POLÍTICA NACIONAL
Deputados podem votar novo regime para socorrer ou liquidar bancos
O Plenário da Câmara dos Deputados reúne-se nesta terça-feira (17), a partir das 13h55, e tem como um dos itens da pauta o Projeto de Lei Complementar 281/19, que cria o novo regime de resolução bancária no Brasil, com regras para salvar ou liquidar bancos em dificuldades financeiras. O texto estabelece novos regimes para manter a estabilidade do sistema financeiro em eventuais crises, com aplicação também aos mercados de seguros.
Entre os 36 itens da pauta, alguns estão prontos para votação e outros ainda dependem de aprovação do regime de urgência.
Na lista de urgências está o projeto que aumenta o limite de faturamento para microempreendedor individual (PLP 108/21). Segundo o presidente da Câmara, por se tratar de uma proposta que tem impacto fiscal, há o compromisso de apenas votar o mérito do texto após uma ampla discussão entre todos os interessados.
Outra proposta que deve entrar na pauta de votações desta semana é a que estabelece percentuais mínimos de cacau em chocolates e derivados (PL 1769/19). O texto traz parâmetros a serem observados na produção de chocolate e seus derivados e também trata de conceitos e regras para as embalagens dos produtos.
Veja as propostas que podem ser votadas:
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PL 6894/13 – Vincula bolsistas de iniciação científica e estudantes técnicos ao Regime Geral de Previdência Social;
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PL 5391/20 – Permite inclusão de presos por homicídio qualificado em presídios federais de segurança máxima;
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PL 3278/21 – Institui o marco legal do transporte público coletivo urbano;
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PL 3780/23 – Aumenta penas para crimes como furto, roubo, receptação e fraude bancária;
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PL 4225/23 – Define direitos das pessoas com TDAH e institui dia nacional de conscientização;
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PL 3880/24 – Inclui a violência vicária (quando o agressor atinge filhos ou familiares para atingir a mulher) entre as formas de violência doméstica previstas na Lei Maria da Penha;
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PL 5031/24 – Cria diretrizes de cooperação para atendimento a vítimas de acidentes aéreos e seus familiares;
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PL 3630/25 – Permite divulgar imagens de pessoas flagradas cometendo crimes em estabelecimentos comerciais (alteração na LGPD);
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PL 4709/25 – Combate o “golpe do falso advogado” e fraudes processuais eletrônicas;
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PL 6674/25 – Institui o programa “Antes que Aconteça”;
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PLP 6/24 – Cria processo simplificado para solucionar disputas territoriais entre municípios;
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PL 6418/05 – Define crimes resultantes de discriminação e preconceito de raça, cor, etnia, religião ou origem;
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PEC 27/24 – Cria o Fundo Nacional de Reparação Econômica e Promoção da Igualdade Racial.
Projetos que podem ter a urgência analisada
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PL 4744/12 – Inclui nos currículos dos ensinos fundamental e médio as disciplinas de filosofia e sociologia;
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PL 3929/19 – Estabelece o mínimo de três horas-aulas semanais de educação física nas escolas de educação básica;
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PL 589/21 – prevê controle de qualidade dos remédios após comercialização;
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4281/23 – Institui o Dia Nacional do Nascituro;
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PL 580/22 – Determina que planos municipais prevejam punição para quem descarta lixo em vias públicas;
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PL 4675/25 – Estabelece medidas para proteção da concorrência em mercados digitais;
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PL 1922/22 – Prioriza acesso à água e ao esgoto sanitário como direitos humanos;
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PL 5405/25 – Estabelece o dia 21 de setembro como o Dia da Autoestima da Mulher Brasileira;
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PL 6023/25 – Exige a identificação do perfil genético de condenados e determinadas hipóteses;
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PL 5803/23 – Reduz o peso máximo que um trabalhador poderá carregar individualmente em serviços braçais;
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PL 1404/25 – Autoriza a quebra de sigilo para evitar fraude em pensão alimentícia;
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PL 2475/25 – Torna hediondo o crime de maus-tratos aos animais, quando do evento criminoso resultar a morte do animal;
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PL 5744/23 – Torna hediondo o crime de assassinato quando a vítima for segurança privado;
- PL 5389/19 – Transforma o Inmetro em agência reguladora e redistribui competências de fiscalização;
- PL 3656/25 – Institui o Cadastro Nacional de Condenados por Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher;
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PDL 330/22 – Susta mudança nas regras para importação de cacau africano;
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PL 6194/25 – Estabelece regras para combater o ódio contra mulheres na internet;
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PL 1384/11 – Obriga existência de estoques mínimos de alimentos básicos;
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PLP 170/25 – Define critérios para a determinação da base de cálculo do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA).
Da Redação – RL
Fonte: Câmara dos Deputados
POLÍTICA NACIONAL
CRE vai ouvir setores visados por tarifas dos EUA, anuncia Nelsinho Trad
A Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) do Senado está acompanhando atentamente os anúncios, feitos pelo governo dos Estados Unidos, de novas tarifas contra produtos brasileiros. Em entrevista à imprensa nesta terça-feira (2), o presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS), defendeu cautela e responsabilidade no momento, mas disse que o Brasil “precisa usar todos os caminhos disponíveis para defender seus interesses”.
— Antes de qualquer escalada, o Brasil deve esgotar os caminhos do diálogo, da consulta pública, da articulação técnica e da interlocução parlamentar. Retaliação sem estratégia pode aumentar o problema para as empresas, trabalhadores e consumidores brasileiros. A resposta brasileira precisa ser firme, serena e técnica. Não podemos cair nem na omissão, nem na gritaria. Precisamos defender o Brasil com inteligência — disse.
Nelsinho Trad informou que já começou e continuará a ouvir os setores que poderão ser atingidos pelas tarifas. Avaliou que o Brasil tem algumas semanas para se defender junto aos Estados Unidos. Disse estar em contato com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que até abril era ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, e com o Itamaraty.
O senador pediu aos produtores brasileiros que subsidiem a CRE com dados e informações sobre os possíveis impactos no Brasil das tarifas anunciadas pelo presidente Donald Trump. Não descartou uma nova viagem de membros da comissão aos Estados Unidos, como ocorreu no ano passado.
Nelsinho Trad explicou que a reclamação dos EUA contra o Brasil ainda terá que passar por consulta pública naquele país para que haja nova audiência e uma decisão final em meados de julho.
— Ainda não dá para a gente cravar o impacto sem ouvir setor por setor. A própria proposta traz exceções importantes, mas há produtos que podem ser afetados se não houver essa reversão. Por isso, queremos que produtores, empresas e entidades nos tragam dados concretos, produto, código tarifário, contrato, mercado, custo e risco de perda. Com a informação mais concreta, a Comissão de Relações Exteriores pode atuar melhor — resumiu.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
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