POLÍTICA NACIONAL

Combate à violência contra a mulher deve começar na escola, diz Confúcio

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Em pronunciamento no Plenário nesta quarta-feira (18), o senador Confúcio Moura (MDB-RO) lamentou o aumento dos casos de feminicídio e violência contra as mulheres. O parlamentar salientou que, apesar do avanço das leis e dos direitos conquistados pelas mulheres ao longo das décadas, os índices de violência permanecem elevados, especialmente entre mulheres em situação de vulnerabilidade social. Para o senador, todas as medidas de enfrentamento à violência contra as mulheres devem ser adotadas, mas a solução do problema começa pela educação, nas escolas.

— As mulheres estão avançando, a duras penas, por meio de seus movimentos organizados, por meio da luta das mulheres por mais direitos. Mas ainda, principalmente mães solteiras, mães pobres, carregam todos os tipos de dificuldades e preconceitos. São mulheres separadas, muitas vezes vitimadas, sequeladas, das mais diversas formas. O que a gente pode fazer na prática para esse enfrentamento hoje? Porque o discurso é fácil — observou, salientando que o combate ao feminicídio precisa estar na sala de aula.

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O senador afirmou que o enfrentamento da violência deve começar pela educação, com a formação de valores desde a infância. Ele sugeriu que o respeito às mulheres seja trabalhado de forma contínua nas escolas, desde a creche até o ensino médio, como parte da formação social dos alunos.

— A gente deve introduzir, através da escola, não como uma disciplina obrigatória, mas que todos [tratem do assunto]. Que o professor de matemática fale do assunto. Na creche, a tiazinha fale para a criança. No ensino fundamental, a mesma coisa. Que todos os professores falem, assim, como uma missão da própria escola. E fazer uma grande campanha, campanhas permanentes, a Ordem dos Advogados do Brasil, enfim, todas as organizações, todas as ONGs, batalharem nas comunidades em defesa das mulheres — conclamou Confúcio.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Uso ético da IA é tema de guia lançado pela Auditoria do Senado

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Saber usar a inteligência artificial (IA) sem descumprir normas ainda é um desafio. Pensando nisso, a Auditoria do Senado Federal elaborou o Guia Prático de Propostas de Uso de IA no Senado Federal. O material busca orientar o uso seguro e eficiente de ferramentas de IA na administração pública.

O Guia funciona como um manual tanto para iniciantes quanto para quem já tem alguma familiaridade com a tecnologia. O material traz exemplos de prompts já testados, alertas de riscos, e indica quais documentos podem ser usados nas ferramentas de IA e de que forma.

O manual está em consonância com o Ato da Diretoria-Geral nº 28/2025, que regulamenta o uso de IA no Senado e busca assegurar o uso ético, seguro, eficiente e sustentável da tecnologia nas atividades administrativas e de suporte ao processo legislativo. 

Segundo o auditor-geral do Senado, André Paixão, a iniciativa nasceu da percepção de que muitas equipes continuavam executando tarefas manualmente, mesmo com tecnologias avançadas já disponíveis.

— Temos ferramentas de IA disponíveis e várias pessoas não sabem como utilizá-las, especialmente focadas no setor público — disse.

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Paixão destaca que o projeto se inspirou em iniciativas de órgãos como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios, que investiram em bancos de prompts e casos de uso voltados à atividade judicial.

Clareza normativa

O guia também busca resolver um dos maiores receios que Paixão identificou no usuário de IA: o de cometer infrações regulamentares.

— As pessoas têm medo de utilizar a IA por receio de incluir algum documento que viole a legislação ou a normatização do Senado — apontou.

Para auxiliar os servidores, o material foi estruturado em duas frentes: conceitos básicos sobre a tecnologia e diretrizes alinhadas à segurança da informação e às regras internas do Senado.

O novo manual está disponível na página de Transparência do Senado.

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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