TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Família de indígenas Waurá percorre 80 quilômetros de moto em busca de serviços no Justiça em Ação

Foto horizontal colorida, em plano aberto, que mostra a família de indígenas Waura, que participou do mutirão Justiça em Ação. Da esquerda para a direita: Tirawa, seu filho, seu irmão, sua cunhada e o sobrinho. Eles estão em pé, posando para a foto.Uma família da etnia Waurá saiu às 5h30 da aldeia Alamo, localizada ao sul do Parque Indígena do Xingu, e percorreu 80 quilômetros de moto em estrada de chão em busca de atendimento no mutirão Justiça em Ação, realizado pela Justiça Comunitária e parceiros no distrito de Salto da Alegria (200 km de Paranatinga), no último dia 7 de maio.

O professor de escola indígena Tirawa Waura levou o filho adolescente para fazer carteira de identidade. A cunhada dele, Yanapukuwalu Waura, também foi fazer o RG, acompanhada do marido e do filho pequeno, Lorenzo, de seis anos.

Eles levaram três horas para chegar à Escola Municipal do Campo Euzébio de Queiroz, onde ocorria o mutirão. Mas todo o esforço valeu a pena, segundo Tirawa. “A gente precisa desse tipo de atendimento porque a gente vem de longe. Muitas vezes, indo pra cidade, a gente faz viagem perdida”.

Foto horizontal colorida, em plano médio, que mostra o professor indígena Tirawa Waura e o juiz coordenador da Justiça Comunitária, José Antonio Bezerra Filho, se cumprimentando na entrada da escola onde ocorreu mutirão da Justiça em Ação. O professor conta que cerca de 60 pessoas vivem na aldeia Alamo, mas somente sua família conseguiu se deslocar para participar do mutirão da Justiça Comunitária. “Eu vi a divulgação de uma professora do Estado e ela me informou pra gente vir buscar o atendimento, porque é difícil pra nós ir pra cidade, é muito longe, o frete é muito caro. Aí eu decidi vir pra cá”, disse.

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Justiça em Ação – Durante os dias 6 e 7 de maio, o distrito de Salto da Alegria foi contemplado com serviços de justiça, cidadania, educação e saúde, proporcionados por diversos órgãos públicos, que se uniram à Justiça Comunitária, do Poder Judiciário de Mato Grosso, na iniciativa.

A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) foi uma das instituições parceiras e que realizou o atendimento aos integrantes da família indígena. Eles também receberam orientações jurídicas da Justiça Comunitária e fizeram solicitação de segunda via de certidão de nascimento.

Acesse as fotos no Flickr do TJMT

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Autor: Celly Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TRIBUNAL DE JUSTIÇA MT

Evento rememora primeira condenação do Brasil por violação dos direitos humanos

Magistrados (as) e servidores (as), especialmente integrantes dos Grupos de Monitoramento e Fiscalização (GMFs) e dos Comitês Estaduais Interinstitucionais de Monitoramento da Política Antimanicomial(CEIMPAS), estão convidados a participarem do evento “20 anos da sentença da Corte Interamericana de Direitos Humanos no Caso Ximenes Lopes vs. Brasil: memória, reparação e compromisso do Estado brasileiro com o cuidado”. O evento, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), será realizado no dia 27 de julho, às 16h, em formato virtual, com transmissão pelo canal do CNJ no Youtube, pelo link: https://yputu.be/BDGQLyuGO5k. A atividade relembra os 20 anos da sentença da primeira condenação do Estado brasileiro pela Corte Interamericana de Direitos Humanos.

Além de resgatar a memória e a relevância histórica da decisão, o evento promoverá um debate acerca dos avanços e desafios da implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário, instituída pela Resolução CNJ nº 487/2023, reunindo representantes do Sistema de Justiça, da academia, de organismos internacionais, dos movimentos sociais e da gestão pública.

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Na programação consta a realização da mesa “Das Recomendações da Corte à Resolução CNJ nº 487/2023: o que mudou em 20 anos?”, destinada à reflexão sobre os impactos da sentença na construção das políticas públicas de saúde mental e nos processos de desinstitucionalização desenvolvidos no país.

Além de magistrados e servidores da Justiça Estadual, o convite, encaminhado ao supervisor do Grupo de Monitoramento e Fiscalização (GMF) do sistema penitenciário do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, desembargador Orlando Perri, é estendido aos profissionais da Rede de Atenção Psicossocial (RAPs), representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública e demais instituições parceiras envolvidas na implementação da Política Antimanicomial do Poder Judiciário.

Resumo do caso – O “Caso Ximenes Lopes versus Brasil” foi um processo internacional julgado em agosto de 2006 pela Corte Interamericana de Direitos Humanos contra o Brasil pela violação dos direitos humanos de Damião Ximenes Lopes. O Estado brasileiro foi acusado de violar os direitos previstos nos artigos 4 (direito à vida), 5 (à integridade pessoal), 8 (garantias judiciais) e 25 (proteção judicial) da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. Damião Ximenes Lopes morreu no dia 4 de outubro de 1999, na Casa de Repouso Guararapes, vítima de tortura. Em 22 de novembro de 1999, Irene Ximenes Lopes Miranda, irmã de Damião, apresentou petição denunciando os fatos e a falta de investigação e punição dos responsáveis.

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Autor: Nadja Vasques

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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