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Assembleia Legislativa reconhece personalidades por serviços prestados

Na noite de quinta-feira (7), a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) realizou Sessão Especial de entrega de honrarias para personalidades e reconheceu novos mato-grossenses com títulos de cidadania. A Sessão foi requerida pelo deputado Fábio Tardin, o Fabinho (Podemos). A solenidade foi iniciada por uma benção, proferida pelo Padre Otoniel da Paróquia Nossa Senhora do Carmo de Várzea Grande que falou de esperançam reconhecimento e grandeza e, também por uma apresentação cultural pela banda de percussão simples Alfa, regida pelo professor e maestro João Matheus.

Além de Fábio Tardin, estiveram presentes os vereadores por Várzea Grande Adilsinho, Sargento Galibert, Joaquim Antunes e Raul Curvo, e diversas autoridades de Várzea Grande e outros municípios, além de familiares dos homenageados. Fabinho destacou que a hora era de reconhecer histórias de luta por Mato Grosso. “Temos homenageados de diversas áreas e eu valorizo muito histórias de superação”, disse Fabinho ao fazer um relato de sua história de órfão de pai, jardineiro, lavador de carro e gari que registrou uma história de superação ao chegar à Câmara de Várzea, sendo presidente daquele legislativo. O parlamentar lembrou que tem andado por todo Mato Grosso, mas ressaltou a sua cidade e ratificou que “Várzea Grande e Mato Grosso tem um deputado com quem pode contar”.

Em nome dos homenageados, Oscar José Soares do Prado que é presidente do Sindicato do Comércio Atacadista do Estado de Mato Grosso ressaltou “o olhar humanizado do deputado Fabinho para a maioria que precisa”. Representando a Câmara de Várzea Grande, o vereador Sargento Galibert, falou da importância da noite, afiançou que a Câmara Municipal daquele município está de portas abertas e reconheceu “o trabalho árduo e os recursos robustos enviados pelo deputado Fabinho ao município”.

Foto: Hideraldo Costa/ALMT

O vereador do município de Cotriguaçu, Jonathan Cavalcanti, agradeceu a homenagem e disse que “participar deste momento para mim é um motivo de muito orgulho, uma honra”, disse lembrando que andou cerca de mil quilômetros para receber a homenagem. “Não nascemos em Mato Grosso, mas foi aqui que escolhemos e decidimos viver, aqui iniciei meu trabalho e formei minha família e guardo na memória momentos marcantes, passados aqui. Mato Grosso não é apenas meu endereço e sim o local que pertencemos e amamos de alma e coração e trago a responsabilidade de buscar entregar as melhorias que o povo precisa e este reconhecimento aumenta o meu compromisso”, disse.

O vereador de Rosário Oeste, Gilmar Rodrigues agradeceu a homenagem e reconheceu a importância do reconhecimento pela ALMT. Já Ezilaine do Nascimento Rosa fez um reconhecimento ao parlamentar e disse que “Várzea Grande é uma terra de esplendor da qual emana leite e mel. Essa é uma valorização da Assembleia Legislativa para cidadãos que tentam fazer a diferença. Você faz sem esperar nada em troca, por amor, mas quando percebe que alguém está olhando é um estimulo”, reconheceu.

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Confira agora os homenageados:

Receberam a Comenda Fillinto Muller as seguintes personalidades:

Mário Celson Francisco Xavier

Sebastião dos Reis Gonçalves

Receberam a Comenda Marechal Rondon:

Adilson Luiz Costa de Arruda

Carlos Wilson Mattos Folles

Receberam a Comenda Dante De Oliveira:

Adilson Luiz Mayer de Arruda

Denival Rodrigues Galibert

Joaquim Antunes De Souza

Raul Coelho Curvo

Receberam a Medalha José Garcia Neto e do Mérito Industrial:

Oscar José Soares do Prado Filho

Recebeu a Medalha João Batistas Jaudy de Honra Ao Mérito Esportivo:

Edmilson Castro Ferreira do Nascimento

Receberam Títulos De Cidadania Mato-Grossense

Alexandre da Silva Galindo

Ana Paula Morelli de Sales

Antônio Francisco Xavier

Aparecida Chiodi –

Cândido Cardoso das Neves

Claudemir Mário Coradi

Donato Vargas da Silva

Ezilaine do Nascimento Rosa

Fernando Gomes Peixoto

Francisco Sobrinho Xavier

Hugo Souza Almeida

Jonata Dias Cavalcante

José de Oliveira Júnior

José Francisco Xavier

Lauro Francisco da Costa Moraes

Nelsi Inês Anton

Normi Francisco Xavier

Richard Peroto

Rodrigo Araripe de Abreu E Lima

Sérgio Aparecido Padilha –

Silvana Tesch de Oliveira Figueiredo

Silvio Clécio de Sales

Valdecir Volpato Fragerri

Verginia de Fátima Fabri

Receberam Moções De Aplauso:

Pelo Trabalho Desenvolvido Na Campanha Do Abril Laranja

Janaína Freire

Leandro Ferreti

Paulo Augusto Damazzo Custódio

Rozana Guimarães Ozório

Zanio Argiona De Barros

Empresários

Luíza Alencar De Souza

Luiz Antônio Borges De Souza Júnior

Pelo Trabalho Desenvolvido Pelo Esporte Mato-Grossense

Elaine Cristina De Arruda E Silva

Gilson Cassemiro De Lima

Rodolfo Correa Marquardt

Aposentados

Adeilde Souza De Lima

Adriana Roberta Ferreira Dos Santos Domingos

Alice Maria Pereira Ferreira

Alzenyr Bambil Flores

Ana Cristina de Santos Oliveira

Ana Maria de Barros César

Andrelina Domingas de Amorim

Anelice Arruda Hatschbach

Antônia Maria de Oliveira Silva

Antonio de Arruda Campos

Bertulina Pereira Leite

Benedita Adail de Arruda Fialho

Benedita Maria José de Amorim

Benedita Neuza de Barros

Carla Melissa Klock Scalzitti

Celso Benedito de Andrade

Celso Braz da Silva

Cilene Coelho de Oliveira

Cleiner Rodrigues da Silva

Diógenes Aparecido da Silva

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Edilene de Souza Machado

Edjane Márcia Moreira

Edna Botelho dos Santos Oliveira

Edneia Henrique de Paula

Elenice Alves de Oliveira Souza

Eliana Nunes Januário Ohara

Eliane Aparecida Ferreira da Silva

Elizer Campos Leite

Erenice de Oliveira E Silva

Eroisa de Melo Schaustz

Erozaine Julieta dos Santos

Esmael Angelo de Oliveira

Eva de Paulo Vieira dos Santos

Fátima Rosângela De Arruda

Francisca Souza De Oliveira

Georlando Rios Santana

Gildete Silva de Castro

Gilma Conceição de Figueiredo

Gonçalina Josefa de Oliveira

Helena Glaziela Barbiero Amaral

Helena Maria da Rosa Arruda

Heliomar Soares Paniago

Isabel Cristina Correa Ribeiro

Ivete Queiróz Porto

Izabel Conceição Vitalino de Figueiredo

Jacinta Domingas de Oliveira

Jalme Santana Figueiredo

Jandira Ferreira da Silva

João Bosco da Silva

Joerson Mario da Silva

Jorceni Ferreira Dutra

José Gonçalo de Figueiredo Filho

José Miguel de Souza

Josely Pereira de Souza Ferreira

Josimary Donata da Silva

Jovelina Maria Marinho da Costa

Jurema Arruda Alves de Lima

Juzelito Gonçalo Galvão

Leiva Coleta Santiago

Lenir Souza Brito

Loraci Maria de Campos

Lucenir Assis

Luciene da Silva Tavares

Luzia Maria da Costa

Mairdes Maria da Silva Moraes

Margarida Lopes Tesoura

Maria Alves Vilela

Maria Aparecida de Arruda

Maria Auxiliadora da Silva Coelho

Maria Auxiliadora de Campos

Maria Auxiliadora de Oliveira

Maria Benedita Vilella Velasco

Maria Bosco Bernardina Maciel

Maria José de Campos Oliveira

Maria José Pereira De Oliveira

Maria Salete da Silva

Maricélia Padilha da Costa

Marilene do Espírito Santo

Marilha Novaes Costa

Maristela Santana da Silva

Marlene Silva Rodrigues

Matildes Margareth Rodrigues Gonçalves

Maurícia Pedrosa da Silva

Milton Ribeiro da Silva

Mirian Nascimento Teixeira Thomem

Mônica Boaventura Carvalho

Nadir Nascimento de Souza

Nelsi Inês Anton

Neueli Fortes da Silva

Nilcimeire Campos dos Santos

Nilda de França

Paulino Alves de Oliveira

Rosa Santana Silva

Roseli Francisca Neves do Espírito Santo

Rosa Santana Silva

Roseli Francisca

Rosylene Aparecida Borges Moraes

Salma Nassarden Quinteiro

Sebastiana Almeida de Souza

Sirlei Ribeiro da Silva França

Silvia de Souza Cuelho

Sonia Luiza de Souza Pinheiro

Sueli de Fátima Dias

Suzana Cristina da Silva Oliveira Rodrigues

Suzana Maciel do Nascimento

Suzanny Catarina Barros Freire

Tânia de Souza Andrade

Telma Donatila de Oliveira Camargo

Tereza Lucinda Domingos Diesel

Udimar Ferreira

Valdemil Dias de Miranda

Vanda das Neves Macedo da Silva

Vanessa Alves de França

Fonte: ALMT – MT

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Gisela diz que lista de ‘estupráveis’ mostra ódio às mulheres e exige reação imediata da sociedade

Para diretora-executiva do União Mulher em MT foi a ‘cultura da violência’ que levou cantora cuiabana a desistir da vida esta semana

“O que aconteceu dentro da Faculdade de Direito da UFMT não é apenas mais um episódio de misoginia universitária. É um retrato brutal de como a violência contra a mulher continua sendo banalizada até mesmo em ambientes que deveriam formar consciência, ética e civilidade”. Disse à imprensa e em suas redes nesta quinta-feira (07.05),a diretora-executiva do União Mulher em Mato Grosso e presidente do União Brasil em Cuiabá, Gisela Simona, ao reagir com profunda indignação à divulgação de uma lista produzida por estudantes que classificava calouras do curso de Direito da UFMT como “estupráveis”.

Para Gisela, quando o ódio às mulheres chega às universidades, então a sociedade tem a obrigação de reagir antes que a violência simbólica se transforme em violência física e, pior, seja naturalizada. “Causa profunda indignação este episódio envolvendo alunos do curso de Direito da UFMT que produziram uma lista classificando colegas calouras como estupráveis. Não existe qualquer espaço para banalizar um ato como esse. Isto não é brincadeira, não é humor universitário, nem sequer pode ser observado como exagero de interpretação. Esta lista é literalmente um ato de violência, porque pressupõe a aceitação do estupro. É a reprodução de uma cultura cruel que humilha mulheres, incentiva a misoginia e normaliza o medo dentro de um ambiente que deveria ser de acolhimento, respeito e formação cidadã”, afirmou.

A manifestação da dirigente ocorre em meio à forte repercussão do caso, que provocou revolta entre estudantes e levou centenas de universitários a protestarem no campus da UFMT, em Cuiabá, com cartazes e manifestações públicas de repúdio. O conteúdo veio à tona após denúncia do Centro Acadêmico de Direito (CADI/UFMT), que divulgou nota cobrando providências institucionais e acompanhamento rigoroso das investigações.

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Após a repercussão, a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo para apurar as condutas atribuídas aos envolvidos. A reitoria da UFMT também determinou o afastamento dos estudantes investigados.

Para Gisela Simona, contudo, a gravidade do episódio ultrapassa os limites de uma infração disciplinar universitária, pois expõe um nível alarmante de naturalização da violência sexual contra mulheres jovens. “O estupro é um dos crimes mais brutais que existem e deixa marcas permanentes em suas vítimas. Transformar isso em piada revela um nível assustador de desrespeito à dignidade humana e à segurança das mulheres. Nenhuma estudante entra numa universidade para ser exposta, constrangida ou tratada como objeto”, ainda declarou.

E ao cobrar rigor nas apurações e punição exemplar aos responsáveis, Gisela também fez um movimento que ampliou a dimensão humana do debate ao relacionar o caso da UFMT a uma tragédia que ocorreu esta semana na capital mato-grossense: a morte da cantora de rock, Vanessa Capelette.

A conexão entre as duas histórias não foi construída apenas pela coincidência temporal. Mas pelo elo invisível e devastador que une mulheres marcadas pela violência sexual e pelo abandono emocional que frequentemente vem depois dela.

Ao comentar o caso, Gisela citou a repercussão do relato feito nas redes sociais pela cantora e compositora cuiabana Meire Pinheiro, que lamentou publicamente a morte de Vanessa. Em publicação emocionante, Meire relembrou a participação de Vanessa no projeto audiovisual “Viver Cultura”, realizado por meio da Lei Paulo Gustavo, ocasião em que a artista revelou ter sido vítima de estupro cometido por um padre, posteriormente preso sob acusações de abusos contra centenas de crianças.

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Segundo relatos de pessoas próximas, Vanessa jamais conseguiu se libertar completamente das marcas emocionais deixadas pela violência sofrida na infância. As cicatrizes atravessaram décadas, afetaram sua saúde mental e, silenciosamente, corroeram sua relação com a própria vida.

Para Gisela, faz-se necessário ampliar o debate sobre as graves sequelas que o estupro deixa na vida de uma pessoa. Sobretudo, quando se observa o crescimento dos movimentos extremistas conhecidos como Red Pill que têm dado sinais claros de infiltração também dentro de ambientes universitários de Mato Grosso.

“Estamos falando de um trauma psicológico que destrói sonhos, destrói a saúde mental e, muitas vezes, destrói inteiramente o projeto de vida de uma pessoa. O estupro não termina no ato. Ele continua vivendo dentro da vítima por anos, às vezes pela vida inteira. Por isso precisamos deslocar o debate do terreno superficial das redes sociais para uma discussão muito mais profunda e mostrar uma sociedade que ainda insiste em minimizar violências que podem acompanhar mulheres até o fim da vida, inclusive, fazê-las desistir dela”.

Para a parlamentar, episódios como o da UFMT demonstram que Mato Grosso precisa enfrentar de forma mais séria o avanço de discursos misóginos que se espalham pelas redes sociais e passam a influenciar comportamentos concretos no cotidiano. “Quando o ódio às mulheres deixa a internet, entra nas universidades, e se alastra no tecido social, temos obrigação de reagir.”

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