POLÍTICA NACIONAL

Izalci sugere CPI no Legislativo do DF para investigar gestão do BRB

O senador Izalci Lucas (PL-DF) defendeu nesta segunda-feira (23) a instalação de uma comissão parlamentar de inquérito na Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) para apurar investimentos de R$ 12,2 bilhões do Banco de Brasília (BRB) no Banco Master. Izalci denunciou a rapidez com que a CLDF aprovou “investimentos podres” do BRB no Master.

— O deputado distrital legisla as matérias locais, mas também fiscaliza o Executivo. Durante a compra do Banco Master pelo BRB, o governador (Ibaneis Rocha) conseguiu aprovar isso em 10 minutos. Deram um cheque em branco e fizeram todos esses investimentos podres — afirmou o senador. 

Izalci também criticou a decisão do governador Ibaneis Rocha de enviar à CLDF um projeto que autoriza o uso de imóveis da Terracap como garantia para cobrir o rombo no BRB. O Banco Central exige que a instituição reserve pelo menos R$ 3 bilhões para manter as operações em segurança.

— A gente sabe que o prejuízo do BRB vai ultrapassar a 5 bilhões. Esse é o prejuízo real. Então, eu fico estarrecido, espero que os deputados distritais não façam a mesma coisa, porque eles querem novamente o cheque em branc” para que crie o fundo imobiliário — alertou.

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Vitória Clementino, sob supervisão de Dante Accioly

Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)

Fonte: Agência Senado

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POLÍTICA NACIONAL

Hugo Motta comemora aprovação de projeto de combate à violência contra mulheres

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), comemorou a aprovação do projeto que cria o Sistema Nacional de Enfrentamento da Violência contra Meninas e Mulheres. A proposta (PLP 41/26) foi aprovada pelos deputados em Plenário e será enviada ao Senado.

Motta ressaltou que a Câmara já aprovou diversos projetos no combate à violência contra a mulher e, em particular, ao feminicídio. “O Brasil chora com a morte de nossas mulheres, infelizmente, todos os dias”, disse ele, ao pedir 1 minuto de silêncio pelo assassinato de Karen Aparecida Ferreira Rosa, de 44 anos, que foi morta estrangulada dentro de casa em Cataguases (MG). Segundo a Polícia Militar, os agentes encontraram a filha de um ano da vítima ainda mamando junto ao corpo da mãe.

Motta afirmou que a homenagem é a maneira de demonstrar a revolta do Parlamento com essa agressão que acontece nas diferentes regiões do país. “Esta Casa só irá sossegar enquanto nenhuma mulher mais no Brasil for vítima de violência ou assassinato por seu companheiro ou por quem quer que seja”, afirmou.

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O presidente da Câmara reforçou que o tema não pertence a nenhum partido, mas é agenda de Estado.

Tragédia
A relatora do projeto aprovado, deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), disse que o feminicídio citado por Motta expressa “da forma mais dolorosa, dramática e trágica” a situação das mulheres brasileiras.

“Encontrar uma mulher assassinada pelo seu ‘em tese’ companheiro e com filha de 1 ano agarrada a seu peito para ser amamentada, talvez não haja imagem mais explícita do significado dessa violência”, afirmou.

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

Fonte: Câmara dos Deputados

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