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Capacitação do TJMT aprimora rotinas e padroniza atos de secretaria nas varas cíveis e criminais

A busca por maior organização, clareza nos procedimentos e eficiência no andamento processual motivou o início das atividades da Turma 4 da Etapa II da Capacitação e Atualização em Atos da Secretaria das Varas Cíveis e Criminais, promovida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O encontro ocorreu na sexta-feira (6) e contou com a participação de servidores que atuam na Vara da Família.

A formação reúne também servidores de diferentes unidades judiciais e setores administrativos, como varas especializadas, Centros Judiciários de Solução de Conflitos (Cejusc) e a Central de Processamento Eletrônico (CPE), com o objetivo de aprimorar rotinas, padronizar procedimentos e fortalecer a qualidade do serviço prestado ao cidadão.

Nesta etapa da capacitação, os participantes têm contato com conteúdos voltados à revisão de rotinas administrativas, padronização dos atos de secretaria, conferência adequada dos autos e aprimoramento dos procedimentos processuais, buscando maior alinhamento às orientações da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ).

Rotinas das Varas de Família

O conteúdo para a Turma 4 foi ministrado por Evaneide Martins de Freitas do Amaral, que recentemente atuava como gestora judiciária da 2ª Vara de Família e atualmente é chefe de gabinete no 2º grau. Ela explicou que a capacitação é dividida em módulos semanais e aborda todas as etapas dos procedimentos processuais das Varas de Família.

“Trabalhamos desde as decisões iniciais, que marcam o início das ações de família, passando pelo impulsionamento adequado de cada classe processual, até temas específicos como o Banco Nacional de Mandado de Prisão”, explicou.

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Segundo Evaneide, a proposta é orientar os servidores sobre as práticas corretas em cada fase do processo e esclarecer dúvidas comuns que surgem no dia a dia das unidades. Ela também destacou que o curso reúne profissionais de diferentes setores que atuam direta ou indiretamente com os processos das Varas de Família.

“Temos servidores das próprias varas, do Cejusc e da CPE. Muitas vezes esses setores recebem decisões e precisam dar andamento aos processos, então a capacitação busca justamente sanar essas dúvidas e uniformizar os procedimentos”, afirmou.

Padronização facilita trabalho das unidades

A analista judiciária Ana Maria Rosa Locatelli, que atua na gestão do Cejusc da Capital, ressaltou que a capacitação é importante especialmente diante da chegada de novos servidores ao Judiciário. Para ela, um dos pontos mais relevantes discutidos durante o curso é a padronização dos documentos expedidos pelas unidades judiciais.

“Cada unidade tem suas peculiaridades, mas é importante que exista uma padronização mínima nos documentos. Isso facilita tanto para quem vai cumprir os mandados, quanto para quem precisa interpretar essas informações, como os servidores de outras unidades ou o próprio cidadão”, explicou.

Segundo a servidora, manter as equipes atualizadas também é fundamental diante das mudanças tecnológicas que vêm transformando a rotina do Judiciário. “Essas capacitações ajudam a trazer informações mais claras para que possamos desempenhar melhor o nosso trabalho. Também contribuem para otimizar o tempo do servidor, algo essencial diante do grande volume de processos”, destacou.

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Integração entre unidades melhora qualidade do serviço

Para a analista técnica Maria Alice Pinto de Arruda, lotada na CPE, a capacitação também contribui para ampliar a compreensão do funcionamento das unidades judiciais. “Para quem atua na CPE, é muito importante entender melhor as rotinas das unidades com as quais trabalhamos. Isso ajuda a entregar um trabalho de excelência e a atender as demandas com mais precisão”, afirmou.

Ela destaca ainda que o compartilhamento de experiências entre servidores de diferentes áreas contribui para melhorar a comunicação e a eficiência das atividades realizadas no dia a dia.

Formação contínua fortalece a prestação jurisdicional

A capacitação integra as ações formativas previstas pela Resolução nº 192/2014 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que orienta os tribunais brasileiros a investirem na qualificação contínua de magistrados e servidores.

Com iniciativas como essa, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso busca qualificar suas equipes, promover a padronização dos procedimentos e garantir maior eficiência e qualidade na prestação jurisdicional à sociedade.

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Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Magistrados e especialistas defendem fortalecimento da conciliação e redução da judicialização

O desembargador Mário Roberto Kono de Oliveira, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), participou do Open Class “Desjudicialização e Modernização da Justiça”. O evento, na noite de sexta-feira (15), reuniu magistrados, operadores e estudantes de Direito em um espaço de debate e reflexão sobre desjudicialização, segurança jurídica, inovação tecnológica e eficiência do Poder Judiciário.
Promovido pela Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 23ª Região, o encontro possibilitou a análise dos desafios do sistema de Justiça, focada na racionalização da litigiosidade e no fortalecimento dos métodos adequados de resolução de conflitos. Também foi abordada a incorporação de novas tecnologias e modelos de gestão judicial.
O debate contou com palestras do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e do ministro João Otávio de Noronha, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Além deles, palestraram o vice-presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Guilherme Caputo Bastos, o também ministro da Corte Trabalhista, Alexandre Ramos, e o advogado Georges Abboud.
O desembargador Mário Kono avaliou que o evento foi importante para mostrar que o sistema de Justiça está passando por uma transformação, sendo necessário alcançar novos modelos para atender com eficiência as finalidades procuradas pela sociedade. Para ele, é preciso buscar novos métodos e técnicas para apresentar soluções mais rápidas, sem passar pelo processo de judicializacao.
“Se nós formos ver, a história nos revela isso desde as tribos mais primitivas. Confúcio, cerca de 500 anos antes de Cristo, já falava da necessidade de conciliar. Devemos trabalhar com as próprias partes em busca de resolver as situações de uma forma que atenda ambas. Com isso, vamos conseguir chegar a resultados mais satisfatórios”, comentou.
De acordo com o ministro Gilmar Mendes, o Brasil tem, atualmente, uma das maiores judicializações do mundo, ultrapassando a marca dos 80 milhões de processos. Nesse contexto, ele apontou que o debate sobre esse tema e a modernidade do Poder Judiciário são fundamentais para reduzir os processos e atender as pretensões de quem busca a Justiça.
“Extremamente importante que nós estejamos discutindo isso. A academia traz a sua visão, contribuições, as reflexões e influência nesse processo, permitindo, inclusive, a nós, magistrados, sairmos daqui mais iluminados. Também temos a oportunidade, enquanto autores de jurisprudência, de explicarmos as razões de determinadas decisões, porque chegamos a determinadas conclusões. Esse diálogo é extremamente enriquecedor”, argumentou.
Sobre o evento
A Open Class “Desjudicialização e Modernização da Justiça” é um evento jurídico-acadêmico voltado à discussão dos principais desafios enfrentados pelo sistema de Justiça brasileiro na contemporaneidade, especialmente diante da crescente necessidade de mecanismos mais céleres, eficientes e acessíveis para a resolução de conflitos.
O encontro reuniu importantes autoridades do cenário jurídico nacional, proporcionando um ambiente de debate qualificado sobre temas relacionados à desjudicialização, métodos adequados de solução de conflitos, inovação tecnológica no Poder Judiciário, transformação digital da Justiça e modernização das instituições jurídicas.

Autor: Bruno Vicente

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Fotografo: Alair Ribeiro

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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