TECNOLOGIA

AEB abre inscrições para 32 cursos gratuitos em áreas estratégicas do setor espacial

Estão abertas as inscrições para 32 cursos gratuitos e on-line em áreas estratégicas para o fortalecimento do Programa Espacial Brasileiro, contemplando conteúdos que vão da ciência cidadã à engenharia aeroespacial, passando por programação, monitoramento ambiental, gestão e direito espacial. Interessados têm até 1º de maio para garantir uma vaga nas capacitações da Plataforma AEB Escola Virtual e dois meses para concluir as aulas e conquistar o certificado. 

Os cursos são conduzidos pela Agência Espacial Brasileira (AEB), autarquia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), com aulas ao vivo e gravadas, o que permite que os participantes organizem sua rotina de estudos. Não há limite de vagas.  

As formações estão organizadas em quatro segmentos: 

Cursos do Segmento Globe 

  • Professor Globe Observer 

  • Cientista Globe 

Os cursos introduzem a metodologia do programa internacional de ciência cidadã Globe, capacitando professores, estudantes e interessados em coletar dados ambientais por meio de protocolos padronizados, contribuindo para pesquisas científicas colaborativas em escala global.  

Segmento Ciências Exatas e da Terra 

  • Programação de Algoritmos em Python 

  • Minicurso — Fibra Óptica e Geoplano 

  • Minicurso — Células Solares e Circuito Elétrico 

  • Minicurso — Arduino 

  • Linguagens de Programação 

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  • Introdução à Oceanografia Física 

  • Introdução à Meteorologia 

As capacitações abordam fundamentos de programação, pensamento computacional, eletrônica básica, óptica, energias renováveis e processos físicos atmosféricos e oceânicos. O conteúdo desenvolve competências técnicas essenciais para áreas como monitoramento ambiental, análise de dados e aplicações espaciais.  

Segmento Ciências Aeroespaciais 

  • Engenharia de produto no setor aeroespacial 

  • Curso de Astronomia 

  • Mistérios do Universo 

  • Sensoriamento Remoto 

  • Astronomia Básica (com audiodescrição e tradução em Libras) 

  • Introdução à Maturidade Tecnológica e suas Métricas 

  • Um voo pelo universo dos foguetes: teoria e prática 

  • Introdução aos Nanossatélites 

  • Minicurso — Introdução à Física de Foguetes Aplicado ao Ensino de Ciências Espaciais — Espaço, movimentos, gravidade e peso 

  • Minicurso — Introdução à Física de Foguetes Aplicado ao Ensino de Ciências Espaciais — Conceitos Iniciais 

  • Introdução à Propulsão Espacial I e II 

  • Introdução à Astronáutica Análoga 

  • Experimentação para lançamento de foguetes 

  • Satélites 

O segmento contempla desde fundamentos de astronomia e exploração espacial até planejamento, desenvolvimento, testes e operação de sistemas espaciais. Ele também aborda maturidade tecnológica, experimentação aplicada, física de foguetes, propulsão e aplicações de sensoriamento remoto.  

Segmento Ciências Humanas e Sociais  

  • Trajetória orçamentária recente do setor espacial 

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  • História do setor espacial 

  • Curso Introdutório à Geopolítica Aeroespacial 

  • Curso Básico de Direito Espacial 

  • Minicurso — Aprendizagem com Base em Projetos, Jogos, Gamificação, Casos de Ensino e Desafios em Grupos Aplicado ao Ensino de Ciências Espaciais 

  • Minicurso — Storytelling e Sala de Aula Invertida Aplicado ao Ensino de Ciências Espaciais 

  • Gestão de Projetos Aeroespaciais 

  • Segurança e Defesa do Espaço Exterior 

As formações analisam a dimensão estratégica, histórica, jurídica e orçamentária do setor espacial, além de metodologias educacionais aplicadas ao ensino de ciências espaciais e práticas de gestão de projetos. 

AEB escola 

Criado em 2004, o Programa AEB Escola tem como finalidade divulgar o Programa Espacial Brasileiro nas instituições de ensino básico, técnico e superior, estimulando o interesse vocacional pela ciência e tecnologia e contribuindo para a formação de futuros profissionais da área espacial. 

A AEB, órgão central do Sistema Nacional de Desenvolvimento das Atividades Espaciais (Sindae), é responsável por formular, coordenar e executar a Política Espacial Brasileira. Desde sua criação, em 10 de fevereiro de 1994, a agência atua para promover o desenvolvimento soberano do setor espacial e sua aplicação em benefício da sociedade. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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TECNOLOGIA

MCTI lança oficinas para atualizar plano nacional da Década do Oceano

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) lançou nesta quarta-feira (3) a mobilização nacional O Brasil na Década do Oceano: Vozes para o Futuro. A iniciativa vai unir diferentes setores da sociedade para atualizar o Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável, da Organização das Nações Unidas (ONU). 

As principais ferramentas desse processo serão as Oficinas Livres, encontros organizados pela própria sociedade em diferentes regiões do País. As atividades poderão ocorrer de forma presencial, virtual ou híbrida de junho a agosto de 2026.  As reuniões podem ser uma roda de conversa, debate, oficina com dinâmicas ativas, conferência, fórum, bate-papo e até uma proposta artística. Podem participar instituições públicas ou privadas, coletivos, comunidades indígenas, tradicionais ou quilombolas. 

Os encontros garantirão a pluralidade de visões e o registro de conhecimentos, avanços e soluções locais. As contribuições coletadas serão sistematizadas e submetidas a consulta pública. Em seguida, especialistas e representantes de diferentes setores participarão de oficinas temáticas para consolidar propostas e identificar desafios prioritários para os próximos anos. 

A ação será implementada com apoio do Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO), unidade vinculada à pasta, articulada em conjunto com a Unesco Brasil e o Comitê Nacional da Década no Brasil, instituído pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), por meio da Portaria MCTI nº 9.906, e que conta com liderança da Coordenadação-Geral de Ciências para o Oceano e Antártica (CGOA) da Secretaria de Políticas e Programas Estratégicos (SEPPE) do MCTI. 

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O diretor do Departamento de Programas Temáticos da SEPPE, Leandro Pedron, destaca que o processo de atualização do Plano Nacional da Década do Oceano é também uma oportunidade para fortalecer a cultura oceânica no Brasil e ampliar a compreensão sobre a relação entre sociedade e oceano.

“Os desafios do oceano não se limitam às regiões costeiras. O oceano está conectado a todos os territórios brasileiros, influenciando o clima, a produção de alimentos, a economia e a qualidade de vida da população. Essas oficinas são uma oportunidade para aproximar diferentes saberes e experiências, fortalecendo a construção coletiva de soluções para o futuro do país”, afirmou.

Para Pedron, a implementação da Década do Oceano depende da capacidade de ouvir a ciência e conectá-la às demandas da sociedade. “A construção de políticas públicas mais efetivas passa pelo diálogo entre conhecimento científico, saberes tradicionais, experiências locais e participação social. É dessa convergência que surgem as soluções necessárias para promover um oceano saudável e garantir seus benefícios para as atuais e futuras gerações”, completou. 

As colaborações também ajudarão a preparar a participação brasileira na Terceira Conferência da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável (ODC27), que será no Rio de Janeiro (RJ), em abril de 2027. 

As oficinas serão estruturadas em sete eixos temáticos:  

  • Conservação e combate à poluição 
  • Observação e monitoramento do oceano e adaptação às mudanças climáticas 
  • Segurança alimentar e pesca sustentável 
  • Economia azul sustentável 
  • Cultura oceânica e justiça, equidade, diversidade e inclusão 
  • Financiamento, cooperação internacional e governança 
  • Infraestrutura de pesquisa e transformação digital 
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Proclamada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 2017, a Década do Oceano abrange o período de 2021 a 2030 e busca mobilizar o globo em torno de uma agenda comum: a preservação do oceano, uma das maiores fontes de vida da terra. A iniciativa reconhece a ciência como elemento central para compreender os desafios do oceano e orientar a construção de soluções para seu uso sustentável e sua conservação.

Como participar

Os interessados em organizar uma Oficina Livre devem definir tema, formato, data e local da atividade, preencher o formulário de inscrição disponível na plataforma da Década do Oceano no Brasil e aguardar a validação da proposta. Após a aprovação, os organizadores receberão materiais de apoio para divulgação e orientação sobre o envio das contribuições. 

O processo será supervisionado pelo MCTI, por meio da SEPPE, órgão responsável pela coordenação da Década do Oceano no Brasil e pela atualização do Plano Nacional de Implementação da Década da Ciência Oceânica para o Desenvolvimento Sustentável. 

A execução e coordenação operacional das atividades serão feitas em parceria com o Inpo, com apoio da Unesco Brasil e do Comitê Nacional da Década do Oceano, fortalecendo a mobilização nacional e a construção coletiva das contribuições brasileiras para a conferência em 2027. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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