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Boas práticas: presidente e corregedor-geral recebem prêmios da Corregedoria Nacional de Justiça

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A presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), desembargadora Clarice Claudino da Silva, e o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva, receberam das mãos do corregedor nacional da Justiça, ministro Luis Felipe Salomão, os troféus alusivos ao Prêmio “Corregedoria Ética”, edição 2023, na manhã desta sexta-feira (22 de março), na sede do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em Brasília.
 
Os desembargadores Carlos Alberto Alves da Rocha e Rodrigo Roberto Curvo, o juiz auxiliar da Presidência, Tulio Duailibi Alves Souza e a juíza Maria Rosi de Meira Borba também compuseram a comitiva do TJMT.
 
O Poder Judiciário de Mato Grosso recebeu duas premiações e três menções devido a iniciativas inovadoras desenvolvidas ao longo do ano passado, que incentivaram o cumprimento das Metas Nacionais do CNJ. Os projetos premiados na categoria “Boas Práticas” foram “Capacitação de Inclusão no Trabalho de Pessoas com Deficiência” e “Núcleo de Atendimento a magistradas e servidoras vítimas de violência doméstica – Espaço Thays Machado”.
 
O primeiro projeto premiado pelo “Corregedoria Ética” está alinhado à diretriz estratégica 10, que consiste em informar à Corregedoria Nacional as medidas adotadas para o desenvolvimento de ações de acessibilidade e inclusão de pessoas com deficiência nos órgãos do Poder Judiciários, enquanto o segundo, se enquadra na diretriz estratégica 8, que compreende o informe das adoções de prevenção e enfrentamento à violência doméstica praticada contra magistradas e servidoras à Corregedoria Nacional.
 
A presidente do TJMT comemorou o reconhecimento do trabalho desenvolvido em prol da humanização do atendimento à população que busca por Justiça. “A entrega dessas premiações demonstra que o Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso está caminhando na direção certa, com foco na entrega não só da prestação jurisdicional, mas de uma entrega que de fato enxergue o cidadão com a dignidade e o respeito que lhe são devidos, com atenção às necessidades reais de cada um, seja por meio da inclusão de pessoas com deficiência ou pelo trabalho de prevenção e combate à violência contra a mulher. Estamos muito felizes em estar aqui hoje recebendo esse reconhecimento, que serve de motivação para continuarmos cada vez mais aprimorando essas boas práticas”, declarou a desembargadora Clarice Claudino.
 
Menções honrosas
 
A Corregedoria-Geral da Justiça de Mato Grosso (CGJ-TJMT) também ganhou três menções honrosas em razão de projetos e ações que atendem às diretrizes estratégicas 2, 3 e 13. A diretriz estratégica 2 diz respeito aos protocolos institucionais entre os Tribunais e as serventias extrajudiciais com o intuito de otimizar e documentar as medidas de desjudicialização e desburocratização, por meio de práticas relativas aos meios consensuais de solução de conflitos. A CGJ-TJMT foi mencionada em virtude do Programa “Regularizar”, que entre suas ações facilitou a entrega de mais de 8,1 mil títulos para a regularização de propriedades rurais e imóveis urbanos em 36 municípios do Estado. O Programa Regularizar também estabeleceu um provimento objetivando a regularização do parcelamento do solo urbano, destravando o processo de emissão da titularidade.
 
As ações sobre a adequação dos cartórios quanto à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e correspondem a meta 3 também foram mencionadas de forma honrosa, com as criação de um relatório de autodiagnostico com questionamentos para checar se os serviços extrajudiciais estão atendendo a legislação, servindo inclusive como fundamento para as correições realizadas pela Corregedoria.
 
A criação de um painel de população carcerária também recebeu destaque. Essa ação atende a diretriz 13, e tem entre os parceiros da CGJ-TJMT, o Departamento de Aprimoramento da Primeira Instância (DAPI) e o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e Socioeducativo (GMF). A diretriz consiste na apresentação do relatório analítico dos processos de presos provisórios pendentes de julgamento, no prazo de 90 dias, apontando o tempo médio de tramitação. O painel une dados do BNMP e do PJE e auxilia na fiscalização do cumprimento desse prazo.
 
O corregedor-geral lembrou que a Justiça mato-grossense foi destaque em razão de projetos robustos, que visam uma justiça mais célere e humanizada. “É o reconhecimento da produtividade e dos desafios superados no ano de 2023. Desafios relacionados à regularização fundiária, à proteção de dados dos cidadãos que são atendidos pelos cartórios, questões delicadas e de urgência relacionadas às vítimas de violência, o trabalho com os nossos egressos e a inclusão de pessoas com deficiência. Projetos estes que aproximam o judiciário do cidadão, trazem bem-estar social, igualdade e resgatam a dignidade humana, como é preconizado a todos”, avaliou.
 
Lançamento de livro – Ainda na passagem pela sede do Conselho Nacional de Justiça, a presidente e o corregedor-geral do TJMT e os demais magistrados participaram do lançamento do livro “Sistema Eletrônico do Registro Público e sua Regulamentação”. Trata-se de um compêndio de artigos redigidos por magistrados, juristas, notários, registradores, acadêmicos e operadores do Direito, sob a coordenação do ministro Luis Felipe Salomão, abordando o Sistema Eletrônico de Registros Públicos (Serp).
O Sistema foi instituído pela Lei nº 14.382, de 27 de junho de 2022 e, aos poucos, vem redesenhando a burocracia e a segurança jurídica e introduzindo uma revolução na documentação e autenticação, à medida que o mundo avança na era digital.
 
#Paratodosverem
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Primeira foto: Da esquerda para a direita, o corregedor-geral da Justiça, desembargador Juvenal Pereira da Silva; o corregedor nacional da Justiça, ministro Luis Felipe Salomão; a presidente do TJMT, desembargadora Clarice Claudino da Silva e a presidente da Associação Mato-grossense dos Magistrados( Amam), juíza Maria Rosi de Meira Borba. Eles estão sorrindo para a foto, em pé, em uma sala do CNJ, cuja logomarca está afixada na parede. Os desembargadores seguram troféus que receberam do ministro. Segunda foto: Da esquerda para a direita, o juiz auxiliar da Presidência, Tulio Duailibi Alves Souza; o desembargador Juvenal Pereira da Silva, o desembargador Rodrigo Roberto Curvo; o ministro Luis Felipe Salomão; a presidente Clarice Claudino da Silva, o desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha e a juíza Maria Rosi de Meira Borba. Todos estão em pé, sorrindo para a foto, em uma sala do CNJ.
 
Coordenadoria de Comunicação da Presidência do TJMT

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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TJ mantém prisão domiciliar de policial penal acusada de tentar matar entregador em Cuiabá

Desembargador negou recurso da defesa e manteve prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica; vítima foi atingida por três disparos

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O desembargador Rui Ramos Ribeiro, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), negou recurso e manteve a prisão domiciliar, com uso de tornozeleira eletrônica, da policial penal afastada Jorcenilma França Viegas, acusada de tentar matar o entregador Carlos Filipe, de 34 anos, no bairro CPA 4, em Cuiabá. A decisão foi publicada nesta sexta-feira (20).

O crime ocorreu no dia 22 de julho. Segundo as investigações, Carlos foi baleado quando foi até a residência da policial para devolver um celular que havia sido perdido pela filha dela. A devolução do aparelho havia sido previamente combinada, e o entregador receberia R$ 100 como recompensa.

Carlos foi atingido por três disparos, sendo um na perna direita e dois nas costas. Ele foi socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado ao Hospital Municipal de Cuiabá (HMC), onde chegou a permanecer internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

A policial penal foi presa no dia 5 de agosto e posteriormente afastada do cargo. Ela responde por tentativa de homicídio qualificado.

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A defesa alegou excesso de prazo para o oferecimento da denúncia pelo Ministério Público Estadual (MPE). Segundo os advogados, o inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Poder Judiciário em 20 de agosto, mas a denúncia ainda não havia sido formalizada.

Os advogados também informaram que ingressaram, em 3 de setembro, com um pedido de relaxamento da prisão na 12ª Vara Criminal de Cuiabá. A solicitação, entretanto, ainda não havia sido analisada pelo magistrado de primeira instância.

Ao analisar o recurso, Rui Ramos afirmou que decidir sobre a questão antes de uma manifestação da 12ª Vara Criminal configuraria “supressão de instância”. O desembargador também destacou que a defesa não apresentou documentos capazes de demonstrar quais diligências eventualmente teriam sido solicitadas pelo Ministério Público após a conclusão do inquérito.

Diante disso, o magistrado entendeu que não era possível reconhecer, naquele momento, eventual demora injustificada do Estado e negou os pedidos apresentados pela defesa.

Rui Ramos determinou ainda que a 12ª Vara Criminal de Cuiabá seja oficiada para prestar informações sobre o andamento do processo e sobre a análise do pedido de relaxamento da prisão.

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A decisão mantém, portanto, a prisão domiciliar da policial penal, com monitoramento por tornozeleira eletrônica, enquanto o processo segue em tramitação.

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