovações estão o SAF-T, sistema de monitoramento inteligente para proteção de transformadores elétricos em tempo real, a plataforma Inovalink para programação de controladores industriais e o SmartBath, um sistema de banho portátil projetado para usuários com necessidades específicas.
Fórum Brasil-África – Organizado pelo Ministério da Educação (MEC), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e pela Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), com apoio do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o 1º Fórum de Reitores Brasil-África visa estreitar a cooperação entre instituições federais de ensino do Brasil e instituições do continente africano. Ao longo de três dias, a programação reúne reitores e representantes acadêmicos em workshops, reuniões bilaterais e seminários.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
Enem 2026 amplia aplicação e terá provas em 1,9 mil municípios
Em 2026, o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) será realizado em 1,9 mil municípios brasileiros. A edição contará com um aumento de 95 novos municípios, em relação ao ano anterior, reforçando a estratégia de ampliar o acesso dos participantes e aproximar a aplicação das provas dos estudantes em todo o país.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia vinculada ao Ministério da Educação (MEC), estima alcançar cerca de 10 mil escolas de aplicação do Enem em 2026. A expectativa é que aproximadamente 80% dos concluintes do ensino médio da rede pública façam as provas na própria escola onde estudam.
A ampliação dos municípios de aplicação integra o conjunto de ações do MEC e do Inep para facilitar o acesso ao exame. Para os estudantes que precisarem realizar a prova em outro município, o MEC estuda alternativas de apoio logístico para transporte entre municípios.
Inscrições – Além da expansão dos locais de aplicação, o Enem 2026 também contará com inscrição automática para estudantes concluintes da rede pública. Mesmo com a inscrição garantida, o participante deverá acessar a Página do Participante, durante o período de inscrição, para confirmar sua participação, complementar informações, como a escolha do município onde deseja realizar as provas e da língua estrangeira e, se for o caso, solicitar recursos de acessibilidade.
As inscrições para o Enem 2026 seguem abertas até 5 de junho. Os interessados devem se inscrever exclusivamente pela Página do Participante. O prazo também vale para solicitações de atendimento especializado e tratamento por nome social. Todos os participantes, mesmo aqueles que tiveram a isenção da taxa de inscrição aprovada, deverão realizar a inscrição no exame.
Já para os participantes não isentos, a taxa de inscrição permanece no valor de R$ 85 e pode ser paga por boleto (gerado na Página do Participante), Pix, cartão de crédito ou débito em conta corrente ou poupança, a depender do banco. O prazo para efetuar o pagamento vai até o dia 10 de junho.
Certificação – Para utilizar o exame para obter o Certificado de Conclusão do Ensino Médio ou a Declaração Parcial de Proficiência, o interessado deverá indicar essa opção no momento da inscrição. De acordo com o Edital nº 64/2026, que rege esta edição do exame, podem solicitar a certificação os participantes que tiverem 18 anos completos até o primeiro dia de aplicação das provas e que não sejam concluintes nem egressos do ensino médio.
Atendimento especializado – Os participantes que necessitam de atendimento especializado devem fazer a solicitação no momento da inscrição. O atendimento é voltado para pessoas com as seguintes condições: baixa visão, cegueira, visão monocular, deficiência física, auditiva, intelectual e surdez, surdocegueira, dislexia, discalculia, fibromialgia, transtornos mentais, transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH), transtorno do espectro autista (TEA), gestantes, lactantes, diabéticos, idosos e estudantes em classe hospitalar ou com outra condição específica.
Nome social – Travestis, transexuais e transgêneros, caso solicitem no momento da inscrição, receberão o tratamento por nome social automaticamente, de acordo com os dados cadastrados na Receita Federal. Nesse contexto, antes de se inscrever, o participante deverá verificar o cadastro na Receita, e, se for o caso, atualizá-lo.
Pé-de-Meia – Os participantes do Pé-de-Meia que concluírem o ensino médio em 2026 e participarem dos dois dias de prova do Enem receberão um incentivo adicional de R$ 200. O pagamento do incentivo extra será efetuado após a confirmação da conclusão da etapa de ensino, na mesma conta bancária utilizada para as demais parcelas do programa.
Orientações – O portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), responsável pela aplicação da prova, conta com uma página em que é possível encontrar as principais orientações para os participantes do Enem. Há também uma seção destinada às perguntas frequentes sobre o exame. Com isso, os interessados podem conferir os questionamentos mais comuns e os respectivos esclarecimentos.
Cronograma
- Inscrições: de 25 de maio a 5 de junho
- Pagamento da taxa de inscrição: de 25 de maio a 10 de junho
- Solicitação de tratamento por nome social: de 25 de maio a 5 de junho
- Solicitação de atendimento especializado: de 25 de maio a 5 de junho
- Resultado do atendimento especializado: 19 de junho
- Recursos do atendimento especializado: de 22 a 26 de junho
- Resultado dos recursos: 3 de julho
- Aplicação das provas: 8 e 15 de novembro
Enem – Ao longo de mais de duas décadas de existência, o Exame Nacional do Ensino Médio tornou-se a principal porta de entrada para a educação superior no Brasil, por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Programa Universidade para Todos (Prouni) e do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
Instituições de ensino públicas e privadas também utilizam o Enem para selecionar estudantes, como critério único ou complementar aos seus processos seletivos. Os resultados individuais do Enem podem, ainda, ser aproveitados em processos seletivos de instituições portuguesas que possuem convênio com o Inep para aceitar as notas do exame. Os acordos garantem acesso facilitado às notas dos estudantes brasileiros interessados em cursar a educação superior em Portugal.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do Inep
Fonte: Ministério da Educação
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