SAÚDE

Brasil e Reino Unido trocam experiências sobre negociação de preços de tecnologias em saúde

O Brasil e o Reino Unido realizaram, nos dias 11 e 12 de março, em Brasília, um encontro para debater estratégias de negociação de preços de tecnologias em saúde e fortalecer a cooperação internacional na área de avaliação de tecnologias em saúde (ATS). A iniciativa reuniu representantes do Ministério da Saúde e do National Institute for Health and Care Excellence (Nice), instituição britânica reconhecida internacionalmente pela avaliação de tecnologias em saúde.

O secretário-executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, recebeu a comitiva estrangeira durante a agenda institucional. Massuda destacou que o Brasil possui um sistema de saúde universal que oferece desde vacinas até procedimentos de alta complexidade, como transplantes de órgãos, além de medicamentos para o tratamento de doenças raras e câncer.

“Isso significa que lidamos diariamente com tecnologias em saúde de altíssimo custo. Por isso, é muito importante para nós conhecer como outros países estão enfrentando esse novo cenário, especialmente instituições como o Nice. Queremos entender como esses sistemas estão lidando com a incorporação de novas tecnologias e quais estratégias utilizam para ampliar a capacidade de negociação de preços com a indústria farmacêutica”, afirmou. 

Antes disso, o grupo britânico se encontrou com a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, que destacou a atuação do Governo do Brasil para assegurar a incorporação de novas tecnologias ao Sistema Único de Saúde (SUS). 

Leia Também:  Ministério da Saúde debate saneamento e ameaças à saúde dos povos originários do Brasil

“Existe um grande esforço para garantir que os pacientes tenham acesso às melhores tecnologias disponíveis, mas também temos limites orçamentários dentro do SUS. Por isso, precisamos encontrar caminhos que permitam equilibrar o acesso à inovação com a sustentabilidade financeira do nosso sistema de saúde pública”, afirmou.

Ela também ressaltou a importância da cooperação internacional. “Esse intercâmbio é fundamental porque nos permite conhecer como outros sistemas de saúde enfrentam desafios semelhantes, ao mesmo tempo em que compartilhamos a experiência brasileira. A ideia é fortalecer essa troca de conhecimento para aprimorar nossas políticas e ampliar o acesso da população às tecnologias em saúde”, completou.

Workshop

Fruto da parceria da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde (SCTIE) com o NICE, o encontro contou com representantes da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) e promoveu o intercâmbio de experiências sobre mecanismos de precificação e negociações comerciais envolvendo medicamentos e outras tecnologias.

A proposta foi analisar desafios e oportunidades para aprimorar essas políticas e ampliar estratégias que permitam a incorporação de medicamentos, produtos e procedimentos inovadores no SUS, com maior eficiência e sustentabilidade financeira.

Leia Também:  Saúde lança novo curso do Método Canguru e Guia de Implementação dos 10 Passos do Cuidado Neonatal

Durante os dois dias de programação, especialistas apresentaram experiências e discutiram a relação entre os processos de avaliação de tecnologias em saúde e as negociações de preços, além do contexto jurídico e regulatório que orienta essas decisões em cada país.

A agenda incluiu exposições técnicas e oficinas voltadas à identificação de pontos fortes, fragilidades, oportunidades e riscos dos modelos adotados no Brasil e no Reino Unido.

O diretor do Nice Advice, Brad Groves, destacou que a iniciativa representou uma oportunidade relevante para compartilhar experiências e ampliar o acesso da população a tratamentos inovadores.

“Debatemos como o Reino Unido vem conduzindo, ao longo dos últimos anos, as negociações comerciais como parte do processo de aprovação de tecnologias em saúde. Foi um encontro muito importante para compartilhar nossa experiência e também aprender com os colegas brasileiros como essas negociações acontecem nos dois países”, afirmou.

Também participaram do workshop a diretora do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde do Ministério da Saúde, Luciene Schluckebier Bonan, e o assessor das equipes Nice Advice e Nice International, Juan Yanguela.

Rodrigo Eneas
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Propaganda

SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

Leia Também:  Saúde lança novo curso do Método Canguru e Guia de Implementação dos 10 Passos do Cuidado Neonatal

Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

Leia Também:  Ministério da Saúde investe mais de R$ 19 milhões por ano no atendimento infantil em Maringá (PR)

Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

Continue lendo

política mt

mato grosso

policial

PICANTES

MAIS LIDAS DA SEMANA