DEU NA GAZETA
Fagundes reage a articulação de bastidores e afirma independência do PL em Mato Grosso
Senador critica tentativa de isolamento após reunião entre Pivetta, Mauro Mendes e Valdemar Costa Neto e defende decisão interna do partido sobre disputa eleitoral
O senador Wellington Fagundes (PL) reagiu à movimentação política articulada pelo grupo do governador Otaviano Pivetta (Republicanos) e do ex-governador Mauro Mendes (União), que teria como objetivo retirá-lo da disputa eleitoral deste ano. A articulação veio à tona após reunião reservada com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto.
Após o vazamento do encontro, Fagundes afirmou que há uma tentativa de tratar o PL de Mato Grosso como subordinado ao Palácio Paiaguás, hipótese que rechaçou de forma enfática.
“O PL não é puxadinho de governo. O partido tem lado, tem história, tem liderança nacional e base em Mato Grosso. A decisão será tomada dentro do partido, com respeito, diálogo e responsabilidade”, declarou ao jornal A Gazeta.
Segundo o senador, a movimentação do grupo governista seria motivada pelo desempenho eleitoral de seu nome, que, de acordo com ele, figura entre os mais competitivos nas pesquisas de intenção de voto.
Fagundes também defendeu uma disputa aberta e criticou tentativas de definição antecipada de candidaturas. “O que eu defendo é muito simples: disputa aberta, legítima e democrática. Mato Grosso é grande demais para ter candidatura escolhida em gabinete”, afirmou.
Apesar das críticas ao movimento político, o senador evitou direcionar ataques ao ex-governador Mauro Mendes e destacou que as decisões do PL serão tomadas internamente, com participação das bases e diálogo com lideranças nacionais, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Eu não faço política na pressão. Faço política no diálogo, na construção e no respeito. Candidatura não se impõe de fora para dentro. Ela nasce da confiança e da vontade da base”, acrescentou.
Fagundes também comentou a atuação do deputado federal José Medeiros, que teria intermediado o encontro entre Costa Neto, Mauro Mendes e Pivetta. Embora tenha evitado críticas diretas, demonstrou desconforto com a condução das articulações.
A reunião teve como pano de fundo a tentativa de construção de uma aliança para a disputa ao governo do Estado. Em contrapartida, o grupo governista trabalharia para eleger Medeiros ao Senado, com eventual apoio futuro a Fagundes em 2030.
Nos bastidores, a estratégia vem sendo discutida desde 2024, em meio à resistência de parte do PL ao nome de Fagundes como candidato ao governo.
POLÍTICA MT
Wilson Santos concede comenda Dante de Oliveira ao conselheiro do TCE-MT
Oconselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), José Carlos Novelli, durante o lançamento do livro de sua autoria “A Mesa Técnica nos Tribunais de Contas”, nesta quarta-feira (1º), foi reconhecido pelos trabalhos prestados em prol da sociedade mato-grossense com a comenda Dante de Oliveira. A honraria foi concedida pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), por meio do deputado estadual Wilson Santos (PSD), que destacou a satisfação de acompanhar a trajetória do homenageado desde vereador por Cuiabá e, logo, em parceria de ambos no governo do saudoso Dante Martins de Oliveira.
“Tive a oportunidade de cruzar o caminho deste ser humano. A sua missão está longa para terminar. Não é à toa que presidiu essa instituição por três vezes. A sua vinda para cá, junto de outros conselheiros, transformaram esse tribunal para melhor, pois vocês modernizaram, deram velocidade e eficiência. Em nome dos quatro milhões mato-grossenses e dos 24 deputados estaduais, o parlamento o aplaude nesta data”, pronunciou o parlamentar.
Na oportunidade, Wilson lembrou quando apresentou Novelli ao governador Dante de Oliveira, na década de 90, em que ele chegou a se licenciar da Assembleia Legislativa para assumir a Secretaria Estadual de Serviços Públicos. “Eu deixei a Assembleia Legislativa e fui ser secretário. Quando eu vi o Novelli, logo nos aproximamos, o sangue bateu. Aí, eu disse ao Dante: tem um vereador que pode vir para o nosso lado. Aí, eu tive a honra e inesquecível de apresentar o Novelli ao Dante de Oliveira”, lembra.
Da Câmara Municipal de Cuiabá, Novelli assumiu o Departamento de Viação e Obras Públicas do Governo de Mato Grosso, entre 1995 a 1998. Em seguida, foi eleito deputado estadual na Assembleia Legislativa e assumiu outros importantes cargos públicos até, que em junho de 2001, se tornou conselheiro do TCE e se mantém até os dias atuais. “A comenda Dante de Oliveira é emocionante. É um trabalho que fizemos por vários anos e a Assembleia Legislativa resolveu me honrar por meio do deputado Wilson Santos. Eu vou carregar no peito, não vou colocar no quadro. Dante foi um grande amigo e estadista do estado de Mato Grosso. Inesquecível!”, disse o homenageado.
Em relação ao livro, Wilson Santos elogiou a iniciativa de Novelli que dará um norte para que outros tribunais de contas possam adotar mesas técnicas em todo território nacional. “Essa tese, ela quebra a espinha dorsal do estado burocrático brasileiro. Talvez, o primeiro a usar ferramentas dessa natureza muito simplória foi o primeiro ministro inglês, Winston Churchill, durante a Segunda Guerra Mundial. Ele não abria a mão da simplicidade, da velocidade e rapidez para que as suas decisões tivessem os efeitos desejados”, relata.
O presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, reconheceu o trabalho brilhante desenvolvido por Novelli nos últimos 25 anos. “Eu conheço o Novelli, antes do Tribunal. Tive o privilégio de fazer política junto com o Dante e sempre junto com Novelli. Dante nos enviou ao Tribunal e não podia dar outra. O Tribunal de Contas que é hoje, é uma escola. Todos os anos que o conheço, sempre foi um consensualista. Ele foi de construir, de costurar e de harmonizar”, descreveu o conselheiro, que entregou homenagem alusiva ao Jubileu de Prata, em reconhecimento aos 25 anos dedicados de José Carlos Novelli à construção e aperfeiçoamento do controle externo.
“Agradeço a presença de todos e essa obra vai repercutir no sistema nacional no Tribunal de Contas. O grande problema das mesas técnicas de implantar é a insegurança da garantia jurídica dos processos de controle externo na medição. E este livro bem fundamentado na constituição, nas leis, então, não tem como não aderir. É o único modelo de solucionar problemas graves e complexos da administração pública”, concluiu Novelli.
Fonte: ALMT – MT
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