NACIONAL
Após dois anos de Pé-de-Meia, abandono escolar em SP cai 33%
O Pé-de-Meia completa dois anos em 2026 e, desde sua criação, colaborou para que o número de alunos fora do ensino médio caísse 33% no estado em São Paulo— enquanto em 2022 a taxa de abandono escolar era de 3,9%, em 2024 ela caiu para 2,6%. Além disso, a taxa de reprovação escolar também recuou em 43% no mesmo período, e o atraso escolar (distorção idade-série) sofreu queda de 19%, entre 2022 e 2025.
Com 775.865 estudantes paulistas beneficiados desde sua criação, o que corresponde a 38% do total de alunos das redes públicas do estado, o investimento local do Governo do Brasil na política, que tem ajudado jovens a permanecerem na escola com uma trajetória de sucesso, foi de R$ 2 bilhões ao longo dos anos letivos de 2024 e 2025.
Em todo o país, o programa teve 5,6 milhões de estudantes participantes e um investimento de R$ 18,6 bilhões, que resultou na diminuição da taxa de abandono escolar em quase pela metade (43%).
Perfil – O perfil dos participantes do Pé-de-Meia reforça seu caráter de inclusão e equidade educacional. Voltado a estudantes de famílias cadastradas no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), ou seja, jovens cujas famílias tenham renda de até meio salário mínimo por pessoa, do total de beneficiários de São Paulo, desde o início do programa, 50,3% são meninas e 52,2% são negros, entre pretos e pardos. Nos dois anos, 833 estudantes indígenas receberam o incentivo no estado.
Os participantes do ensino médio ganham R$ 200 por mês, caso mantenham a frequência escolar, e R$ 1.000 por ano de ensino concluído com aprovação, além de uma parcela extra para quem participa do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano de conclusão. Enquanto as parcelas mensais podem ser utilizadas imediatamente, auxiliando em gastos diários dos estudantes, os pagamentos da parcela de R$ 1.000, por outro lado, são depositados em poupança e podem ser sacados apenas após a conclusão do ensino médio, como um incentivo para encerrar essa etapa de ensino e uma perspectiva para o futuro.
Pé-de-Meia – Instituído pela Lei nº 14.818/2024, o Pé-de-Meia é um programa de incentivo financeiro-educacional destinado a promover a permanência e a conclusão escolar de estudantes matriculados no ensino médio público. Seu objetivo é democratizar o acesso e reduzir a desigualdade social entre os jovens do ensino médio, além de fomentar mais inclusão pela educação, estimulando a mobilidade social. Os estados, os municípios e o Distrito Federal prestam as informações necessárias à execução do incentivo, possibilitando seu acesso aos estudantes matriculados nas respectivas redes de ensino.
Panorama Pé-de-Meia | São Paulo
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Básica (SEB)
Fonte: Ministério da Educação
NACIONAL
O rio que organiza a vida em Parintins
Antes das alegorias tomarem conta do Bumbódromo, o Festival de Parintins já começa no porto. Embarcações atracam diariamente trazendo ferro, madeira, tecido, tinta e isopor usados na construção do espetáculo dos bois “Caprichoso e Garantido”. Esse fluxo não se limita ao período do festival e se estende ao funcionamento diário da cidade, que depende do transporte fluvial como principal ligação com o restante da Amazônia.
A cerca de 400 quilômetros de Manaus, o cotidiano local se organiza em torno da Instalação Portuária Pública de Pequeno Porte (IP4) de Parintins. No terminal, carregadores circulam entre mercadorias, tricicleiros aguardam passageiros e comerciantes recebem produtos que abastecem a cidade.
Também desembarcam passageiros locais, chegam turistas e circulam trabalhadores que usam o espaço como uma das principais portas de entrada e saída do município, além de um ponto central de mobilidade, comércio e circulação diária de mercadorias e serviços.
A cidade que vive do rio
Na rotina de Parintins, o rio não é só ponto de chegada, mas o principal eixo de abastecimento, que sustenta o comércio e o cotidiano da população. Por ele chegam alimentos, medicamentos e produtos essenciais, além de cargas que mantêm a atividade econômica local.
Segundo a lojista Thaynara Jacauna, o porto é a principal via de chegada de mercadorias. “É a única forma que nós temos de receber mercadorias aqui, seja por barcos ou ferryboats. Praticamente tudo chega por aqui”, afirmou.
Na cheia, as embarcações chegam com mais facilidade; na seca, demora um pouco mais. Ainda assim, o fluxo pelo porto segue diário e faz a rotina seguir seu ritmo.
Para o ambulante Gessegildo Simões, o terminal garante o sustento de dezenas de famílias. “É daqui que a gente tira nosso sustento. O movimento na cidade é pouco, e é através do porto que conseguimos nosso dinheiro para manter o básico da família”, disse.
Cultura que vem das águas
Semanas antes das apresentações, balsas carregadas de materiais cruzam o Rio Amazonas até os galpões onde as alegorias ganham forma. Uma única edição do festival consome milhares de metros de tecido, toneladas de ferro, blocos de isopor e galões de tinta, praticamente tudo transportado pelo rio.
Apesar da rivalidade entre Garantido e Caprichoso, ambos seguem o mesmo fluxo que sustenta o festival: o rio, por onde chegam materiais, pessoas e a estrutura do espetáculo.
Para o presidente do Boi Garantido, Fred Góes, o festival começa antes da arena. “Tudo o que as pessoas veem no festival chega pelo rio e pelo porto. Cerca de 90% vem das águas. O nosso rio é a nossa estrada”, afirmou.
Ele também destaca a ligação direta entre a festa e a economia local. “A Amazônia não tem indústria, então a única indústria é a cultural, que é a dos bois. O rio traz tudo o que a gente precisa para fazer o festival acontecer”, completou.
Para o presidente do Conselho de Arte do Boi Caprichoso, Ericky Nakanome, a IP4 também é parte da origem da festa. “O porto de Parintins é a porta de entrada da cidade. Sem ele, nós não teríamos como fazer a brincadeira de boi hoje”, afirmou.
Para os grupos folclóricos, o porto é origem e permanência da festa. Funciona como porta de entrada da cidade e elemento essencial para a brincadeira do boi. Durante o festival, o terminal se transforma em ponto de encontro entre moradores, artistas e turistas que chegam de diferentes partes do país.
Na Amazônia, os rios funcionam como estradas naturais, que sustentam a mobilidade e o abastecimento de comunidades ribeirinhas. Com isso, as cidades se integram à rede de Instalações Portuárias Públicas de Pequeno Porte (IP4), que organiza o transporte de passageiros e mercadorias na região Norte.
Em Parintins, o rio é a principal via de conexão. E o porto é por onde passam cultura, abastecimento e sustento de milhares e milhares de pessoas.
Assessoria Especial de Comunicação Social
Ministério de Portos e Aeroportos
Fonte: Portos e Aeroportos
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