SAÚDE

Ministério da Saúde fortalece saneamento na Terra Indígena Yanomami com qualificação de Agentes Indígenas de Saneamento

O Ministério da Saúde, por meio da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), iniciou, nesta segunda (02), a qualificação de 14 Agentes Indígenas de Saneamento (AISAN) que atuam na terra indígena Yanomami. Além de conhecer o perfil dos AISAN e como eles têm atuado no serviço em relação ao saneamento básico, o curso tem por objetivo qualificar esses trabalhadores para atuarem de forma técnica, intercultural e integrada na promoção do saneamento ambiental nas comunidades indígenas, no fortalecimento das ações de abastecimento de água, manejo de resíduos sólidos, controle de vetores e educação ambiental. Essas ações contribuem para consolidar as estratégias baseadas nas práticas sustentáveis e culturalmente adequadas conforme as diretrizes do Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS).

A formação será realizada no Polo Administrativo de Santa Isabel do Rio Negro – AM, do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami e será ministrado pela equipe da Divisão de Edificações e Saneamento Ambiental Indígena (DISANI) do distrito.

Ao todo, a qualificação terá carga horária total de 80 horas, sendo 40 horas teórico-práticas e 40 horas de prática supervisionada nas próprias aldeias. Esses trabalhadores atuam em 22 aldeias do Polo Base Missão Marauiá, onde vivem cerca de 3.241 indígenas. O curso reforça a atuação dos AISAN em eixos fundamentais que incluem o monitoramento da qualidade da água, operação e manutenção de sistemas de abastecimento e gerenciamento de resíduos sólidos.

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Segundo o coordenador e instrutor da qualificação, o biólogo Maicon Velasco de Melo, a ação oferece aos trabalhadores indígenas conhecimento técnico para que estes exerçam seu protagonismo na proteção do seu território contra ameaças que possam afetar famílias inteiras.

“Mais do que uma capacitação técnica, essa iniciativa representa investimento direto na autonomia das comunidades, ao valorizar o protagonismo indígena na promoção da saúde e na proteção do território. Essa atuação cotidiana do AISAN reduz riscos epidemiológicos, fortalece a vigilância em saúde e amplia a corresponsabilização comunitária pelo cuidado com o território”, concluiu.

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Foto: Divulgação/MS

O valor estratégico do AISAN

O Agente Indígena de Saneamento é peça central na prevenção de doenças de veiculação hídrica, no controle de vetores e na promoção de práticas sustentáveis nas aldeias. Ele atua de forma intercultural articulando saberes tradicionais e conhecimentos técnicos, o que garante que as soluções de saneamento sejam culturalmente adequadas e socialmente efetivas. As atividades incluem ações contínuas de monitoramento do cloro residual e da qualidade da água, com coleta e envio de amostras para análise laboratorial, a fim de assegurar a potabilidade e prevenir riscos à saúde.

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O AISAN também orienta a comunidade sobre práticas adequadas de higiene e armazenamento seguro de água. O trabalhador também é acionado para acompanhar obras de manutenção dos sistemas de abastecimento e para mobilizar a comunidade para a realização de mutirões de limpeza na aldeia.

Luiz Cláudio Moreira
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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SAÚDE

Julho Verde reforça prevenção e diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço

Feridas na boca que não cicatrizam, rouquidão persistente, dificuldade para engolir e caroços no pescoço são sinais que merecem atenção e podem indicar câncer de cabeça e pescoço. Durante o Julho Verde, mês nacional de conscientização sobre a doença, o Ministério da Saúde reforça as orientações à população sobre prevenção e diagnóstico precoce, além do acesso ao tratamento pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Os cânceres de cabeça e pescoço reúnem tumores que atingem estruturas como boca, língua, garganta, laringe, faringe, cavidade nasal, tireoide e glândulas salivares. Grande parte dos casos está relacionada ao tabagismo e ao consumo de bebidas alcoólicas. Alguns tipos também estão associados à infecção persistente pelo papilomavírus humano (HPV), especialmente pelo HPV-16, um dos principais fatores de risco para o câncer de orofaringe.

Instituída pela Lei nº 14.328/2022, a campanha Julho Verde busca ampliar o conhecimento da população sobre os fatores de risco e os sinais da doença, além de incentivar a prevenção e a procura pelos serviços de saúde diante de sintomas suspeitos.

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Sinais de Alerta e Tratamento pelo SUS

Os principais sinais de alerta incluem feridas na boca ou nos lábios que não cicatrizam por mais de 15 dias, manchas brancas ou avermelhadas na boca, rouquidão por mais de três semanas, dor ou dificuldade para engolir, sensação de corpo estranho na garganta, ínguas persistentes no pescoço, sangramento nasal recorrente e perda de peso sem causa aparente.

No caso de câncer de tireoide, o principal sinal é o aparecimento de um nódulo no pescoço, especialmente quando apresenta crescimento rápido ou é acompanhado de rouquidão ou dificuldade para engolir.

Ao identificar um desses sinais, a orientação é procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) mais próxima. Após a avaliação, o paciente será encaminhado, se necessário, para atendimento especializado. A confirmação do diagnóstico é feita por biópsia, seguida de exame anatomopatológico.

O cuidado é organizado pela Rede de Prevenção e Controle do Câncer, que integra ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e acompanhamento especializado. Conforme a indicação clínica, o tratamento pode incluir cirurgia, radioterapia e quimioterapia, de forma isolada ou combinada.

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Quanto mais cedo a doença é identificada, maiores são as chances de sucesso do tratamento e menores os riscos de sequelas. Nos estágios iniciais, muitos casos podem ser tratados com apenas uma modalidade terapêutica, o que contribui para preservar funções importantes, como fala, deglutição e respiração.

Nos últimos cinco anos, o SUS realizou mais de 500 mil procedimentos relacionados ao tratamento dos cânceres de cabeça e pescoço.

Medidas de prevenção 

Para ajudar a prevenir a doença, é recomendado evitar o cigarro e outros produtos derivados do tabaco, evitar o consumo de bebidas alcoólicas, manter uma alimentação saudável, cuidar da saúde bucal, consultar o dentista regularmente e proteger os lábios e o rosto durante a exposição ao sol. 

A vacinação contra o HPV, oferecida gratuitamente pelo SUS para pessoas de 9 a 14 anos, também ajuda a prevenir infecções associadas a diferentes tipos de câncer, incluindo alguns tumores de orofaringe.

Camila Marques
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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