NACO

Após “vídeo bomba”, Naco realiza operação contra deputado estadual e vereador em Cuiabá

Irmãos são investigados por suposto esquema de propina envolvendo emendas parlamentares

O Núcleo de Ações de Competências Originárias (Naco), do Ministério Público Estadual, deflagrou uma operação que cumpre mandados de busca e apreensão contra o deputado estadual Elizeu Nascimento (PL) e seu irmão, o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União Brasil).

A ação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso e ocorre no âmbito de uma investigação que apura um suposto esquema de cobrança de propina relacionado à destinação de emendas parlamentares.

De acordo com informações obtidas com exclusividade, a apuração teve início após a apreensão de um aparelho celular durante a Operação Gorjeta, realizada pela Polícia Civil em janeiro deste ano.

Na ocasião, o então vereador Chico 2000 foi afastado do cargo sob suspeita de envolvimento em um esquema de desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares, que teriam sido utilizados para a realização de uma corrida em comemoração ao aniversário de Cuiabá.

Ainda conforme as investigações, Chico 2000 e outros alvos tiveram bloqueio de aproximadamente R$ 676 mil. Com o avanço das diligências e a quebra de sigilo telefônico, os investigadores encontraram um vídeo considerado “extremamente comprometedores” envolvendo um sargento reformado da Polícia Militar, que também já exerceu mandato como vereador na capital.

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Com base nesse material, o Naco solicitou à Justiça o cumprimento de mandados nas residências de Elizeu e Cezinha Nascimento, além da adoção de outras medidas cautelares.

Apesar das ações, até o momento não houve decretação de prisão dos investigados.

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JUSTIÇA

Taques apaga vídeos contra governador e filho

Após ser multado por descumprimento de decisão judicial, o ex-procurador Pedro Taques apagou de suas redes sociais, nesta quinta-feira (19/02), os vídeos nos quais fazia acusações sem provas contra o governador Mauro Mendes e seu filho, o empresário Luis Mendes.

As postagens ainda estavam ativas até a noite de quarta-feira (18/02).

Taques chegou a ser multado pela juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da 10ª Vara Cível de Cuiabá, que o advertiu por tentar “burlar” a proibição.

Ela impôs multa de R$ 2 mil por cada publicação realizada em desacordo com a decisão e ainda alertou que, se a prática continuasse, aumentaria a multa para R$ 5 mil por postagem.

A magistrada registrou que Taques divulgou vídeos insinuando investigações envolvendo o filho do governador, sem apresentar o número de inquérito ou qualquer comprovação oficial de que isso fosse verdadeiro.

“Não houve, na postagem, a indicação específica e verificável do número do inquérito ou ação, descumprindo o requisito cumulativo imposto pela liminar”, afirmou a juíza.

Em outra publicação, segundo a juíza, Taques utilizou termos e referências que faziam alusão ao empresário Luis Mendes, atribuindo a ele condutas criminosas sem qualquer prova.

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“A tentativa de utilizar pseudónimos ou termos transversais não elide o descumprimento, uma vez que o contexto da publicação permite a identificação imediata do alvo das ofensas, configurando nítida tentativa de burla ao comando judicial. O comportamento do réu demonstra desrespeito à ordem judicial e reiteração na conduta lesiva que a medida inibitória visava estancar”, registrou a magistrada.

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